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Em Cuiabá, Mapa promove rodada inédita de reuniões entre adidos agrícolas e setor produtivo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) promoveu, nesta segunda-feira (24), uma rodada técnica de reuniões entre os adidos agrícolas brasileiros e representantes do setor produtivo de Mato Grosso. O objetivo foi aproximar produtores, cooperativas e indústrias do estado dos representantes oficiais do agro do Brasil no exterior, fortalecendo a inteligência comercial e ampliando, de forma estratégica, as oportunidades de exportação para os produtos do agro mato-grossense e brasileiro.

O encontro acontece paralelamente à inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Cuiabá.

Composta por mesas com 40 adidos atuais do Mapa e os 14 que vão tomar posse em janeiro, a rodada setorial teve como foco a troca qualificada de informações. Os adidos agrícolas do Mapa, que são servidores especializados que atuam nas embaixadas e representações brasileiras monitorando mercados internacionais, compartilharam análises sobre tendências de consumo, requisitos sanitários e fitossanitários, barreiras tarifárias e não tarifárias, acordos em negociação e oportunidades emergentes para ampliação das vendas externas.

Do lado do setor privado, produtores, exportadores, cooperativas e indústrias participaram para identificar potenciais parcerias, avaliar nichos em expansão e planejar estratégias de internacionalização com base em dados de mercado fornecidos diretamente pelos adidos.

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“Esta é uma oportunidade para que os adidos agrícolas e os empresários de Mato Grosso atuem lado a lado. Eles estão aqui para facilitar negócios, abrir portas e conectar nossos produtores com oportunidades do outro lado do mundo. É assim que ajudamos o Brasil a ampliar mercados e fortalecer sua presença internacional”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. “É muito importante essa reunião acontecer aqui em Mato Grosso, que é um estado tão importante para o setor”, completou.

O formato do encontro foi dinâmico e técnico: cada empresário teve 15 minutos por mesa com os representantes do Brasil no exterior, em um sistema rotativo pensado para maximizar o número de atendimentos e elevar o nível de interlocução. A metodologia permitiu que empresas de diferentes perfis recebessem orientações personalizadas, ampliando o alcance e a efetividade da iniciativa.

Sobre a rodada, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou a importância do diálogo direto.
“Trouxemos nossos adidos atuais, além daqueles que tomarão posse a partir de janeiro em 14 postos. Estamos promovendo uma rodada de negócios com empresários e associações mato-grossenses para que possam dialogar. Isso permite que nossos adidos compreendam as reais necessidades dos produtores e exportadores, aperfeiçoando o trabalho de promoção comercial no exterior”, completou.

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O evento de lançamento do escritório na capital cuiabana reforça a parceria estratégica entre o Mapa e a ApexBrasil, alinhando políticas públicas, promoção comercial e inteligência de mercado para ampliar a inserção internacional do agronegócio brasileiro. A integração entre setor produtivo e ações de promoção comercial é essencial para expandir a pauta exportadora do Brasil de maneira sustentável e competitiva.

Atualmente, o Brasil conta com 40 adidos agrícolas em 38 representações no exterior, posicionados em mercados e organismos estratégicos, como África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica (Missão junto à União Europeia, com dois adidos), Canadá, China (com dois adidos), Coreia do Sul, Colômbia, Egito, Estados Unidos, França (Delegação junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris), Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente junto à FAO), Japão, Marrocos, México, Peru, Reino Unido, Rússia, Singapura, Suíça (Delegação junto à OMC), Tailândia e Vietnã.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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