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Dólar inicia sexta em alerta com inflação nos EUA e disputa entre Trump e Fed

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O dólar abriu nesta sexta-feira (29) com atenção voltada para os próximos dados de inflação nos Estados Unidos e os desdobramentos do embate entre o presidente Donald Trump e o Federal Reserve (Fed). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o pregão às 10h, em meio a movimentações positivas do mercado.

Na quinta-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,19%, cotada a R$ 5,4062. O Ibovespa, por sua vez, subiu 1,32%, alcançando 141.049 pontos.

Panorama semanal do dólar e do Ibovespa
  • Dólar
    • Semana: -0,36%
    • Mês: -3,47%
    • Ano: -12,52%
  • Ibovespa
    • Semana: +2,23%
    • Mês: +6,00%
    • Ano: +17,26%
Megaoperação da Polícia Federal mira setor de combustíveis

Na quinta-feira, uma operação conjunta da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos Federal e de São Paulo, das polícias Civil e Militar e da Receita Federal cumpriu mandados em oito estados para desarticular um esquema de sonegação de impostos no setor de combustíveis, supostamente liderado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação aponta que os envolvidos teriam deixado de recolher cerca de R$ 7,6 bilhões em tributos e atuado na importação irregular de produtos como gasolina e etanol. Ao todo, mais de 350 pessoas e empresas foram alvo da operação, incluindo 42 endereços na Faria Lima, em São Paulo.

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Entre as empresas investigadas estão:

  • Grupo Aster/Copape – usinas, distribuidoras e rede de postos;
  • BK Bank – fintech usada para movimentações financeiras complexas;
  • Reag Investimentos – fundo que atuava na aquisição de ativos e proteção patrimonial.

A Reag (REAG3) e a Ciabrasf (ADMF3) afirmaram que estão colaborando integralmente com as autoridades, fornecendo documentos e informações solicitadas.

Conflito Trump x Fed continua nos tribunais

A diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, entrou com ação judicial contra Donald Trump, questionando a validade de sua demissão anunciada pelo presidente. A alegação é de que a legislação permite que governadores do Fed só sejam afastados por justa causa, o que não se aplicaria às acusações feitas por Trump sobre suposta fraude hipotecária em 2021.

Enquanto o caso segue em análise judicial, Cook permanece no cargo.

Indicadores econômicos recentes

Nos Estados Unidos, o PIB do segundo trimestre foi revisado para alta de 3,3%, acima da leitura anterior de 3%, refletindo maior consumo e investimento. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram para 229 mil, abaixo do esperado.

No Brasil, o IBGE estimou a população em 213,4 milhões, crescimento de 5,1% em relação ao Censo de 2022.

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O IGP-M, índice utilizado para reajuste de contratos de aluguel, avançou 0,36% em agosto, revertendo a queda de julho. O IPA, que mede preços no atacado, subiu 0,43% no mesmo período.

Por outro lado, o Índice de Confiança de Serviços recuou para 87,1 pontos, o menor nível desde maio de 2021, indicando pessimismo no setor de serviços.

Bolsas globais: recordes e volatilidade

Em Wall Street, os índices S&P 500 e Dow Jones atingiram novos recordes, mesmo após resultados trimestrais da Nvidia ficarem abaixo das expectativas. O S&P 500 avançou 0,32%, aos 6.501,86 pontos, e o Dow Jones subiu 0,16%, aos 45.636,90 pontos. O Nasdaq ganhou 0,53%, aos 21.705,16 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam sem direção única: o STOXX 600 recuou 0,2%, o FTSE 100 perdeu 0,42%, o CAC 40 subiu 0,24% e o FTSE MIB avançou 0,23%.

Na Ásia, Xangai subiu 1,14% e o CSI300 ganhou 1,77%, impulsionados pelo otimismo com investimentos em inteligência artificial na China. Hong Kong caiu 0,81%, afetada por resultados negativos da Meituan. O Nikkei japonês subiu 0,73%, o Kospi sul-coreano avançou 0,29% e o TAIEX de Taiwan recuou 1,16%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso adia para 2035 o fim do uso de biomassa nativa e amplia metas de reflorestamento

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O Governo de Mato Grosso oficializou a prorrogação do prazo para a eliminação do uso de vegetação nativa como fonte de biomassa nas atividades industriais do estado. A mudança foi formalizada por meio de um novo Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado em 10 de junho entre o Executivo estadual e o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT).

Pelas novas regras, as indústrias de grande consumo de biomassa, incluindo usinas de etanol de milho, terão até 2035 para concluir a substituição da matéria-prima oriunda de vegetação nativa por fontes provenientes de florestas plantadas ou de áreas autorizadas sob Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), conforme previsto no Código Florestal Brasileiro.

Prazo é ampliado em relação ao acordo anterior

O novo entendimento modifica o cronograma estabelecido anteriormente em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em junho deste ano. Na versão inicial, o estado havia assumido o compromisso de encerrar o uso de biomassa nativa até 2034.

O acordo anterior previa uma redução gradual da participação da vegetação nativa na matriz de biomassa industrial, com limite de 50% em 2030, 40% em 2031, 30% em 2032 e 10% em 2033.

Com a atualização do compromisso, o cronograma foi flexibilizado. A única meta intermediária estabelecida determina que o uso de biomassa nativa seja reduzido para 40% em 2034, com a eliminação total prevista somente no ano seguinte.

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Governo estabelece metas para expansão florestal

Além da alteração no prazo, o governo estadual definiu novas metas para fortalecer a oferta de matéria-prima renovável destinada ao setor industrial.

Entre os objetivos previstos no termo estão:

  • Implantação de pelo menos 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040;
  • Ampliação da área de manejo florestal sustentável para, no mínimo, 6,5 milhões de hectares até 2040;
  • Estímulo à produção de biomassa renovável para atender à crescente demanda da indústria mato-grossense.

A medida busca garantir segurança no abastecimento energético das indústrias e reduzir a pressão sobre os remanescentes de vegetação nativa.

Regras diferenciam indústrias existentes e novos projetos

O acordo estabelece tratamento distinto para empreendimentos já em operação e para novos investimentos.

As indústrias atualmente instaladas no estado seguirão o cronograma de transição definido no TCA. Já os empreendimentos em construção ou em fase de ampliação deverão apresentar planos demonstrando que utilizarão exclusivamente biomassa proveniente de florestas plantadas ou de manejo florestal sustentável.

A exigência pretende assegurar que os novos projetos industriais sejam compatíveis com a política estadual de transição para fontes renováveis de biomassa.

Governo terá prazo para regulamentar medidas

O termo também estabelece uma série de etapas para regulamentação das novas diretrizes.

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De acordo com o documento:

  • O governo estadual deverá publicar decreto regulamentador em até 30 dias;
  • A Secretaria de Estado de Agricultura terá prazo de 60 dias para editar norma complementar;
  • As empresas abrangidas pelas novas regras deverão ser oficialmente notificadas em até 90 dias.

O compromisso é resultado de um inquérito instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso em 2024 para avaliar o cumprimento da legislação ambiental relacionada ao uso de biomassa no estado.

Mato Grosso busca ampliar base de florestas plantadas

Atualmente, Mato Grosso possui menos de 200 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção de biomassa e madeira renovável.

Desse total, pouco mais de 100 mil hectares pertencem à FS, empresa que declara autossuficiência no fornecimento de matéria-prima proveniente de florestas cultivadas. A companhia também utiliza áreas de bambu, que representam pouco mais de 10% de sua base florestal.

A ampliação da área de reflorestamento é considerada estratégica para sustentar o crescimento da indústria de etanol de milho, da produção de energia renovável e de outros segmentos industriais que dependem intensivamente de biomassa em Mato Grosso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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