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Em Fórum, Wilson Santos defende a valorização de matérias-primas para consolidar a industrialização

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O Fórum sobre Economia e Desenvolvimento Institucional reuniu, na terça-feira (14), autoridades políticas, empresários e representantes da classe produtiva de Mato Grosso. O encontro foi promovido pela Assembleia Legislativa (ALMT), em parceria com o LIDE Mato Grosso, no Centro Universitário UniSenai, em Cuiabá. O deputado estadual Wilson Santos (PSD) foi um dos palestrantes e apresentou um panorama histórico sobre os avanços e transformações econômicas do estado, desde o período imperial até a República – do extrativismo ao início do processo de industrialização.

“O extrativismo começou com a busca de ouro em Mato Grosso. A Coroa Portuguesa estabeleceu essa área como prioritária para alargar as fronteiras. Ela foi genial e uma das mais competentes do mundo em processo de colonização que nos entregou 8,4 milhões km² de área. Daquilo que entregaram, nós acrescentamos somente o agro. Então, nós tivemos o extrativismo, depois o agro”, relatou o parlamentar.

Segundo ele, ainda na segunda metade do século XIX e início do século XX, Mato Grosso já apresentava sinais de atividade industrial, com usinas de açúcar em Santo Antônio de Leverger e produção de aguardente em Cáceres, com exportações para países como Paraguai e Argentina. Ele também relembrou que, em 1978, a criação do Distrito Industrial de Cuiabá (DIC) marcou uma tentativa de organização da atividade fabril no estado.

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“Com o distrito industrial e o regime militar tecnocrata – com decisões tomadas por especialistas técnicos – vieram os incentivos fiscais da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Logo veio o FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e, hoje, temos também o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Somos a maior potência agrícola e pecuária do Brasil. Entramos nesse processo de industrialização e, atualmente, possuímos matéria-prima e energia em abundância. Uma das teses é trabalhar para dentro e não só exclusivamente para o mercado externo”, comentou Wilson Santos.

Apesar das vantagens competitivas, o deputado defendeu a necessidade de agregar valor à produção local, deixando de exportar produtos com baixo valor agregado. Para ele, essa mudança é fundamental para geração de emprego e renda no estado. “Vamos permanecer eternamente na produção de commodities? Isso não é compatível com o potencial de Mato Grosso. O caminho é avançar na manufatura, ampliar os serviços de alto valor agregado, investir em inovação tecnológica e fortalecer o capital financeiro”, pontuou.

Ao projetar os próximos 25 anos, ele afirmou que o protagonismo econômico estará com aqueles que dominarem toda a cadeia produtiva de forma integrada de ponta a ponta. “As nossas terras, nunca foram as melhores do Brasil. Elas são no máximo razoáveis. Elas foram transformadas pela mão do agricultor e do pecuarista que investiu e jogou todos os seus sonhos nisso”, disse.

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Wilson Santos reforçou que Mato Grosso reúne condições para consolidar sua industrialização, citando matérias-primas abundantes como etanol, madeira e algodão – ainda majoritariamente exportadas sem processamento. Ele também alertou para a necessidade de aproveitar o atual cenário de incentivos fiscais, que tendem a ser reduzidos com a reforma tributária a partir de 2033, além da importância da vontade política para impulsionar esse avanço.

“O estado não é mais exclusivamente primário, mas ainda não atingiu o patamar industrial. Este seminário tem justamente o papel de reunir visões estratégicas para definir o melhor caminho. Mato Grosso não pode se limitar à produção de commodities, pois isso gera menos emprego e renda. Precisamos avançar para novas etapas do desenvolvimento econômico”, concluiu o deputado.

O LIDE Mato Grosso se consolidou como um espaço estratégico para debates e troca de experiências sobre os cenários econômicos internos e externos, apontando caminhos e oportunidades para impulsionar novos negócios a partir das potencialidades de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos licencia e Professor Sivirino assume vaga na ALMT

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O vice-prefeito de Barra do Garças, com dois mandatos consecutivos, Sivirino Souza dos Santos, conhecido como Professor Sivirino, assumiu, nesta terça-feira (15), a vaga do deputado estadual Wilson Santos, ambos do PSD, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Antes da posse, o suplente foi recepcionado no gabinete juntamente com a sua família – pelo parlamentar licenciado.

“Hoje, passo o mandato a ele, para que possa trazer as demandas e ouvir os pedidos dessa gente ordeira e trabalhadora que faz da região de Barra do Garças um exemplo ão só para Mato Grosso, mas para todo o país”, destacou o deputado licenciado.

Antes de ingressar na vida política, Sivirino atuou como professor de educação física nas redes públicas municipal e estadual. Entre suas principais bandeiras está o trabalho social, com foco na juventude. “Sou muito grato ao Wilson Santos pela humildade de ceder esse espaço. Quando recebi essa notícia, foi algo mágico. Passa um filme na nossa cabeça e acende a esperança em pessoas como nós, que viemos de baixo e conseguimos chegar até aqui. Estar na Assembleia Legislativa é defender aquilo em que acreditamos e, com certeza, não pretendo decepcionar nesse período. Deixo também meu abraço a Barra do Garças e a todo o Vale do Araguaia”, afirmou o parlamentar empossado.

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Sivirino Santos permanecerá no cargo por 30 dias. Ele é casado com a vereadora professora Maria Silvânia (MDB).

Fonte: ALMT – MT

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