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Dólar recua e fortalece real com foco em dados dos EUA e política monetária do Brasil

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O dólar comercial voltou a operar em baixa frente ao real nesta quinta‑feira (12), com os mercados financeiros ajustando posições à espera de novos dados econômicos nos Estados Unidos e reflexos da política monetária doméstica. A tendência de valorização da moeda brasileira vem acompanhando o fluxo de investimentos estrangeiros para ativos brasileiros, inclusive em setores como agronegócio, que se beneficia de um câmbio mais competitivo.

Cotação do dólar e variação recente

Nesta manhã, o dólar comercial era negociado em cerca de R$ 5,18, registrando recuo em relação ao fechamento anterior e permanecendo próximo dos menores níveis desde maio de 2024. O movimento de queda da moeda americana tem sido influenciado tanto pelo sentimento externo quanto pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, que busca retornos mais altos em mercados emergentes.

Esse desempenho favorece o agronegócio brasileiro, que exporta grande volume de commodities como soja, milho e carnes para o mercado internacional. Um real mais valorizado pode reduzir custos de insumos importados e ampliar margens para produtores que operam com mercados globais.

Expectativa por dados econômicos nos EUA

Os investidores estão atentos à divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que podem definir a direção da política monetária pelo Federal Reserve (Fed). Números de pedidos de auxílio‑desemprego e índices de inflação estão no radar do mercado e tendem a influenciar o fortalecimento ou enfraquecimento do dólar frente a moedas emergentes como o real.

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Se os indicadores apontarem desaceleração da economia americana ou inflação mais baixa do que o esperado, isso pode reforçar expectativas de flexibilização monetária pelo Fed, pressionando o dólar para baixo e beneficiando países com taxas de juros mais elevadas.

Ibovespa em alta e fluxo de investimentos

Paralelamente, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, tem exibido desempenho positivo, refletindo confiança dos investidores e o interesse em ações de empresas com forte presença no agronegócio e setores correlatos. O avanço da bolsa estimula a entrada de capitais que, por sua vez, contribuem para o fortalecimento da moeda local frente ao dólar.

Esse movimento também se relaciona com a agenda corporativa do dia, incluindo a divulgação de resultados de companhias relevantes e teleconferências de resultados que podem influenciar o humor do mercado.

Diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos

Outro fator relevante para o câmbio é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. O Banco Central do Brasil manteve a Selic em níveis elevados, enquanto o Fed permanece com taxa de referência menor. Esse diferencial torna os ativos brasileiros mais atrativos para investidores estrangeiros em busca de rendimento, impulsionando aportes e valorizando o real frente ao dólar.

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Para o agronegócio, esse cenário pode representar custos menores de produção em dólares e maior competitividade das exportações brasileiras no mercado global, contribuindo para resultados mais sólidos em 2026.

Perspectivas de mercado e próximos eventos

O mercado continua atento à divulgação de indicadores econômicos e à dinâmica global de taxa de juros. A rolagem de contratos de swap cambial pelo Banco Central e o desempenho das bolsas internacionais também serão fatores que influenciarão o câmbio nas próximas sessões.

Com os produtores rurais, traders e gestores financeiros monitorando esses indicadores, o comportamento do dólar e do Ibovespa seguirá sendo determinante para decisões de comercialização de commodities e investimentos no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão: negócios com pluma enfraquecem no Brasil e preços domésticos recuam, aponta Safras

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O mercado brasileiro de algodão apresentou enfraquecimento na comercialização da pluma ao longo da semana, com redução da liquidez no mercado físico e queda nos preços domésticos, segundo análise da Safras & Mercado. O movimento ocorreu mesmo com o bom desempenho das exportações e avanço da colheita da safra 2025/26.

Preços da pluma recuam no mercado físico

Em Rondonópolis (MT), referência importante para o algodão brasileiro, a pluma foi negociada na quinta-feira (25) a R$ 129,06 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa queda em relação à semana anterior, quando o produto era cotado a R$ 131,14 por arroba (ou R$ 3,97 por libra-peso).

No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso. Há uma semana, o patamar era de aproximadamente R$ 4,14 por libra-peso, sem ICMS, o que indica recuo de 1,21% no período.

O cenário reforça o descolamento entre os preços domésticos e os referenciais internacionais, em um ambiente de menor ritmo de negócios no físico.

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Exportações de algodão crescem 57% em junho

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras seguem em forte ritmo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país exportou 146,845 mil toneladas de algodão em junho (14 dias úteis), com média diária de 10,488 mil toneladas.

A receita com vendas externas somou US$ 235,706 milhões, com média diária de US$ 16,839 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento expressivo de 57,9% no volume diário exportado e alta de 57,6% na receita diária, indicando fortalecimento da demanda internacional pela pluma brasileira.

Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil

No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 2,8% da área dos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional, segundo dados da Conab.

O percentual representa avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 1,7%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava mais adiantada, em 4%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 2,5%.

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O ritmo atual indica um início de safra próximo do comportamento histórico, ainda sob influência das condições climáticas regionais e da janela de colheita nas principais áreas produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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