Mato Grosso

Duas escolas de Aripuanã recebem mutirões com foco no eleitorado jovem

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Duas escolas da rede estadual de Aripuanã receberão mutirões da Justiça Eleitoral nesta e na próxima semana. Os serviços terão início nesta terça-feira (22.10) e seguirão até o dia 31 deste mês. O objetivo é, além de intensificar o cadastro biométrico, contemplar o eleitorado jovem. As duas escolas somam cerca de 600 estudantes do Ensino Médio. 

 

De terça-feira (22.10) a sexta-feira (24.10), os atendimentos ocorrerão na Escola Estadual São Francisco de Assis, das 8h às 11h e das 13h às 17h. A unidade educacional fica na Rua Comendador Manoel Pedro de Oliveira, no bairro Centro. 

 

Já entre os dias 29 e 31 de outubro, o mutirão será na Escola Estadual Professor Elídio Murcelli Filho, localizada na Avenida Tiradentes, bairro Cidade Alta. O horário também será das 8h às 11h e das 13h às 17h. Somando as duas escolas, são aproximadamente 600 estudantes matriculados. 

 

O edital para realização dos mutirões está assinado pela juíza da 11ª Zona Eleitoral, com sede em Aripuanã, Rafaella Karlla de Oliveira Barbosa, e descreve que serão realizados os serviços de alistamentos (1º título eleitoral), revisões, transferências, emissão de segunda via e cadastramento biométrico. O documento também preconiza que eleitores e eleitoras atendidos nestas ações poderão comprovar o domicílio eleitoral no município de Aripuanã, nos casos necessários, por declaração de residência firmada pelo eleitor(a) no momento do atendimento.   

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Além disso, não haverá dispensa das multas eleitorais, devendo as operações que dependam de quitação de multa serem colocadas em diligência, para o recolhimento em até cinco dias, sob pena de indeferimento posterior, nos termos do art. 10, parágrafo único, c/c art. 11, do Provimento nº 05/2021 da CRE/MT. 

 

Segundo a chefe de cartório da 11ª Zona Eleitoral em substituição, Gissilaine de Alcantara Oliveira, além do cadastro biométrico, a intenção é focar no eleitorado jovem. “Mas, como os atendimentos ocorrerão o dia todo, apenas com intervalo para o almoço, os mutirões são abertos para a população dos bairros onde as escolas estão localizadas e do entorno”, explica.  

 

Para cadastrar a biometria, basta apresentar um documento oficial com foto. No caso de regularização de título e mudança de endereço, também é necessário levar um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 devem mostrar o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título.      

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra dois prédios escolares com o título “Mutirões em Aripuanã” no topo. À esquerda, aparece a Escola Estadual Prof. Elídio Murcelli Filho, e à direita, a Escola Estadual São Francisco de Assis. O fundo é azul, com faixas curvas em tons mais escuros na parte inferior. 

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Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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