Mato Grosso

Empresários podem obter descontos de até 65% por atrasos na quitação de taxa de incêndio e multas da Ager

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Empresários com débitos inscritos na dívida ativa, referentes à Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) e também àqueles de competência da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), podem procurar a Procuradoria Geral do Estado (PGE), obter descontos de até 65% e resolver suas pendências com o Estado.

A PGE está com dois editais abertos para renegociação de débitos que não foram pagos pelos contribuintes no período de vencimento e foram inscritos em dívida ativa, que podem ser cobrados judicial ou extrajudicialmente. A falta de pagamento implica em juros e multas sobre o valor não quitado.

Um dos editais é voltado para a TACIN, que é emitida pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para pessoas físicas e jurídicas, referentes à prestação de serviços de prevenção e combate a incêndios do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A obrigação de emitir o boleto de pagamento da taxa é do próprio contribuinte.

Já o segundo edital inclui débitos e taxas emitidos pela Ager, incluindo as multas emitidas pela agência durante fiscalizações de empresas concessionárias, cujos débitos não foram quitados dentro do prazo.

De acordo com o procurador Yuri Nadaf, os editais oferecem opções mais vantajosas aos contribuintes.

“É uma oportunidade concreta para que empresários coloquem suas finanças em ordem e restabeleçam a sua regularidade fiscal com o Estado de Mato Grosso. Ao aderirem ao edital, eles não estão apenas quitando dívidas, mas resgatando a credibilidade e abrindo caminho para novos investimentos. O programa concede condições vantajosas e é mais um instrumento que o governo estadual está colocando à disposição precisamente para facilitar a recuperação econômica do contribuinte”, destacou o procurador.

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No caso da TACIN, o procurador lembrou que a cobrança da taxa chegou a ser suspensa por seis anos, mas voltou a ser considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março deste ano. “Os contribuintes deverão recolher o que não foi pago neste período. É interessante buscar a PGE para resolver as pendências e se regularizar, evitando a cobrança de juros e multas”, disse.

Taxa de incêndio

Para débitos de pequeno valor, que somam até 160 Unidades de Padrão Fiscal (UPF)* — o que equivale a R$ 40.438,40 —, o empresário poderá obter até 50% de desconto no pagamento à vista sobre juros, multas e demais acréscimos legais.

Caso o valor ultrapasse 160 UPFs, o empresário poderá obter até 65% de desconto para pagamentos à vista.

Os empresários podem também parcelar os débitos em até dez vezes, com desconto fixo de 40% sobre juros, multas e demais acréscimos legais, independentemente do número de parcelas.

Os empresários podem aderir a este edital até o dia 19 de dezembro.

Taxas da Ager

No caso de atrasos de pagamentos, taxas, multas e outras obrigações emitidas pela Ager, o empresário pode ter até 65% de desconto sobre o valor total do débito, para o pagamento à vista.

Caso o empresário opte pelo parcelamento, o percentual de desconto será oferecido conforme o número de parcelas:

  • Até 55% sobre o valor total dos créditos, para pagamento em 2 a 36 meses;
  • Até 45% sobre o valor total dos créditos, para pagamento em 37 a 60 meses;
  • Até 35% sobre o valor total dos créditos, para pagamento em 61 a 96 meses;
  • Até 25% sobre o valor total dos créditos, para pagamento em 97 a 120 meses.
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Os empresários podem aderir a este edital até 30 de setembro.

Como aderir aos editais?

Nos dois editais, o contribuinte deve buscar canais de atendimento da PGE (confira abaixo) e apresentar ou enviar os seguintes documentos:

  • Qualificação completa;
  • Identificação dos créditos;
  • Número do processo judicial, quando houver;
  • Comprovante de depósito judicial vinculado, se aplicável;
  • Petição de renúncia a eventuais ações judiciais.

Após entrar com a solicitação, será gerado um Número Único de Protocolo (NUP), que será enviado por e-mail. Com esse NUP, o contribuinte poderá acompanhar o processo e, caso a adesão seja deferida, as guias de pagamento serão enviadas por e-mail para quitação dos débitos.

As guias poderão ser pagas em qualquer instituição financeira até o último dia útil do mês da adesão ao acordo. Caso não ocorra o pagamento, o acordo será cancelado.

A PGE possui postos de atendimento em qualquer unidade do Ganha Tempo, ou pelos seguintes canais:

  • E-mail: [email protected]
  • WhatsApp: (65) 99243-6157
  • Atendimento presencial: Sede da PGE/MT, localizada na Av. República do Líbano, 2258 – Despraiado, Cuiabá – MT, 78048-196.

*O preço da UPF, em setembro, é de R$ 252,74. Em outubro, será de R$ 252,46. O valor da Unidade de Padrão Fiscal é atualizado mensalmente pelo Governo de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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