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Lacticínios Tirol investe R$ 200 milhões em nova fábrica de leite em pó em Santa Catarina

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A Lacticínios Tirol anunciou um investimento de R$ 200 milhões para a construção de uma nova fábrica em Pinhalzinho (SC), dedicada à produção de leite em pó. A unidade deve iniciar operações no final de 2026, com capacidade para processar 1 milhão de litros de leite por dia.

Expansão reforça presença nacional e internacional

O investimento faz parte do plano de expansão da Tirol, que já é referência no setor lácteo brasileiro e possui exportações para Uruguai, Chile e Paraguai. Segundo o gerente de marketing da Tirol, Rodnei Guariza, a nova fábrica reforça o compromisso da empresa com inovação e fortalecimento da cadeia produtiva do leite, aumentando a captação de matéria-prima e agregando valor à produção regional.

“Mais que impulsionar a geração de empregos e renda na Região Sul, esse investimento evidencia o potencial de crescimento da empresa, que realiza constantes ampliações, modernizações e lançamentos de novos produtos”, destaca Guariza.

Modernização e ampliação da unidade do Paraná

Recentemente, a Tirol concluiu expansões em sua unidade de Ipiranga (PR), com cerca de R$ 100 milhões investidos em novos equipamentos. As melhorias fortaleceram a produção de leite, creme de leite UHT e bebida láctea UHT, além de preparar a linha para o lançamento de novos produtos.

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Novos produtos reforçam portfólio da Tirol

Com um portfólio de mais de 170 produtos, a empresa também lançou recentemente novas linhas, incluindo:

  • Queijos especiais Treze Tílias;
  • Iogurte Batido pronto para consumo;
  • Linha BioCiclos, enriquecida com vitaminas e minerais, desenvolvida para diferentes fases da vida;
  • BioCiclos +Proteína, leite com 70g de proteína, destacando a Tirol como uma das indústrias lácteas mais inovadoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Simbrasil: raça bovina desenvolvida no Brasil ganha espaço pela resistência e alta produtividade

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Enquanto o Brasil respira futebol, veste verde e amarelo e celebra sua identidade nacional, um outro símbolo genuinamente brasileiro segue ganhando espaço no agronegócio: a raça bovina Simbrasil.

Desenvolvida no país para enfrentar as condições tropicais e entregar alta eficiência produtiva, a raça reúne características que a transformaram em referência na pecuária nacional, tanto na produção de carne quanto de leite.

O próprio nome já revela sua origem. O Simbrasil nasceu da combinação entre genética europeia de alta produtividade e a rusticidade do zebu brasileiro, considerado um dos mais adaptados do mundo ao clima tropical.

Raça foi criada para suportar calor e produzir com eficiência

A formação da raça começou em 1945, a partir do cruzamento entre bovinos da raça Simental, de origem europeia, e raças zebuínas de corte e leite.

O objetivo era desenvolver um animal capaz de unir:

  • alta produtividade;
  • resistência ao calor;
  • adaptação às pastagens tropicais;
  • fertilidade;
  • desempenho em regiões desafiadoras.

O resultado foi uma raça adaptada às condições brasileiras, com capacidade de produção eficiente mesmo em ambientes de altas temperaturas e manejo extensivo.

Simbrasil combina carne e leite na mesma genética

Uma das principais características do Simbrasil é a dupla aptidão, permitindo utilização tanto para produção de carne quanto para leite.

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A raça apresenta linhagens específicas voltadas para cada segmento, além de excelente desempenho em cruzamentos industriais.

Entre os principais atributos do Simbrasil estão:

  • resistência ao clima tropical;
  • precocidade produtiva;
  • habilidade materna;
  • longevidade;
  • ganho de peso;
  • eficiência alimentar;
  • boa fertilidade.

Segundo criadores e técnicos do setor, a combinação genética proporciona animais equilibrados, produtivos e altamente adaptados às diferentes regiões brasileiras.

Reconhecimento oficial veio em 1989

Embora o desenvolvimento da raça tenha começado ainda na década de 1940, o Simbrasil foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura em 1989.

No exterior, cruzamentos semelhantes ficaram conhecidos como Simbrah, especialmente pela utilização da raça Brahman como base zebuína.

No Brasil, no entanto, a genética desenvolvida ganhou características próprias e passou a ser reconhecida como Simbrasil, refletindo sua adaptação às condições nacionais.

Raça se adapta do semiárido ao Centro-Oeste

A rusticidade é um dos fatores que mais impulsionam o crescimento da raça no país.

Atualmente, o Simbrasil está presente em diversas regiões brasileiras, desde áreas de semiárido até sistemas de produção intensiva no Centro-Oeste e Sudeste.

Um dos principais plantéis da raça está na SAEXI Agropecuária, localizada em municípios mineiros como:

  • Itabira;
  • Bom Jesus do Amparo;
  • Nova União;
  • regiões do Norte de Minas Gerais.

A presença em áreas de clima mais severo reforça a capacidade adaptativa da raça em diferentes sistemas produtivos.

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Pecuária tropical busca eficiência e genética adaptada

Com o avanço da pecuária de precisão e da busca por maior eficiência produtiva, cresce também o interesse por raças capazes de entregar desempenho sem perder rusticidade.

Nesse cenário, o Simbrasil se destaca como uma alternativa estratégica para sistemas tropicais, principalmente em regiões com temperaturas elevadas e desafios de manejo.

Além da produção direta, a raça também vem sendo utilizada em programas de cruzamento para melhorar características produtivas e reprodutivas dos rebanhos.

Genética brasileira ganha espaço no agro nacional

A trajetória do Simbrasil mostra como o melhoramento genético desenvolvido no país passou a desempenhar papel importante na evolução da pecuária tropical.

Ao unir produtividade, adaptação climática e eficiência, a raça se consolidou como uma genética genuinamente brasileira, presente tanto na produção de leite quanto na cadeia da carne bovina.

Para muitos consumidores, o Simbrasil já faz parte do dia a dia — seja no leite consumido no café da manhã ou na carne que chega ao churrasco de fim de semana — mesmo sem que a origem genética seja percebida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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