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Em Tabaporã, Grupo Reflexivo promove mudança cultural e fortalece prevenção à violência doméstica

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No município de Tabaporã, o trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário tem se consolidado como instrumento essencial para a promoção de mudança cultural e comportamental na prevenção da violência doméstica e familiar. Desde março de 2025, o Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar atua na cidade, promovendo reflexão, responsabilização e transformação de atitudes.

Atualmente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso conta com 24 Grupos Reflexivos implantados, integrando a política institucional coordenada pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT).

“No começo eu estava muito magoado, machucado, com muita raiva. Hoje, entendo e me coloco no lugar do outro”. A fala é do operador de máquinas R. B., de 44 anos, que durante oito semanas percorreu, todas as sextas-feiras, 260 quilômetros – desde a sede da fazenda onde trabalha até a cidade – para participar dos encontros reflexivos.

Embora tenha ingressado no grupo por determinação judicial, atualmente, mesmo desobrigado, ele reconhece a importância da iniciativa e decidiu continuar a acompanhar as sessões. “Eu vou voltar. Sei que será muito bom. Nenhum relacionamento é um mar de rosas, mas você entende que todo mundo tem defeitos e qualidades”, afirma, ponderando que é preciso aprender um pouco mais a cada dia.

O Grupo Reflexivo de Tabaporã conta atualmente com sete participantes – número que representa redução sensível em comparação a turmas anteriores, que já chegaram a reunir mais de dez homens.

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“O Grupo Reflexivo não possui um caráter punitivo, mas pedagógico. Após participarem das reuniões, diversos homens passam a compreender que se comportavam de forma violenta tanto com suas companheiras, quanto com suas famílias. Muitos desses agressores cresceram em ambientes permeados pela violência de gênero, o que os leva a acreditar que tal conduta é normal. No entanto, a reflexão proposta por psicólogos e assistentes sociais permite que compreendam o real impacto de suas ações, fazendo com que os índices de reincidência caiam drasticamente. Inclusive, muitos participantes continuam a frequentar os encontros mesmo após serem liberados judicialmente”, avalia o juiz substituto da Vara Única e diretor do Fórum, Iron Silva Muniz.

Para o juiz Laio Portes Sthel, que acompanhou o desenvolvimento e implantação do Grupo Reflexivo em 2025 e atua agora perante a 2ª Vara de Colíder, “o principal ganho está na combinação de responsabilização com reflexão orientada. O grupo cria um espaço estruturado para que o participante reconheça a gravidade da conduta, compreenda os fatores que sustentam a violência (como crenças de controle, ciúme, posse e naturalização de desigualdades) e seja confrontado, de forma técnica, com as consequências jurídicas, familiares e sociais de seus atos”.

Na prática, pontua o magistrado, “isso tende a reduzir o comportamento de minimização e a transferência de culpa, favorecendo maior adesão às medidas judiciais e a mudança de postura no cotidiano”.

No município, os encontros são realizados às sextas-feiras, das 17h às 19h, totalizando oito reuniões. São abordadas temáticas como violência doméstica e familiar; masculinidade e padrões socioculturais; manejo e autorregulação emocional; responsabilização pelos atos praticados; fortalecimento de vínculos familiares saudáveis; estratégias de resolução de conflitos sem o uso de violência; além da construção de projeto de vida e mudança de comportamento, culminando no encerramento do ciclo reflexivo.

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Há casos em que os participantes necessitam permanecer por período maior, assim como há homens que optam por continuar frequentando os encontros de forma espontânea, mesmo após o cumprimento da determinação judicial.

“A equipe fica encantada. Você vê a mudança a cada dia”, relata a assistente social Genezi Córdova de Oliveira, que conduz as atividades em conjunto com a psicóloga Jeiziane Mendonça, reforçando a abordagem interdisciplinar.

A assistente social diz que a desconstrução do machismo estrutural exige enfrentar padrões culturais que naturalizam a violência, especialmente porque muitos casos vêm acompanhados de fatores como o elevado consumo de álcool, que potencializa comportamentos agressivos.

Atuação

Mato Grosso é pioneiro na implementação desses grupos, com ações iniciadas em 2021, antes mesmo das recomendações formais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os grupos são obrigatórios para homens que respondem a processos com base na Lei Maria da Penha e que estejam submetidos a medidas protetivas, constituindo-se em espaços de diálogo e conscientização voltados à quebra de ciclos de machismo estruturante e à construção de relações pautadas no respeito e na equidade.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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‘Copa do Judiciário’ expande campanha para 2o Grau de jurisdição e aproxima TJMT do Selo Diamante

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Print de tela que mostra o presidente do TJMT, juízes auxiliares e a vice-diretora geral sentados em torno de uma mesa redonda de vidro, durante reunião de lançamento da Copa do Judiciário no segundo grau.Com o objetivo de manter o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entre os mais excelentes do país, a campanha “Copa do Judiciário”, que utiliza o álbum de figurinhas como forma de tornar visível o cumprimento das metas do Prêmio de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e engajar magistrados e servidores, expandiu seu alcance do primeiro para o Segundo Grau de jurisdição.

O lançamento da Copa do Judiciário na segunda instância ocorreu na manhã desta quinta-feira (9), em evento virtual que contou com a participação de mais de 120 magistrados e servidores, dentre eles o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote; o secretário-geral do TJMT e juiz auxiliar da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, os juízes auxiliares da Presidência Christiane da Costa Marques Neves e Túlio Duailibi Alves de Souza; o juiz auxiliar da CGJ, Jorge Alexandre Martins Ferreira; a diretora e a vice-diretora geral do TJMT, respectivamente Andréa Marcondes e Renata Bueno, além de magistrados, magistradas, servidores e servidoras.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira destacou a criatividade da proposta. “Transforma metas, indicadores e conquistas institucionais em uma dinâmica leve, capaz de engajar magistrados, servidores e equipes. A produtividade do Tribunal aparece nos números, mas nasce no trabalho das pessoas. Cada resultado entregue à sociedade carrega um grande esforço, cooperação e compromisso diário. Que esse álbum fortaleça esse espírito de equipe e nos ajude a reconhecer com leveza quem faz o TJMT avançar”, declarou, parabenizando a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), que inicialmente lançou o projeto, por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI).
Foto vertical que mostra o desembargador José Luiz Leite Lindote em pé, sorrindo e segurando uma bola de futebol, no seu gabinete. Ele é um homem branco, de cabelo grisalho, usando terno cinza, camisa branca, gravata e sapato social preto.O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote destaca que, ao aproveitar o clima de Copa do Mundo de Futebol e traduzir na linguagem do esporte os indicativos do Prêmio CNJ de Qualidade, a Copa do Judiciário busca motivar magistrados e servidores, mantendo o time unido em busca de melhores resultados.
“Ao preencherem o álbum com as figurinhas, eles estarão cumprindo metas e indicativos do Selo de Qualidade de uma forma simples e até divertida. E como o resultado alcançado no Primeiro Grau foi expressivo e a motivação visível entre os servidores, nós resolvemos trazer essa iniciativa também para o Segundo Grau, a fim de que possamos, de uma forma mais efetiva, renovar o Selo Diamante”, declarou.
O juiz auxiliar da CGJ, Jorge Alexandre Martins Ferreira conta que a ideia de realizar a Copa do Judiciário surgiu da equipe do DAPI, voltada primeiramente ao Primeiro Grau. “Como o engajamento foi muito legal, foi muito participativo, nós levamos a ideia para a Presidência para que levasse também para os demais departamentos do Segundo Grau e realizar um álbum de toda a gestão”, afirma.
Foto horizontal que mostra o juiz  Jorge Alexandre Martins Ferreira da cintura pra cima, em pé, sorrindo e segurando uma bola de futebol. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos, usando camisa azul marinho, terno azul e gravata listrada. Segundo o magistrado, a união de todo o Tribunal alavanca as chances do TJMT obter o Selo Diamante de Qualidade do CNJ pelo segundo ano consecutivo. “Antes do lançamento do álbum, nós estávamos com uma perspectiva de alcançar em torno de 78% da pontuação do Prêmio. Essa projeção já subiu para mais de 84%. Então, já estamos chegando no Diamante, cuja meta é 85%. Eu acredito que isso vai tornar todo mundo pertencente para que todos se engajem pra trazer o nosso bicampeonato e novamente o Diamante para o TJ Mato Grosso”, comentou, animado.
Com a expansão da Copa do Judiciário para o Segundo Grau de jurisdição, a Coordenadoria de Planejamento entra em campo para acompanhar a implantação do álbum e monitorar o seu preenchimento pelas unidades. “O Tribunal de Justiça de Mato Grosso vem, ao longo dos anos, melhorando muito seu desempenho pela participação direta de servidores e magistrados. E esse momento lúdico permite a todos nós que nos sintamos participantes e integrantes desse grande projeto. O momento da Copa traz essa alegria de participação e integração entre as equipes”, avaliou o coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Maciel.
Ele lembra o histórico recente e positivo do Tribunal, com cinco Selos Ouro consecutivos e um Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade, salto histórico no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) de 82% para 98%, redução de 7% do acervo processual, além de ser o 5º tribunal com menor taxa de congestionamento (52,7%). Diante disso, o coordenador reforça o apelo para que todos estejam empenhados no cumprimento das metas, cujo prazo final de produtividade da maioria delas é 31 de julho.
“Este é um momento importantíssimo do jogo! O prêmio está no seu último mês de grande impacto com relação aos incisos, então, é o momento de o tribunal engajar, de estar todo mundo comprometido. A hora é agora! É hora de fecharmos o placar e fecharmos com percentual que nos leve novamente à excelência, a um tribunal diamante”, incentiva.
Print de tela que mostra um painel do álbum de figurinhas da Copa do Judiciário. Álbum de figurinhas – Elaborado na versão digital para todos os magistrados e servidores e física para cada unidade, são necessárias 213 figurinhas para completar o exemplar. Cada figurinha representa um indicador das metas do Prêmio CNJ de Qualidade. O álbum permite visualizar, de forma simples e colaborativa, a evolução do cumprimento dos incisos constantes no edital do Prêmio, relativos a temas como Gestão Participativa, Socioambiental, Saúde, Prevenção do Assédio, Gestão Documental, Justiça Restaurativa, entre outros.
Durante o evento de lançamento do álbum na Segunda Instância, as equipes técnicas do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e da Coordenadoria de Planejamento do TJMT (Coplan) apresentaram a estrutura da campanha, a organização do álbum e a dinâmica do seu preenchimento, ao longo do ciclo de mobilização para o Prêmio CNJ de Qualidade.
À medida que o álbum é preenchido, é possível acompanhar em tempo real e de forma transparente o atendimento dos critérios do Prêmio CNJ de Qualidade. Cada um dos incisos do álbum representa uma pontuação a ser obtida e, conforme essa pontuação vai sendo evidenciada, as figurinhas são disponibilizadas para as equipes, até que se complete o álbum. O prazo final de produtividade é 31 de julho para os principais eixos.
Com a expansão da Copa do Judiciário, todos os magistrados e servidores já podem acessar o site copajud.tjmt.jus.br para visualizar e preencher o álbum de figurinhas. Basta cadastrar login e senha informando nome completo, matrícula e seleção do perfil e da unidade.
Ao clicar em cada figurinha, é possível verificar quais são os seus objetivos e formas de serem conquistadas. Além da visualização do álbum digital, o site da Copa do Judiciário conta com um painel de monitoramento para visualizar quais figurinhas foram ou não alcançadas, bem como um gráfico de evolução de preenchimento das figurinhas.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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