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Dólar recua e Ibovespa avança apesar de novas tensões geopolíticas; mercado acompanha cenário externo e agenda econômica

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O mercado financeiro brasileiro opera em terreno positivo nesta terça-feira (2), com o dólar registrando leve queda frente ao real e o Ibovespa avançando após a forte pressão observada no início da semana. Os investidores seguem monitorando os desdobramentos das tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, além de novas sinalizações sobre política comercial dos Estados Unidos e indicadores econômicos relevantes divulgados no Brasil e no exterior.

Por volta das 10h25, o dólar comercial era negociado a R$ 5,0170, com recuo de 0,11%. Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de aproximadamente 0,55%, próxima de R$ 5,02, acumulando desvalorização superior a 8% frente ao real em 2026.

No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,54%, alcançando a região dos 173 mil pontos, recuperando parte das perdas registradas na segunda-feira, quando o principal índice da B3 fechou em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, no menor patamar desde janeiro.

Mercado reage a cenário internacional e indicadores econômicos

O ambiente externo continua sendo o principal fator de influência sobre os ativos brasileiros. As recentes ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra parceiros comerciais e o aumento das incertezas geopolíticas envolvendo o Irã mantêm os investidores atentos aos riscos globais.

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Além disso, o mercado acompanha novos indicadores da economia norte-americana, incluindo dados de emprego e atividade econômica, que podem alterar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

No Brasil, os agentes financeiros também monitoram os indicadores de inflação, atividade econômica e as projeções para a taxa Selic, fatores que seguem influenciando o fluxo de capital para a renda variável e para o câmbio.

Commodities seguem no radar do agronegócio

Para o agronegócio, o comportamento do dólar continua sendo um dos principais vetores de competitividade das exportações brasileiras. A moeda americana próxima de R$ 5,00 mantém atenção de produtores e exportadores de soja, milho, café, açúcar, carnes e celulose, especialmente em um momento de elevada volatilidade nos mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, as oscilações nos preços do petróleo, minério de ferro e demais commodities seguem impactando diretamente o desempenho das ações de empresas de grande peso no Ibovespa, influenciando o humor dos investidores e o fluxo de recursos para a Bolsa brasileira.

Desempenho dos mercados
  • Dólar Comercial
    • Cotação: R$ 5,0170
    • Variação do dia: -0,11%
    • Acumulado da semana: -0,39%
    • Acumulado do mês: -0,39%
    • Acumulado de 2026: -8,49%
  • Ibovespa
    • Pontuação: 173.133 pontos
    • Variação do dia: +0,54%
    • Acumulado da semana: -0,91%
    • Acumulado do mês: -0,91%
    • Acumulado de 2026: +6,88%
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Perspectivas

Analistas avaliam que a trajetória do dólar e da Bolsa seguirá condicionada à evolução das tensões geopolíticas, ao comportamento das commodities e às expectativas em relação aos juros nos Estados Unidos e no Brasil. A combinação desses fatores deve continuar determinando o apetite por risco dos investidores e a volatilidade dos mercados nos próximos pregões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol recua 14% em maio com aumento da oferta e usinas priorizando produção de biocombustível no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol registrou forte retração nos preços durante o mês de maio, refletindo o aumento da oferta no Centro-Sul do país e a estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da moagem de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do etanol hidratado e do etanol anidro acumularam queda de aproximadamente 14% no mês, em um movimento impulsionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Os dados indicam que os dois primeiros meses da nova temporada foram marcados por um perfil mais alcooleiro das usinas do Centro-Sul, principal região produtora do país. Diante das condições de mercado e das margens observadas no setor, as indústrias optaram por aumentar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar.

Maior oferta pressiona mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, a ampliação da oferta foi o principal fator responsável pela pressão sobre os preços. Mesmo com as chuvas registradas na segunda quinzena de maio, que provocaram interrupções pontuais na colheita e na moagem da cana, o volume disponível continuou elevado, influenciando as negociações.

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Além disso, parte das usinas intensificou a participação no mercado spot ao longo do mês, contribuindo para aumentar a liquidez e reforçar o movimento de baixa nas cotações.

Necessidade financeira impulsiona vendas

De acordo com o Cepea, algumas unidades produtoras aceleraram as vendas por necessidade de geração de caixa, em um cenário considerado desafiador tanto para o mercado de etanol quanto para o de açúcar.

Com preços menos atrativos para ambos os produtos, diversas usinas optaram por comercializar maiores volumes no curto prazo, elevando a concorrência entre vendedores.

Por outro lado, algumas empresas mantiveram postura mais cautelosa e buscaram limitar as vendas na tentativa de sustentar os preços e evitar quedas mais acentuadas.

Distribuidoras pressionam por valores menores

Do lado da demanda, o comportamento das distribuidoras também contribuiu para o enfraquecimento do mercado.

Compradores atuaram de forma mais agressiva nas negociações, buscando adquirir o produto a preços mais baixos. Em várias regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em outros estados do Centro-Sul, as distribuidoras conseguiram fechar negócios em patamares inferiores aos praticados anteriormente.

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Essa combinação entre oferta elevada e demanda cautelosa ampliou a pressão sobre os preços ao longo de maio.

Perspectivas para a safra

O mercado segue acompanhando o ritmo da moagem, as condições climáticas e a definição do mix de produção das usinas ao longo da safra 2026/27.

Especialistas destacam que a evolução dos preços do açúcar no mercado internacional, o comportamento das cotações do petróleo e a demanda doméstica por combustíveis continuarão sendo fatores decisivos para a estratégia das usinas e para a formação dos preços do etanol nos próximos meses.

Enquanto isso, o setor mantém atenção ao avanço da oferta no Centro-Sul, que segue como principal vetor de influência sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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