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Em Campo Grande, João Paulo Capobianco destaca COP15 como marco da cooperação internacional pela conservação da biodiversidade

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Durante conversa com jornalistas na segunda-feira (2/2) em Campo Grande (MS), o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e presidente da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), João Paulo Capobianco, destacou a relevância do evento e o simbolismo de sua realização no Brasil, sobretudo no Pantanal. 

A coletiva integrou a agenda de visita de Capobianco à cidade como parte dos preparativos para a reunião a ser realizada na capital sul-matogrossense de 23 a 29 de março.

Anunciado em janeiro de 2026 como presidente da COP15, Capobianco afirmou que a convenção representa “uma das maiores expressões da cooperação internacional para a conservação da biodiversidade” ao reunir países em torno da proteção de espécies migratórias que dependem de ações coordenadas de preservação ao longo de suas rotas.

“As espécies migratórias circulam entre países e continentes. Muitas passam pelo Brasil, mas não pertencem a um único território. Portanto, a COP15 é um gesto de cooperação, de altruísmo altamente relevante e que depende do esforço multilateral da cooperação internacional no seu mais alto valor”, explicou.

A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental das Nações Unidas que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento ao longo de toda a sua área de distribuição.

Em vigor desde 1979, reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Atualmente, 133 países da África, das Américas Central e do Sul, da Ásia, da Europa e da Oceania são signatários da Convenção. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto. 

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Capobianco ressaltou ainda o papel do Brasil como liderança ambiental, o compromisso com o multilateralismo e a oportunidade de ampliar a adesão de novos países à convenção. Também destacou a visibilidade internacional conferida ao Pantanal e às iniciativas de conservação desenvolvidas em parceria entre o Governo do Brasil e o governo do Mato Grosso do Sul, bem como os impactos positivos da COP15 para o turismo e os legados ambientais do evento, como ações de sustentabilidade, redução de carbono e plantio de árvores.

“O Pantanal é um eixo fundamental tanto para a conservação quanto para o desenvolvimento sustentável, com destaque para o turismo. O turismo internacional é um fator estratégico, pois evidencia a relevância biológica do bioma no cenário global e reforça sua importância paisagística, cultural e ambiental como um território único”, concluiu. 

A secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, reforçou o papel central da CMS como a única convenção global dedicada exclusivamente à proteção de espécies migratórias, ressaltando sua importância diante do reflexo das atividades humanas e da mudança do clima sobre essas espécies. 

“A convenção busca ampliar e fortalecer políticas de conservação, além daquelas que já estão em vigor de outras convenções, cria instrumentos de cooperação e coalizões, e, na medida em que se constrói consenso, chegamos a decisões que são colocadas na forma de planos e de medidas”, explicou. 

Assim como Capobianco, Rita destacou o esforço brasileiro para ampliar o número de países signatários, em especial aqueles considerados estratégicos para as rotas migratórias.

“Isso porque as rotas migratórias estabelecem, necessariamente, conexões entre países. E, para além disso, nós temos que nos preocupar com a conexão real. Porque uma coisa é a conexão entre acordos, reconhecimento de interesses comuns, e outra são as conexões reais, em que essas espécies precisam encontrar os ambientes necessários para que esses processos ecológicos da vida delas continuem a existir de uma maneira segura”, afirmou. 

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O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, também participou da coletiva. Ao se referir ao Dia Mundial das Áreas Úmidas, Verruck lembrou que o Pantanal ocupa posição importante na COP15 por ser a maior área úmida do planeta, bem como um território estratégico para a conservação da biodiversidade. 

“Queremos ampliar esse olhar para o Pantanal. O bioma é área de passagem e permanência de diversas espécies migratórias. Por isso, desenvolvemos ações específicas de monitoramento para identificar quais espécies utilizam o Pantanal, em que períodos, por quanto tempo permanecem e se o território também funciona como área de reprodução”, disse. 

Visita de campo

Capobianco também visitou espaços em Campo Grande, como o Bosque Expo – que sediará a Zona Azul da COP15 –, a Casa do Homem Pantaneiro e o Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. Ainda se reuniu com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e participou de encontros com organizações da sociedade civil que atuam na conservação do Pantanal e da biodiversidade.

Além disso, a agenda incluiu reuniões com a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Camila Ítavo, e com a Secretária Especial da Casa Civil, Thelma Mendes, bem como visitas técnicas a espaços de alimentação e eventos. 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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