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Empresas brasileiras ampliam presença no mercado halal da Malásia

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Empresas brasileiras de alimentos estarão presentes na MIHAS (Malaysia International Halal Showcase), feira internacional voltada ao consumo muçulmano, que acontece a partir de 17 de setembro em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

A delegação inclui nomes de peso como a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, a Milhão Ingredientes, fornecedora de insumos para a indústria alimentícia, e a Pão&Arte, produtora de panificados, além de outras companhias que buscam expandir seus produtos no mercado malaio e em outros países do Sudeste Asiático.

Halal do Brasil fortalece exportações para mercados muçulmanos

A participação faz parte do projeto Halal do Brasil, iniciativa lançada em 2022 pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O objetivo é ampliar a presença de alimentos brasileiros certificados como halal em mercados de maioria muçulmana, entre os quais a Malásia ocupa posição estratégica.

Em 2024, o país importou US$ 22,98 bilhões em alimentos e bebidas, crescimento de 15,44% frente ao ano anterior. Só do Brasil, as compras chegaram a US$ 4,3 bilhões, alta de 5,92%. Segundo Fernanda Dantas, gerente do Halal do Brasil, o mercado malaio é atraente devido ao aumento da demanda e às tarifas de importação reduzidas.

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Malásia é hub estratégico para o Sudeste Asiático

Além de ser um grande consumidor, a Malásia se destaca como plataforma de exportação para os 11 países da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Esse papel de hub logístico, aliado às vantagens tarifárias, reforça o interesse das empresas brasileiras, explica Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira.

A BRF, em sua terceira participação na feira, pretende consolidar parcerias locais. A Milhão Ingredientes, que participa pela segunda vez, vai destacar produtos recentemente certificados como halal. Já a Pão&Arte, estreante no evento, levará pães de queijo certificados que já são vendidos em outros países islâmicos.

O que diferencia a certificação halal

O selo halal garante que o alimento foi produzido seguindo preceitos islâmicos, o que inclui restrições no uso de ingredientes como derivados suínos e álcool, além de exigências específicas no processo produtivo.

No caso das carnes, por exemplo, o abate deve seguir o rito islâmico, a criação do animal precisa respeitar princípios de bem-estar, e toda a cadeia deve atender a padrões de sustentabilidade e remuneração justa.

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Na Malásia, onde 64% da população é muçulmana, a certificação halal é altamente valorizada, sobretudo nos alimentos importados. “Mesmo quando o selo não é obrigatório, fabricantes optam por obtê-lo, pois o consumidor o vê como diferencial competitivo”, destaca Fernanda Dantas.

Apoio às empresas brasileiras exportadoras

Além de promover a participação em feiras como a MIHAS, o projeto Halal do Brasil oferece orientação sobre certificação e, em alguns casos, subsídio para a primeira auditoria.

Desde o final de 2022, a iniciativa já apoia 138 empresas brasileiras, das quais 86 realizaram ao menos uma exportação. O programa também organiza rodadas de negócios com importadores muçulmanos, ampliando as oportunidades de inserção internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bicudo-do-algodoeiro continua sendo principal ameaça à produtividade do algodão no Brasil

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Inseto ataca estruturas reprodutivas da planta e segue como um dos maiores desafios fitossanitários da cotonicultura brasileira, exigindo estratégias combinadas de controle e prevenção.

Pressão do bicudo mantém alerta máximo no algodão brasileiro

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal praga da cultura do algodão no Brasil, representando um dos maiores riscos à produtividade e à qualidade da fibra. O inseto ataca diretamente estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs, comprometendo o desenvolvimento da lavoura e podendo provocar perdas que chegam a cerca de 70% do potencial produtivo.

Segundo especialistas do setor, o impacto do bicudo está diretamente ligado à sua ação sobre partes essenciais da planta, o que afeta a formação e o enchimento das estruturas produtivas. Quando o manejo não é eficiente, a queda de botões e frutos se intensifica, reduzindo significativamente o rendimento final da cultura.

Características da praga dificultam controle no campo

De pequeno porte — entre 3 e 6 milímetros — e coloração marrom, o bicudo-do-algodoeiro apresenta alta capacidade de reprodução e grande agressividade no ataque às plantas, o que torna seu controle um desafio constante para os produtores.

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Os primeiros sinais de infestação incluem perfurações em botões florais, queda precoce dessas estruturas e flores com aspecto característico deformado, conhecido como “rosetado”. Em muitos casos, os sintomas iniciais passam despercebidos, mas a evolução da infestação pode ser rápida em condições favoráveis, reduzindo o tempo de resposta no manejo.

Monitoramento e manejo integrado são fundamentais

O controle eficiente do bicudo-do-algodoeiro depende diretamente do monitoramento contínuo da lavoura. A inspeção frequente, especialmente nas estruturas reprodutivas, é essencial para identificar a presença da praga ainda no início da infestação.

Além disso, práticas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas durante a entressafra são estratégias importantes para reduzir a população do inseto entre os ciclos produtivos.

Especialistas reforçam que o controle não depende de uma única ação, mas sim de um conjunto de medidas integradas e aplicadas no momento correto.

Manejo químico exige rotação e estratégia

O manejo integrado também envolve o uso criterioso de inseticidas e a rotação de mecanismos de ação para evitar resistência da praga. Em áreas de alta pressão do bicudo, soluções com diferentes modos de ação ganham relevância no controle.

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Produtos com ação por contato e ingestão, como aqueles à base de etiprole, são citados como ferramentas importantes dentro de programas de manejo, contribuindo para maior eficiência no controle da praga quando utilizados de forma estratégica.

Conclusão: controle do bicudo depende de planejamento contínuo

O bicudo-do-algodoeiro segue como um dos principais desafios da cotonicultura brasileira e exige uma abordagem técnica, integrada e contínua ao longo de toda a safra.

O sucesso no controle da praga está diretamente ligado ao planejamento, ao monitoramento constante e à combinação de diferentes estratégias de manejo, fatores essenciais para preservar o potencial produtivo do algodão no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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