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Dólar oscila com atenção aos juros dos EUA e fluxo para emergentes; mercado acompanha impacto sobre o real

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O mercado de câmbio iniciou os negócios monitorando o comportamento dos juros dos Estados Unidos e o fluxo de capital para países emergentes, em um ambiente marcado por ajustes técnicos da moeda norte-americana e cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Segundo análise de Márcio Riauba, da StoneX, o dólar apresenta um comportamento mais técnico neste momento, sustentado por um ambiente externo moderadamente positivo, enquanto o mercado continua avaliando os próximos passos da política monetária norte-americana.

A atenção permanece concentrada na curva de juros dos Estados Unidos, especialmente nos vencimentos mais longos. Qualquer movimento de alta nessa ponta pode elevar o diferencial de juros global, reduzir o apetite por ativos de risco e pressionar moedas emergentes, como o real.

No cenário doméstico, a curva de juros futuros segue sensível às incertezas fiscais e à comunicação do Banco Central. O mercado acompanha principalmente os sinais relacionados ao calendário de possíveis cortes da taxa Selic e à capacidade da autoridade monetária de manter as expectativas de inflação ancoradas.

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Outro fator relevante para o comportamento do câmbio está no fluxo financeiro e comercial. Exportadores podem aproveitar momentos de valorização do dólar para realizar vendas da moeda e reforçar a entrada de recursos no mercado doméstico. Ainda assim, o fluxo comercial segue reagindo de forma tática às oscilações do ambiente externo.

As commodities continuam oferecendo algum suporte ao real, especialmente diante da relevância das exportações brasileiras de produtos agrícolas e minerais. No entanto, esse fator ainda não é suficiente para determinar sozinho a direção do câmbio.

De acordo com a análise da StoneX, caso o cenário internacional mantenha um viés mais favorável, o real pode ganhar força impulsionado pelo fluxo de carry trade, movimento em que investidores buscam mercados com juros mais elevados. Esse ambiente tende a reduzir os prêmios de risco na curva futura de juros brasileira.

Por outro lado, uma eventual piora no cenário global, acompanhada de alta nos juros americanos ou aumento da aversão ao risco, pode voltar a pressionar o mercado doméstico. Nesse contexto, a tendência seria de reabertura dos juros longos no Brasil e valorização do dólar frente ao real.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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