Economia

Em 5 anos, programas prioritários do setor automotivo financiam 580 projetos

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Os sete programas prioritários ligados ao MOVER e ao programa antecessor, o Rota 2030, captaram R$ 1,8 bilhão nos últimos cinco anos e financiaram 580 projetos de PD&I, resultando em novos produtos, serviços, processos e patentes.

Os resultados constam da revista Impacto, Inovação & Sustentabilidade no Setor Automotivo, produzida pela Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC). A publicação consolida dados, reforça a transparência e reúne percepções sobre a evolução das iniciativas.  Ao todo, mais de 500 empresas e 200 Instituições de Ciência e Tecnologia participaram das ações de desenvolvimento tecnológico, inovação e capacitação profissional.

O material destaca os impactos dos sete programas prioritários com a coordenação da Fundep, Embrapii, Finep, Senai e BNDES. Com mais de 300 páginas, a revista compila informações sobre investimentos, áreas de pesquisa, resultados alcançados e exemplos práticos que evidenciam a eficiência dessa política pública no fortalecimento sustentável da cadeia automotiva nacional.

Compromisso

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destaca em seu texto de apresentação que os programas prioritários desempenham papel fundamental ao mobilizar capital produtivo em benefício de um desenvolvimento industrial sustentável e estratégico. “O fortalecimento dos Programas Prioritários, em sintonia com os eixos da Nova Indústria Brasil, reforça o compromisso do País com uma indústria automotiva mais moderna, competitiva e ambientalmente responsável, uma indústria conectada com o futuro”, destaca.

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“A Fundep e a UFMG estão de parabéns pela publicação”, disse o ministro. “Com a revista em mãos, a sociedade pode fiscalizar a destinação dos recursos e acompanhar os resultados concretos dos projetos financiados pelos Programas Prioritários, que ganharam novo impulso com o Mover e a NIB, lançados no governo do presidente Lula”, reforça.

Já o presidente da Fundep, Jaime Arturo Ramírez, destaca que ao longo de cinco anos na coordenação de três programas prioritários, a Fundação desenvolveu uma visão privilegiada sobre o potencial das soluções em desenvolvimento e sobre os impactos que essas iniciativas podem gerar para a indústria automotiva e para a sociedade.

“A Fundep acompanhou de perto soluções que impulsionam a competitividade da indústria automotiva e contribuem para uma transição sustentável e alinhada aos desafios globais. Estamos ainda mais comprometidos em apoiar instituições de ciência e tecnologia e demais atores do sistema de ciência e tecnologia na construção dessa agenda estratégica para o presente e para o futuro”, afirma.

Para a diretora de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Maria Gandini, os programas prioritários são um exemplo de política pública inovadora, inteligente e distributiva. “Os programas financiam projetos tecnológicos de pequenas e médias empresas industriais e, com isso, ajuda a fortalecer toda a cadeia automotiva. Ao dar a merecida visibilidade o programa, a Fundep acerta mais uma vez e demonstra seu compromisso com o desenvolvimento da indústria”.

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Programas Prioritários

Credenciados pelo Conselho Gestor do MDIC, os sete programas prioritários envolvem governo, academia, entidades representativas e iniciativa privada para promover inovação, produtividade e capacitação no setor automotivo. Juntos, impulsionam o país rumo a uma mobilidade mais sustentável, competitiva e tecnológica.

Conheça os programas:

  • Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo — Coordenação: SENAI
  • P&D para a Cadeia de Fornecedores de Mobilidade e Logística — Coordenação: EMBRAPII
  • Finep 2030 — Coordenação: Finep
  • Linha IV – Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas — Coordenação: Fundep
  • Linha V – Biocombustíveis, Segurança e Propulsão Veicular — Coordenação: Fundep
  • Linha VI – Conectividade Veicular — Coordenação: Fundep
  • Estímulo à Descarbonização da Mobilidade e da Logística — Coordenação: BNDES

Confira a versão digital da revista.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

MDIC e Unicopas firmam acordo para impulsionar bioindustrialização e fortalecer cooperativas brasileiras

Publicado

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), firmou um Acordo de Cooperação com a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), em cerimônia realizada na sede da pasta, em Brasília.

O documento foi assinado pela secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Júlia Cruz, e pelo presidente da entidade, Gervásio Plucinski, na manhã de terça-feira (28/04).

A iniciativa tem como principal objetivo fortalecer e promover a bioindustrialização nas cooperativas, com foco na agregação de valor às cadeias produtivas do campo e da floresta em todos os biomas brasileiros. A parceria prevê a estruturação de uma base estratégica de dados e diagnósticos sobre o perfil produtivo e institucional dessas organizações, além de ações voltadas à capacitação técnica e ao aprimoramento do ambiente regulatório.

Segundo a secretária Júlia Cruz, o acordo reforça o papel do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento sustentável e inclusão social. “O acordo de cooperação técnica com a Unicopas é estratégico para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, agregando valor na origem e promovendo inclusão social por meio do cooperativismo”, afirmou. Ela destacou ainda a importância de ouvir diretamente os beneficiários das políticas públicas: “O Acordo firmado assegura que as políticas públicas da SEV sejam construídas a partir das necessidades reais das cooperativas, ouvindo diretamente quem está na ponta”.

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O presidente da Unicopas, Gervásio Plucinski, destacou o caráter simbólico do acordo para o cooperativismo solidário e o avanço das cooperativas no campo produtivo. “A assinatura deste Acordo de Cooperação com o MDIC é muito simbólica para a Unicopas. Ela reforça que o cooperativismo solidário está cada vez mais presente e atuante nas áreas de indústria e comércio. Nossas cooperativas vêm evoluindo, em diferentes estágios, e este acordo reconhece esse avanço, especialmente para aquelas que já atuam na industrialização e na comercialização. Essa parceria com um ministério de grande relevância fortalece ainda mais esse caminho e amplia nossas possibilidades de atuação”, afirmou.

O acordo está estruturado em três eixos principais. O primeiro trata do diagnóstico e da produção de informações estratégicas, com ações como compartilhamento de dados, criação de um portal público e elaboração de análises sobre gargalos produtivos, tecnológicos e de mercado. O segundo eixo foca na capacitação e assistência, incluindo trilhas formativas voltadas à governança, acesso a mercados, transformação digital e financiamento, em parceria com instituições como Apex, Sebrae e BNDES. Já o terceiro eixo prevê o aprimoramento dos marcos legais e normativos, com a identificação de barreiras regulatórias e a proposição de melhorias para ampliar o acesso das cooperativas a políticas públicas e mercados.

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A parceria tem abrangência nacional e prioriza cooperativas que atuam nas cadeias produtivas dos biomas brasileiros, especialmente aquelas ligadas à bioeconomia e à produção sustentável no campo e na floresta.

O Acordo também está alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), política que orienta o desenvolvimento industrial do país. Na Missão 1, a NIB busca impulsionar cadeias agroindustriais sustentáveis, enquanto a Missão 5 enfatiza o uso inovador da biodiversidade e o fortalecimento da bioeconomia, com metas de ampliação do uso sustentável dos recursos naturais até 2026 e 2033.

Entre os resultados esperados da cooperação estão a criação de uma base integrada de dados sobre cooperativas da bioindústria, a produção de um diagnóstico nacional para orientar políticas públicas, o fortalecimento da governança dessas organizações e a ampliação do acesso a mercados, inclusive internacionais. A iniciativa também pretende contribuir para a melhoria do ambiente regulatório e para o reconhecimento institucional das cadeias produtivas dos biomas brasileiros.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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