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Em evento da 5ª CNMA, Marina Silva defende participação social e reforça a implementação das propostas em estados e municípios

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, na última segunda-feira (2/3), o encontro da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente: A Voz da Sociedade em Movimento. O evento reuniu representantes da sociedade civil, gestores públicos e lideranças de diferentes territórios marcando a transição para a etapa de acompanhamento, monitoramento e implementação das propostas prioritárias construídas durante a conferência. 

Durante a abertura, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que a participação social é elemento estruturante para a formulação e a implementação de políticas públicas eficazes. “Não basta fazer um conjunto de propostas; é preciso que elas se estabeleçam em cada estado, em cada município e nas ações dos diferentes setores da sociedade”, pontuou 

Considerada um marco na retomada da governança participativa do meio ambiente no Brasil, a 5ª CNMA mobilizou 71 mil pessoas em 2.729 municípios e consolidou 104 propostas aprovadas pela sociedade civil para subsidiar a implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) 

As deliberações foram organizadas em cinco eixos temáticos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.   

As contribuições são resultado de um amplo processo de escuta e deliberação em âmbito nacional, que reafirmou o protagonismo social na construção das políticas públicas e evidenciou a justiça climática como eixo estruturante no enfrentamento da emergência climática. 

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Ainda no evento, Marina Silva ressaltou os desafios da agenda ambiental brasileira diante da mudança do climaSegundo a ministra, implementar o compromisso de desmatamento zero, encerrar os lixões e construir os caminhos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis exige ações estruturantes e novos marcos regulatórios. 

O presidente da Associação Nacional de Municípios de Meio Ambiente (Anama), Marçal Cavalcante, defendeu a integração entre União, estados e municípios para viabilizar a implementação das propostas. Somos a caixa de ressonância da sociedade porque é no município que tudo acontece”, pontuou.  

Monitoramento  

Na ocasião, foram apresentados os produtos consolidados da conferência. Entre os resultados estão, os anais da 5ª CNMA, revista oficial, minidocumentário e o Sistema de Monitoramento das Propostas.  

Os anais reúnem os registros oficiais da construção coletiva e possibilitam resgatar o histórico do processo, além de fortalecer a transparência ativa e a memória institucional da conferência.  

De acordo com a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MMA, Luciana Holanda, após a etapa nacional teve início imediato a fase de institucionalização das deliberações. O mapeamento identificou ao menos 328 ações com aderência direta às propostas aprovadas. “Os dados demonstram coerência institucional. A conferência não criou uma agenda paralela. Ela reorganizou prioridades e fortaleceu políticas públicas em curso”, destacou. 

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Vozes do Território  

“Não é só falar da Amazônia para garantir o equilíbrio ambiental. É falar de todos os ecossistemas”, afirmou a delegada eleita, Josilene Monteiro Jeffres, sobre o processo de construção das propostas.  

Representando o povo Terena, do Mato Grosso do Sul, Célia Alves destacou a dimensão cultural e espiritual da proteção ambiental. “A terra não nos pertence, nós pertencemos a ela. Carregamos a responsabilidade sagrada de cuidar do território, das florestas e de todas as formas de vida”, frisou. 

5ª CNMA  

Mais de uma década após a sua última edição, realizada em 2013, a 5ª CNMA teve como tema “Emergência climática: o desafio da transformação ecológica” 

Coordenado pelo MMA, o processo participativo mobilizou 2.570 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, com a realização de 27 conferências estaduais e distrital, 439 municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Agro brasileiro combina recorde de produção com avanço em sustentabilidade e práticas ESG consolidadas

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O agronegócio brasileiro vive um momento de expansão produtiva aliado à consolidação de práticas sustentáveis em larga escala. Em um cenário de maior exigência internacional por critérios ESG nas cadeias produtivas, o setor já opera há mais de duas décadas com modelos estruturados de responsabilidade ambiental.

Safra recorde reforça desafio de sustentabilidade em escala

A produção brasileira de grãos para a safra 2025/2026 está projetada em 353,8 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país. O resultado evidencia o avanço da produtividade no campo e reforça a necessidade de soluções eficientes para garantir sustentabilidade em grande escala.

Nesse contexto, o setor agropecuário nacional tem buscado integrar crescimento produtivo com responsabilidade ambiental, ampliando a adoção de sistemas estruturados de gestão.

Sistema Campo Limpo é referência em logística reversa no agronegócio

Um dos principais exemplos desse modelo é o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, responsável pelo Sistema Campo Limpo, programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Criado em 2002, o sistema conecta indústria, distribuidores, produtores rurais e poder público em um modelo de responsabilidade compartilhada, garantindo o destino ambientalmente adequado das embalagens.

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Mais de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente

Ao longo de sua operação, o Sistema Campo Limpo já destinou corretamente 902 mil toneladas de embalagens, consolidando-se como um dos maiores programas de logística reversa do mundo.

Somente em 2025, o volume destinado chegou a 75.996 toneladas, o maior resultado anual desde o início das operações, reforçando a escala e eficiência do sistema.

Estrutura nacional garante acesso em todo o país

O programa conta atualmente com mais de 400 unidades de recebimento distribuídas em todo o Brasil, permitindo que produtores rurais realizem a devolução adequada das embalagens mesmo em regiões mais afastadas dos grandes centros.

Essa capilaridade é apontada como um dos fatores que sustentam a eficiência operacional do modelo.

Economia circular transforma resíduos em novos produtos

Além da destinação ambientalmente correta, o Sistema Campo Limpo também impulsiona a economia circular no campo. As embalagens coletadas passam por processos de transformação e se tornam novos materiais.

Atualmente, o sistema possui 38 artefatos homologados, incluindo novas embalagens, tampas e itens como tubos e conduítes, utilizados em diferentes setores da indústria.

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Modelo de governança reforça responsabilidade compartilhada

A estrutura do sistema é baseada em governança compartilhada entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Os produtores rurais realizam a devolução das embalagens, os canais de distribuição organizam o fluxo de recebimento, a indústria garante a destinação final adequada e o poder público atua na regulamentação e fiscalização.

Agro brasileiro ganha destaque internacional em ESG

Segundo o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura, o modelo brasileiro demonstra que é possível ampliar a produção mantendo práticas sustentáveis estruturadas e mensuráveis.

Em um cenário global cada vez mais exigente em relação à transparência ambiental, o agronegócio brasileiro se posiciona de forma competitiva ao contar com sistemas consolidados que integram produtividade e sustentabilidade.

O Sistema Campo Limpo reforça esse papel ao demonstrar que a sustentabilidade já faz parte da estrutura produtiva do campo no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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