Nacional

Edital para dragagem no rio Tapajós (PA) prevê R$ 74,8 milhões de investimentos

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O Governo Federal publicou edital de licitação para a contratação de empresa especializada na execução de serviços de dragagem de manutenção na Hidrovia do rio Tapajós, no Pará, no valor de R$ 74,8 milhões. A ação é coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com execução técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a iniciativa integra o Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma) e tem como objetivo garantir condições adequadas de navegabilidade ao longo do ano, especialmente em períodos de maior restrição operacional.

Os serviços previstos no edital, publicado no dia 23 de dezembro, abrangem o trecho entre Santarém e Itaituba, considerado estratégico para a logística regional. A dragagem de manutenção busca aumentar a segurança da navegação, reduzir riscos de encalhe e assegurar mais previsibilidade às operações de transporte de cargas e passageiros.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a manutenção da hidrovia é fundamental para o bom funcionamento da logística na região. “A dragagem de manutenção no rio Tapajós garante mais segurança na navegação, melhora a eficiência do transporte aquaviário e traz mais previsibilidade para quem depende da hidrovia no dia a dia”, afirmou.

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Além de reforçar a segurança operacional, a dragagem de manutenção contribui para operações mais eficientes, com redução de custos logísticos e melhor aproveitamento do transporte aquaviário, que apresenta menor impacto ambiental quando comparado a outros modais.

A sessão pública para abertura das propostas está prevista para o dia 8 de janeiro de 2026, às 15h, por meio da plataforma Compras.gov.br. O edital completo também está disponível para consulta no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Nacional

Alexandre Silveira reafirma que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre seus minerais estratégicos

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reafirmou nesta terça-feira (30/6) que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre seus minerais críticos e estratégicos e defendeu que a riqueza mineral do país seja utilizada para impulsionar a industrialização, a inovação tecnológica e a geração de empregos de qualidade. A declaração foi feita durante o CNN Talks “A Nova Era da Mineração”, em São Paulo, evento que reuniu autoridades, setor produtivo e especialistas para discutir o papel da mineração na transição energética e na geopolítica global.

Segundo o ministro, o cenário internacional, marcado pela crescente demanda por minerais críticos utilizados na transição energética, na indústria de alta tecnologia e na inteligência artificial, representa uma oportunidade histórica para que o Brasil deixe de ser apenas fornecedor de matéria-prima e assuma posição estratégica nas cadeias globais de valor, sempre com foco na defesa do interesse nacional.

Ao defender uma política mineral voltada para o desenvolvimento do país, Silveira ressaltou que a soberania sobre os recursos naturais brasileiros deve ser o princípio que orienta esse processo.

“Precisamos defender a soberania sobre o nosso subsolo, sobre as nossas riquezas, para que elas se voltem tanto empresarialmente, como socialmente e ambientalmente, a favor da nação brasileira. E nós defendemos essa soberania”, disse Silveira.

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Na sequência, o ministro reforçou que esse conceito precisa se traduzir em benefícios concretos para a população brasileira.

“As nossas riquezas têm que se voltar à nossa soberania. Não é uma soberania de discurso, é uma soberania efetiva”, completou.

Silveira destacou que o Brasil possui uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo, incluindo cerca de 25% das reservas conhecidas de terras raras, insumos estratégicos para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, semicondutores e sistemas de defesa. Para o ministro, esse patrimônio deve impulsionar a industrialização nacional e ampliar a participação brasileira nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

Como exemplo desse desafio, Alexandre Silveira citou o cobre, considerado um dos principais minerais para a transição energética e para a indústria de novas tecnologias.

“Nós sabemos que temos uma demanda infinita pelo cobre hoje. Tudo que produzimos teria mercado internacional e nacional. E nós sequer temos aqui a industrialização suficiente do cobre para a transição energética no Brasil”, explicou.

Durante sua participação, Alexandre Silveira destacou ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estruturou uma nova governança para o setor mineral com a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), responsável por coordenar ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica, da competitividade e da industrialização dos minerais críticos.

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O ministro lembrou que o potencial mineral brasileiro é ainda maior do que o atualmente conhecido, uma vez que grande parte do território nacional ainda não foi completamente estudada do ponto de vista geológico, demonstrando que o país reúne condições de ampliar a sua produção.

“É importante destacar que a maior parte dos países das grandes potências já tem um mapeamento geológico de 100% do seu território e o Brasil tem apenas 30%”, finalizou.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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