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Ecoagro estrutura CRA histórico de R$ 3 bilhões para a Seara, com prazo recorde de 40 anos

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A Ecoagro anunciou a maior e mais longa emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de sua história, totalizando R$ 3,026 bilhões em uma operação estruturada para a Seara, empresa do grupo JBS. Com vencimento final em outubro de 2065, o título tem prazo de 40 anos — um marco inédito no mercado de capitais brasileiro e um indicativo de maturidade do financiamento privado ao agronegócio.

Maior emissão da história da Ecoagro

A operação representa a 419ª emissão da Ecoagro e consolida a securitizadora como líder absoluta no segmento de CRAs no país, tanto em volume quanto em número de emissões. Desde sua fundação, a companhia já estruturou mais de R$ 90 bilhões em operações, incluindo o primeiro CRA brasileiro, em 2010.

Segundo dados da Uqbar, o saldo total de CRAs em circulação no Brasil ultrapassou R$ 172 bilhões em 2025, um crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior. Nos últimos cinco anos, o instrumento se consolidou como uma das principais formas de financiamento privado do agronegócio, atraindo investidores interessados em ativos de longo prazo e isentos de Imposto de Renda.

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Estrutura e perfil da operação

A emissão para a Seara foi dividida em quatro séries com prazos distintos, sendo a quarta série a de maior duração — R$ 2,001 bilhões com vencimento em 2065. O alongamento do prazo reflete a confiança do mercado na solidez e previsibilidade das cadeias produtivas do agronegócio, especialmente no setor de proteínas, que representou 18% das exportações brasileiras em 2024, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

De acordo com Marlon Lázaro, diretor comercial do Grupo Ecoagro, o resultado reforça o amadurecimento do mercado de capitais voltado ao agro.

“O tamanho e o prazo dessa operação refletem a maturidade institucional tanto da estrutura quanto dos investidores. Para a Ecoagro, é um marco que reforça nossa missão de conectar o agronegócio ao mercado financeiro com consistência, governança e planejamento de longo prazo”, afirma.

Seara reforça estratégia de capital de longo prazo

Para a Seara, subsidiária da JBS e uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, a emissão marca um passo importante na estratégia de fortalecimento financeiro. Segundo Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a captação demonstra a confiança do mercado na solidez da companhia e na capacidade de manter crescimento sustentável.

“A emissão deste CRA com prazo recorde reforça a confiança do mercado na saúde financeira da JBS e em nossa capacidade de gerar valor de forma consistente. Estamos aprimorando o perfil da dívida, fortalecendo a disciplina de capital e assegurando recursos para investir em inovação, produtividade e marcas de alto valor agregado”, destaca o executivo.

Participação de grandes instituições financeiras

A operação contou com a XP Investimentos como coordenadora-líder. Também participaram BB Investimentos, Bradesco BBI, BTG Pactual, Banco Daycoval, Itaú BBA, Banco Safra e Genial Investimentos. A Vórtx atuou como agente fiduciário e escriturador, enquanto os escritórios Machado Meyer e Lefosse Advogados prestaram assessoria jurídica.

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Significado para o mercado de capitais e o agronegócio

Com o prazo de 40 anos, o CRA da Seara estabelece um novo parâmetro para emissões de longo prazo no mercado brasileiro, reforçando a confiança institucional no agronegócio como vetor de estabilidade e crescimento econômico. A operação amplia o acesso das empresas rurais e agroindustriais a instrumentos financeiros sofisticados, promovendo a integração entre finanças sustentáveis, crédito privado e cadeias produtivas estratégicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil regulamenta Fundo Nacional do Meio Ambiente com repasses mais ágeis para combater incêndios florestais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (10/6), o decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), durante cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto. O texto determina as regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais e manejo populacional ético de cães e gatos.  

Proposta pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o texto dispõe sobre a Lei 15.143/2025, que determina medidas excepcionais para concessão de aporte financeiro à União, estados e municípios, no apoio a ações de prevenção, preparação e combate a incêndios florestais, inclusive de resposta à fauna atingida, bem como para projetos de proteção e manejo populacional ético de cães e gatos.  

A legislação dispensa a necessidade de convênios, o que promove maior celeridade e efetividade na descentralização de recursos financeiros, fortalecendo a capacidade local de resposta aos incêndios florestais e às demandas relacionadas à proteção animal.  

Essa sistemática de transferência direta simplifica procedimentos administrativos e exige compromisso dos estados e municípios. Como condicionante para receber o montante, o decreto exige que as localidades desenvolvam seus planos de combate a incêndios florestais. Aqueles que ainda não tiverem o plano, terão 18 meses para elaborá-lo – caso contrário, os entes federativos ficarão impedidos de receber novos repasses do FNMA até a regularização. 

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O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destaca que a ocorrência de eventos extremos cada vez mais frequente torna essencial mecanismos como esse.  

A mudança do clima, associada ao aumento das temperaturas, à redução da precipitação e ao desmatamento, contribuem para o aumento da frequência e da severidade dos incêndios florestais no país, impondo a necessidade de fortalecimento dos instrumentos de apoio federativo voltados à prevenção e ao enfrentamento desses eventos”, diz o secretário do MMA. 

Proteção animal 

O decreto também abre caminho para que municípios e estados recebam verba destinada à proteção de cães e gatos. Poderão solicitar recursos as cidades que enfrentem superpopulação de animais, riscos à saúde pública ou situações de abandono.  

A exigência para receber os recursos será a adesão dos entes federativos ao Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) e ao Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos. 

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A diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini, ressalta que a medida representa um avanço histórico na estruturação de políticas públicas permanentes para cães e gatos no Brasil. 

“Pela primeira vez, o Brasil passa a contar com um mecanismo mais ágil e estruturado para apoiar estados e municípios na implementação de políticas públicas de proteção animal. Estamos falando de ações de castração, identificação, microchipagem e enfrentamento ao abandono, fortalecendo a atuação local e promovendo mais dignidade aos animais”, reflete. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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