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MMA realiza sessão informativa sobre transição de projetos do MDL para Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, no dia 11 de dezembro, uma sessão informativa para detalhar o processo de transição de projetos registrados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para o novo Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris (PACM), previsto no Artigo 6.4 do Acordo de Paris. A atividade foi conduzida pelo Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+ da Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC).

Instituído no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla inglês), sob o Protocolo de Quioto, o MDL permitia a implementação de projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento. As iniciativas tinham por objetivo gerar Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), créditos equivalentes a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e), utilizados para o cumprimento das metas de Quioto.

Com o Acordo de Paris, assinado em 2015, novos mecanismos de cooperação voluntária foram estabelecidos para auxiliar os países a cumprir suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês). Entre eles, está o PACM, que funciona, na prática, como sucessor do MDL.

A UNFCCC autorizou a transição de atividades do antigo mecanismo para o novo, permitindo continuidade em um modelo atualizado. No Brasil, há 95 solicitações de transição, além de mais uma em andamento, o que representa 6,3% do total global de 1.507 pedidos. Como Autoridade Nacional Designada (AND) para o Artigo 6, cabe ao MMA, em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), submeter à UNFCCC os formulários de transição dos projetos aprovados.

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Panorama brasileiro

Mais de 90% dos projetos brasileiros em transição estão nos setores de energia (60%) e gestão de resíduos (33%), além de iniciativas nos setores industrial e florestal. As atividades refletem a diversidade de tecnologias aplicadas em cada área. Apenas no setor de energia, por exemplo, há 33 projetos de geração hidrelétrica com potencial de reduzir até 66 milhões de toneladas de CO₂ e ao longo de seus ciclos de vida, conforme estimativa retirada dos documentos de projeto.

“A decisão que permitiu a transição de projetos e programas do MDL estabeleceu regras e procedimentos, com etapas e prazos para que projetos sejam autorizados a transitar para o novo mecanismo estabelecido pelo Acordo de Paris. Nesse sentido, a aprovação da transição não é um evento único, mas um processo sucessório e gradual que autoriza projetos existentes sob o Protocolo de Quioto a continuarem operando e gerando créditos no âmbito do novo arcabouço do Acordo de Paris”, explicou a diretora do Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+ do MMA, Beatriz Soares.

Procedimento para aprovação dos pedidos

O fluxo de aprovação foi estabelecido pela Portaria GM/MMA nº 1.479, de 10 de outubro de 2025, e está estruturado em três fases:

Fase 1 – Consulta às partes interessadas

Será realizada em duas frentes:

  • Consulta ampla via formulário, já disponibilizado pelo MMA, em que qualquer pessoa interessada pode enviar manifestações, contribuições, apontamentos e comentários sobre os projetos.
  • Envio de ofício às secretarias estaduais de Meio ambiente e ao Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), além dos ministérios tematicamente afeitos à análise dos pedidos de transição: de Minas e Energia; das Cidades; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, bem como outras secretarias e órgãos vinculados ao MMA.
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O prazo para essa fase foi prorrogado até 31 de janeiro de 2026.

Fase 2 – Análise técnica e decisão

O MMA poderá solicitar informações adicionais aos participantes. A decisão será publicada no site do ministério, cabendo recurso em até 10 dias corridos após a publicação.

Fase 3 – Comunicação à UNFCCC

A decisão final da AND será enviada à UNFCCC e publicada no site do MMA. Não haverá comunicação individual para os desenvolvedores. 

O MMA reforça que a aprovação pela AND não garante a transição, uma vez que a decisão final é da UNFCCC. Além disso, a provação pela AND não garante a emissão automática de A6.4ERs (créditos gerados pelo PACM) e a emissão de A6.4ERs não implica automaticamente aprovação como ITMOs (créditos passíveis de transferência internacional).

Desenvolvedores de um dos 96 projetos em transição que tiverem dúvidas podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] e assistir à sessão informativa promovida pelo MMA.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

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Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

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Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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