Contrário ao contingenciamento na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o ‘Emanuelzinho’ (PTB), afirmou que está trabalhando em Brasília (DF) para trazer mais recursos à instituição e sugeriu à reitora Myrian Serra que divulgue mais as ações acadêmicas para que a sociedade mato-grossense se sinta parte de todo o processo.
Para o deputado, o problema financeiro que a UFMT vem passando é reflexo da crise que está acontecendo em todo o país e em Mato Grosso. “Sabemos que o Brasil tem uma previsão de déficit primário de R$ 140 bilhões. Mato Grosso também tem uma previsão de R$ 4 bilhões e a UFMT não passa por uma situação diferente. Sempre me posicionei contra o contingenciamento, entendo que ele não pode ser feito sem planejamento, sem um aviso prévio para a UFMT se organizar”, disse.
O parlamentar também declarou que está em contato constante com os outros deputados mato-grossenses para encontrar alguma forma de conseguir recursos de emendas e destiná-los para unidade de educação.
“Já estive com a reitora Myrian várias vezes, assim como com a deputada Rosa Neide (PT) para poder fazer uma visita, ver se a bancada federal pode fazer alguma coisa. As emendas de bancada impositiva que podemos, quem saber até ajudar a UFMT, porque quem perde com isso são os alunos”, afirmou.
O jovem deputado, por fim, pontuou que tem muitos amigos estudantes da UFMT e frisou que os estudantes, que em grande parte vivem com até dois salários mínimos precisam de uma universidade forte, motivo pelo qual sugeriu que a reitoria divulgue as suas ações, para a população entender os benefícios da instituição pública.
“Conheço muito aluno de lá e apesar do que as pessoas pensam, dois terços dos alunos de lá vivem com uma renda mensal de até dois salários mínimos. Então muitas vezes são pessoas que vivem ali na expectativa da universidade como forma de ascensão social, além dos investimentos em pesquisas e tudo mais. Eu até sugeri que a UFMT divulgue mais e abra mais isso para sociedade se sinta parte do processo e não entendendo a UFMT como núcleo fechado em si mesmo, mas como algo que serve a sociedade, finalizou.
Durante sessão extraordinária realizada na quarta-feira (14), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), quebrou o protocolo ao abrir a tribuna do Parlamento para a manifestação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Bebber, que tratou do posicionamento dos deputados estaduais contra a moratória da soja. O projeto de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), teve a assinatura e coautoria de outros 12 deputados.
“Quando um setor produtivo como o de Mato Grosso assume uma luta que ultrapassa as fronteiras do Estado e alcança todo o Brasil e o mundo, já que não há um único lugar no planeta onde não exista um produto do agronegócio ou das riquezas de Mato Grosso, e conta com o apoio de toda a força política, como a Assembleia Legislativa e as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, essa união se transforma em uma força inesgotável. Foi caminhar em um único sentido que tornou possível a nossa vitória”, afirmou Lucas Costa Bebber.
A Moratória da Soja é um acordo setorial de adesão voluntária que impede grandes empresas de adquirirem soja cultivada em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia. A iniciativa tem como objetivo combater o desmatamento na cadeia produtiva, por meio de monitoramento via satélite e do uso de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No entanto, ao contrário do que muitas vezes é propagado, o setor produtivo afirma que atua em defesa do meio ambiente e de suas riquezas naturais, destacando que a preservação ambiental é condição essencial para a fertilidade do solo e para a sustentabilidade da produção agrícola.
“Fomos a Brasília, junto com a Aprosoja/MT e conseguimos uma vitória importante para Mato Grosso. Isso fortalece e muito o agro, o setor produtivo em nosso Estado”, disse o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, sinalizando que o protagonismo do Parlamento Estadual foi em defesa do povo e em prol de Mato Grosso.
Em seu discurso, o presidente da Aprosoja destacou ainda a importância do trabalho conjunto em defesa da segurança jurídica e da valorização de quem produz, reforçando a luta por justiça aos produtores rurais de todo Mato Grosso. “Ocupo essa tribuna em nome da Aprosoja/MT e dos milhares de produtores rurais que representamos para agradecer o empenho, a escuta ativa e a sensibilidade desta Casa no enfrentamento do debate. Essa foi uma construção de várias mãos”, destacou.
“Presidente Max Russi, deputada Janaína Riva, Wilson Santos, Carlos Avallone e tantos outros…cada um dando a sua contribuição em momentos chaves”, emendou Lucas Bebber que ainda citou os senadores por Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro (PSD), além dos deputados federais por Mato Grosso como protagonistas da vitória da Moratória da Soja.
“Registro o papel dos prefeitos de Mato Grosso, liderados pela Associação Mato-grossense dos Municípios, sob a presidência de Leonardo Bortolin, e das Câmaras Municipais, à época sob a presidência do vereador Bruno Rios, que compreenderam que a moratória não afetava apenas produtores, mas o desenvolvimento dos municípios, a geração de empregos e a arrecadação local”, disse o presidente da Aprosoja-MT.
Lucas Bebber também destacou a atuação dos senadores Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e do suplente em exercício José Lacerda (PSD) e outros autoridades. “Meu reconhecimento ao Tribunal de Contas, ao presidente Sérgio Ricardo e ao conselheiro Antônio Joaquim, relator da auditoria dos incentivos fiscais, ao governador Mauro Mendes que, não apenas sancionou a lei aprovada neste Parlamento como também a defendeu a mesma no Supremo Tribunal Federal”.
Para completar, o presidente da Aprosoja destacou a atuação do deputado Gilberto Cattani. “Faço um destaque especial ao deputado Gilberto Cattani, que teve coragem para sustentar essa tese, enfrentou ataques e se manteve firme, explicando com clareza o propósito da lei”.
Conforme Lucas Bebber, “o Estado de Mato Grosso sai fortalecido desse debate, e esta Assembleia Legislativa reafirma seu protagonismo na defesa de seus cidadãos. Produzir com responsabilidade socioambiental é um compromisso – não por imposição externa ou de grandes corporações -, mas porque a Constituição do Brasil e a de Mato Grosso e o arcabouço ambiental mais rigoroso do mundo assim determinam. Abusos econômicos camuflados de verde ainda serão tentados, mas hoje temos a certeza de que teremos maturidade para debater e esta Casa de Leis estará ao nosso lado, ao lado de Mato Grosso, ao lado do Brasil e de sua gente”, completou.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.