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Emater-MG e exportadores de café unem forças para promover o programa “Construindo Solos Saudáveis” no Sul de Minas

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Parceria fortalece sustentabilidade na cafeicultura mineira

A Emater-MG, em parceria com a Louis Dreyfus Company (LDC) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), realiza nesta sexta-feira (6/2) um dia de campo em Três Pontas, no Sul de Minas, para divulgar os resultados do programa Construindo Solos Saudáveis.

A iniciativa tem despertado o interesse do setor privado por seus impactos positivos na produtividade e sustentabilidade das lavouras de café.

O encontro acontecerá na Fazenda Matão e reunirá produtores interessados em conhecer, na prática, os benefícios do uso de plantas de cobertura no manejo do solo. A equipe da Emater-MG será responsável por apresentar as orientações técnicas do programa, que busca conciliar alta produtividade com conservação ambiental.

Programa “Construindo Solos Saudáveis” alia produtividade e conservação

Criado pela Emater-MG, o programa tem como foco o manejo sustentável do solo, promovendo o equilíbrio entre produção agrícola e preservação ambiental. A metodologia consiste no plantio de “plantas de serviço” nas entrelinhas dos cafezais, espécies que melhoram a estrutura física, química e biológica do solo.

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Entre as principais culturas utilizadas estão crotalárias, milheto, nabo forrageiro e feijão-guandu, que aumentam a fertilidade, reduzem a erosão e favorecem a infiltração de água. Após a roçada, essas plantas permanecem como palhada protetora, ajudando a reduzir a temperatura, conservar matéria orgânica e preservar a umidade do solo.

Desde seu lançamento em 2021, o programa já cresceu de 50 para cerca de mil Unidades Demonstrativas (UDs) em todo o estado, em parceria com produtores de café.

“A sustentabilidade é uma preocupação crescente na cafeicultura. Os produtores estão cada vez mais comprometidos com práticas que reduzam impactos ambientais e fortaleçam a responsabilidade social”, destacou Bernardino Cangussu, coordenador técnico da Emater-MG.

Dia de campo em Três Pontas destaca práticas sustentáveis no solo

Durante o evento, o técnico Marcelo Tardioli, da Emater-MG, ministrará palestras e demonstrações práticas em uma Unidade Demonstrativa instalada na propriedade. Os participantes poderão acompanhar de perto diferentes consórcios de plantas de cobertura com o café e observar os resultados diretos no campo.

“A proposta é mostrar como cada espécie atua no solo, desde o crescimento até o processo de roçada, avaliando a produção de biomassa e os ganhos para o cafezal. Será um evento técnico, simples e bastante interativo”, explica Tardioli.

Expansão do programa chega ao Triângulo Mineiro

O sucesso do programa também será tema de outro evento no dia 12 de fevereiro, na cidade de Romaria, no Triângulo Mineiro. A ação será organizada pela Emater-MG, com apoio da empresa Ag Croppers, especializada em manejo sustentável e culturas de cobertura.

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A coordenadora técnica regional da Emater-MG, Guilhermina Severino, conduzirá as atividades, que incluem palestras e visita a uma Unidade Demonstrativa instalada em uma propriedade de café. O objetivo é ampliar a adoção das práticas do programa e incentivar a formação de solos mais produtivos e resilientes em diferentes regiões de Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA informa encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo ( Lutjanus purpureus ) em 2026, as capturas da espécie atingiram o patamar de 90% do limite anual estabelecido para a atividade. Com o alcance desse percentual, fica encerrada, a partir de 19/09/2026, a temporada de captura do pargo pelas embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10.

A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo e determinou o encerramento da temporada quando as capturas atingirem 90% desse limite, correspondente a 2.475 toneladas. A limitação de captura é uma forma de contribuir para a recuperação da espécie, que tem grande importância econômica no país e está ameaçada de extinção.

O encerramento decorre do acompanhamento realizado pelo MPA por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira.

As embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar na data do encerramento deverão retornar e realizar o desembarque do pargo em até dez dias corridos, contados a partir da data de encerramento da temporada. Após esse prazo, ficam proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie.

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O encerramento da temporada de captura do pargo não impede a utilização das Autorizações de Pesca Complementares para a captura das demais espécies nelas previstas, desde que observada a legislação aplicável.

Declaração de Estoque

Em razão do encerramento da temporada antes do início do período anual de defeso, a Declaração de Estoque de pargo deverá ser apresentada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em até sete dias corridos após o término do prazo concedido às embarcações para retorno e desembarque.

Entre o término do prazo autorizado para desembarque e 15 de fevereiro de 2027, o transporte, o armazenamento, o processamento e a comercialização de pargo somente poderão ocorrer quando o produto estiver devidamente registrado em Declaração de Estoque apresentada no prazo e nas condições estabelecidas pela legislação.

Espécie ameaçada

O pargo (Lutjanus purpureus) é uma espécie categorizada como “Em Perigo” de extinção na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos, definida pela Portaria MMA 1.667/2026.

A categoria indica que a espécie enfrenta risco muito alto de extinção na natureza, caso medidas de proteção e manejo não sejam intensificadas. Por isso, é necessário um Plano de Recuperação da espécie, que estabelece diretrizes, objetivos e medidas para promover a conservação e recuperação de espécies ameaçadas aquáticas, reconhecendo a possibilidade de uso sustentável da espécie. Entre as medidas de recuperação do Plano está a definição de um limite de captura anual da espécie.

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Painel de acompanhamento

O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Acesse aqui o Painel de acompanhamento da pesca do pargo.

O Ministério da Pesca e Aquicultura reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a continuidade da atividade pesqueira. As medidas de ordenamento, monitoramento e controle adotadas integram esse compromisso e buscam assegurar o uso sustentável do recurso, contribuindo para a recuperação do estoque da espécie e para a manutenção da atividade pesqueira em bases sustentáveis ao longo do tempo.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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