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Embrapa apresenta novas variedades de soja de alto rendimento no Dia de Campo Agrobrasília 2026

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Novas variedades de soja são apresentadas em evento no DF

Durante o Dia de Campo da Competição de Cultivares de Soja – Agrobrasília 2026, organizado pela Coopa-DF, a Embrapa Cerrados apresentou duas novas variedades de soja desenvolvidas em parceria com a Fundação Cerrados: a BRS 6981 IPRO e uma cultivar em pré-lançamento do grupo de maturidade 7.3.

Os materiais combinam alto potencial produtivo com resistência genética a doenças e pragas, o que permite reduzir a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para maior rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Competição de Cultivares permite avaliação sob condições reais

A competição de cultivares é um ensaio comparativo conduzido em condições de campo, com plantio na mesma época, manejo padronizado e critérios técnicos uniformes. Neste ano, participam 20 empresas com 53 cultivares avaliadas, e os resultados serão divulgados em 30 de abril de 2026.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, o objetivo é ampliar as opções para os produtores e permitir que adaptem seus sistemas de produção para aumentar produtividade e reduzir custos.

O evento contou com a presença de autoridades locais, incluindo José Guilherme Brenner (Coopa-DF), Leandro Maldaner (vice-presidente Coopa-DF), Cleison Duval (presidente Emater-DF) e Rafael Bueno (secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF).

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BRS 6981 IPRO: precocidade e resistência

A BRS 6981 IPRO, do grupo 6.9, apresenta ciclo entre 100 e 105 dias e é considerada precoce, permitindo a segunda safra de milho com segurança. A população recomendada é de 360 mil a 400 mil plantas por hectare.

Entre suas características:

  • Resistência às raças 1 e 3 do nematoide de cisto;
  • Resistência moderada aos nematoides de galha (Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica);
  • Resistência à ferrugem asiática da soja.

Essa combinação de precocidade e resistência contribui para reduzir custos com fungicidas e nematicidas, dependendo da época de plantio e da região.

Cultivar do grupo 7.3: alto rendimento e Intacta 2 Xtend

A segunda cultivar apresentada pertence ao grupo de maturidade 7.3, com ciclo entre 112 e 115 dias e tecnologia Intacta 2 Xtend. A população recomendada é de 340 mil plantas por hectare.

Nos ensaios, esta cultivar superou variedades comerciais em 12% a 14% de produtividade, podendo alcançar entre 80 e 100 sacas por hectare, de acordo com as condições de cultivo. Ela apresenta resistência moderada ao nematoide javânica e possibilita o planejamento de segunda safra estruturada, oferecendo segurança produtiva ao agricultor.

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Histórico da Embrapa e expansão da soja no Cerrado

O pesquisador André Ferreira destacou o papel histórico da Embrapa na expansão da soja no Cerrado, há mais de 50 anos. Os estudos de tropicalização da cultura, correção de solo, ajuste de fertilidade e melhoramento genético foram fundamentais para transformar a região em uma das maiores áreas produtoras do Brasil, que hoje se aproxima de 50 milhões de hectares cultivados.

Estratégia de longo prazo: produtividade, sustentabilidade e inovação

André Ferreira ressaltou que a Embrapa continua investindo em diversas plataformas tecnológicas, incluindo soja convencional, Intacta, Intacta 2 Xtend e futuras gerações como Intacta 5+. O foco é aumentar produtividade, reduzir custos, promover sustentabilidade e garantir rentabilidade no longo prazo.

“A Embrapa está sempre atenta à sustentabilidade do produtor e à viabilidade da atividade no longo prazo”, concluiu o pesquisador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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