Agro News

Empresa de pesquisas conquista prêmios e reconhecimento por excelência

Publicado

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conquistou reconhecimento internacional ao ter três projetos premiados durante o World Food Forum, realizado na sede da FAO, em Roma. Destacou-se nas categorias Cooperação Sul-Sul e Triangular (com o Programa MarketPlace e o projeto Produção e Proteção Sustentável de Florestas) e Boas Práticas e Inovações na Pecuária, graças ao Programa Balde Cheio. A premiação reflete o protagonismo da ciência brasileira em um universo de mais de 1.300 iniciativas globais avaliadas.

Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, ressaltou que o reconhecimento consolida a posição de liderança da instituição em pesquisa agropecuária no mundo. “Receber esses certificados representa muito para a ciência nacional, dando visibilidade ao esforço de pesquisadores comprometidos em promover sustentabilidade e segurança alimentar. Integramos um seleto grupo internacional, o que reforça nosso papel como referência global e o compromisso do Brasil com um futuro mais equilibrado”, afirmou.

Fundada em 1973, a Embrapa é peça-chave no avanço do agronegócio brasileiro, tendo revolucionado a produção de alimentos e fibras no país. Graças à pesquisa de ponta, a empresa foi fundamental para adaptar a agricultura tropical e integrar regiões como o Cerrado ao mapa da produção mundial, impulsionando o Brasil à posição de potência agrícola. Seus programas inovadores, como o Balde Cheio e o MarketPlace, somam assistência técnica, incentivo à sustentabilidade e desenvolvimento de tecnologias que elevam a produtividade e promovem o uso racional dos recursos naturais.

Leia mais:  Preços do café registram leve recuperação após quedas intensas em bolsas internacionais

O impacto dessas práticas também aparece no Programa Mais Leite Saudável (PMLS), reconhecido pela FAO como exemplo mundial na transformação sustentável da pecuária leiteira. Desde 2015, o PMLS mobiliza quase 900 empresas e já beneficiou mais de 185 mil produtores rurais em mais de 3 mil municípios, permitindo que cooperativas e indústrias apliquem créditos tributários na capacitação, assistência técnica e melhoria da qualidade do leite. O coordenador geral de Produção Animal do Ministério da Agricultura, Bruno Leite, enfatiza que a ação cria condições concretas para financiar a transformação sustentável do setor lácteo brasileiro.

Esses avanços mostram que a Embrapa não apenas lidera a inovação científica e tecnológica no Brasil, mas se consolida cada vez mais como referência internacional de excelência em soluções para uma agropecuária mais eficiente, sustentável e capaz de alimentar o mundo.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

Publicado

Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

Leia mais:  Dólar se mantém próximo de R$ 5,30 em meio a sinais de desaceleração da economia brasileira

O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

Leia mais:  O que o produtor rural precisa saber sobre a conferência que vai mexer com o campo

Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana