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Empregos no agro de Mato Grosso mais que dobram em 20 anos e reforçam protagonismo econômico do estado

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O agronegócio de Mato Grosso consolida sua posição como um dos principais motores de geração de empregos e desenvolvimento econômico regional. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o número de trabalhadores no setor mais que dobrou nas últimas duas décadas, passando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

Expansão produtiva impulsiona geração de empregos

O avanço expressivo reflete não apenas o crescimento da produção agrícola, mas também a maior capacidade do setor em absorver mão de obra ao longo de toda a cadeia produtiva. A partir de 2021, o ritmo de criação de vagas se intensificou, sustentado pelo aumento da produtividade, pela ampliação das áreas cultivadas e pelo fortalecimento das atividades ligadas ao campo.

Impacto vai além da porteira

O efeito do agronegócio na geração de empregos ultrapassa as atividades rurais. O setor movimenta segmentos estratégicos como transporte, armazenagem, indústria e serviços, ampliando significativamente seu alcance na economia e criando oportunidades também nos centros urbanos.

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Segundo o vice-presidente norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, o papel do agro é determinante para o desenvolvimento regional.

“Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego, com impactos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva”, destaca.

Entidades fortalecem crescimento sustentável

A atuação de entidades representativas, como a Aprosoja Mato Grosso, também contribui para o avanço do setor. A instituição desenvolve iniciativas voltadas à capacitação de produtores, assistência técnica e defesa dos interesses do segmento, além de incentivar práticas que elevam a eficiência produtiva.

Para o 2º diretor administrativo da entidade, Jorge Diego Giacomelli, o fortalecimento do produtor rural é fundamental para o crescimento econômico.

“Um produtor mais forte resulta em um agro mais robusto, um estado mais desenvolvido e uma economia mais dinâmica”, afirma.

Agro responde por mais da metade da economia estadual

Além de sua relevância na geração de empregos, o agronegócio representa mais da metade da atividade econômica de Mato Grosso, evidenciando seu papel estratégico para o estado.

O desempenho consistente do setor continua atraindo investimentos, estimulando outros segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho e renda.

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Setor segue como pilar do desenvolvimento

Diante desse cenário, o agronegócio reafirma sua importância como vetor de crescimento econômico e social. Em um contexto de valorização do trabalho, os dados evidenciam que o fortalecimento do setor é decisivo para sustentar milhares de famílias, ampliar oportunidades e garantir o desenvolvimento contínuo de Mato Grosso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja pode superar 130 sc/ha com novo método de manejo do solo; dólar abre a R$ 4,96 e impacta custos no agro

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A busca por maior produtividade na soja brasileira ganha um novo capítulo com o avanço de técnicas de manejo do solo mais precisas e estratégicas. Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico segue no radar do produtor rural, com o dólar abrindo esta segunda-feira (4) em alta, cotado a R$ 4,96, influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo — fatores que impactam diretamente os custos de produção no agronegócio.

Na última semana, a moeda americana chegou a cair para R$ 4,95, acumulando baixa de 9,78% no ano. Já o Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 1,39%, aos 187.318 pontos, mantendo ganho anual de 16,28%.

Novo método rompe barreira histórica da produtividade

Enquanto a média nacional da soja ainda gira em torno de 60 sacas por hectare, uma nova abordagem agronômica começa a mudar esse cenário. O método desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma no manejo do solo, com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar o potencial produtivo.

A técnica foi colocada à prova na safra 2024/25 e resultou em um marco histórico: a Agro Mallon, em Canoinhas (SC), alcançou 135,49 sacas por hectare no 17º Desafio do CESB 2025.

Segundo Barcelos, o erro recorrente no campo está no foco excessivo na correção do pH e no cálcio, enquanto o magnésio — essencial para a formação da clorofila e absorção de fósforo — é negligenciado.

“Sem o equilíbrio entre cálcio e magnésio, a planta não consegue processar os nutrientes, mesmo com alta adubação. O resultado é perda de eficiência e produtividade”, explica.

Construção do perfil do solo é chave para alta performance

Diferente do manejo convencional, o método propõe o ajuste da saturação de magnésio na Capacidade de Troca de Cátions (CTC), analisando não apenas a camada superficial (0–20 cm), mas também o perfil mais profundo (20–40 cm).

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Esse conceito permite o desenvolvimento de raízes mais profundas, ampliando o acesso à água e nutrientes — fator decisivo em períodos de veranico.

A técnica também destaca a importância do equilíbrio entre potássio e magnésio. Quando desbalanceados, ocorre competição entre nutrientes, reduzindo a eficiência da adubação.

Resiliência hídrica e estabilidade produtiva

Na prática, o manejo correto do perfil do solo proporciona maior resiliência hídrica às lavouras. No caso da Agro Mallon, mesmo com 18 dias de estiagem, a produtividade recorde foi mantida.

Com raízes mais profundas, as plantas conseguem acessar reservas de água em camadas que podem chegar a até 1,5 metro, garantindo estabilidade produtiva mesmo sob estresse climático.

Resultados se replicam em diferentes regiões

A metodologia já apresenta resultados consistentes em diversas regiões produtoras:

  • Minas Gerais: aumento de produtividade de 70 para 90,5 sc/ha, com áreas atingindo 107 sc/ha mesmo sob clima adverso;
  • Rio Grande do Sul: salto de 60 para 90 sc/ha, com lavouras mais resistentes ao veranico;
  • Goiás: áreas ultrapassando 100 sc/ha após ajuste do perfil nutricional do solo.
  • Os resultados reforçam que o manejo técnico e o equilíbrio químico do solo são determinantes para elevar o teto produtivo da soja no Brasil.
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Câmbio segue no radar do produtor

Paralelamente aos avanços no campo, o cenário econômico segue influenciando as decisões no agronegócio. A alta do dólar nesta segunda-feira reflete o ambiente externo mais pressionado, com destaque para o avanço do petróleo, que pode elevar custos logísticos e de insumos.

Mesmo com a valorização recente do real, o câmbio continua sendo um fator estratégico para o setor, impactando tanto a competitividade das exportações quanto o custo de fertilizantes, defensivos e tecnologias.

Independência técnica e gestão ganham protagonismo

Para especialistas, o futuro da produtividade passa pela autonomia do produtor na tomada de decisão. A leitura correta da análise de solo e o planejamento estratégico do manejo são fundamentais para transformar investimento em resultado.

A adoção de métodos mais avançados, aliada à gestão eficiente e ao acompanhamento do cenário econômico, deve ser o diferencial competitivo para a safra 2026/27.

Em um ambiente cada vez mais desafiador, a combinação entre inovação agronômica e inteligência de mercado se consolida como o caminho para alcançar altos níveis de produtividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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