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Dólar oscila com atenção aos juros dos EUA e fluxo para emergentes; mercado acompanha impacto sobre o real

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O mercado de câmbio iniciou os negócios monitorando o comportamento dos juros dos Estados Unidos e o fluxo de capital para países emergentes, em um ambiente marcado por ajustes técnicos da moeda norte-americana e cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Segundo análise de Márcio Riauba, da StoneX, o dólar apresenta um comportamento mais técnico neste momento, sustentado por um ambiente externo moderadamente positivo, enquanto o mercado continua avaliando os próximos passos da política monetária norte-americana.

A atenção permanece concentrada na curva de juros dos Estados Unidos, especialmente nos vencimentos mais longos. Qualquer movimento de alta nessa ponta pode elevar o diferencial de juros global, reduzir o apetite por ativos de risco e pressionar moedas emergentes, como o real.

No cenário doméstico, a curva de juros futuros segue sensível às incertezas fiscais e à comunicação do Banco Central. O mercado acompanha principalmente os sinais relacionados ao calendário de possíveis cortes da taxa Selic e à capacidade da autoridade monetária de manter as expectativas de inflação ancoradas.

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Outro fator relevante para o comportamento do câmbio está no fluxo financeiro e comercial. Exportadores podem aproveitar momentos de valorização do dólar para realizar vendas da moeda e reforçar a entrada de recursos no mercado doméstico. Ainda assim, o fluxo comercial segue reagindo de forma tática às oscilações do ambiente externo.

As commodities continuam oferecendo algum suporte ao real, especialmente diante da relevância das exportações brasileiras de produtos agrícolas e minerais. No entanto, esse fator ainda não é suficiente para determinar sozinho a direção do câmbio.

De acordo com a análise da StoneX, caso o cenário internacional mantenha um viés mais favorável, o real pode ganhar força impulsionado pelo fluxo de carry trade, movimento em que investidores buscam mercados com juros mais elevados. Esse ambiente tende a reduzir os prêmios de risco na curva futura de juros brasileira.

Por outro lado, uma eventual piora no cenário global, acompanhada de alta nos juros americanos ou aumento da aversão ao risco, pode voltar a pressionar o mercado doméstico. Nesse contexto, a tendência seria de reabertura dos juros longos no Brasil e valorização do dólar frente ao real.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

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Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

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Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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