Saúde

Encontros Estaduais de Saúde reúnem lideranças na Bahia para debater fortalecimento do SUS

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Salvador sediou, nesta terça-feira (18), a etapa Bahia dos Encontros Estaduais de Saúde, iniciativa que mobiliza gestores, trabalhadores, conselheiros e movimentos sociais em torno do tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. A atividade reuniu diferentes atores do Sistema Único de Saúde (SUS) para discutir caminhos voltados ao fortalecimento das políticas públicas de saúde no país.

Durante o evento, a chefe de gabinete do ministro da Saúde, Eliane Aparecida da Cruz, ressaltou que os encontros são espaços estratégicos para a construção coletiva de soluções. “Esses encontros são fundamentais para que a gente dispute não apenas quais são os nossos próximos passos, mas também as soluções que queremos para o SUS. É um processo permanente de diálogo e construção coletiva”, afirmou.

Já o presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA), Marcos Gêmeos, enfatizou o papel estratégico da iniciativa na preparação para a próxima Conferência Nacional de Saúde. “Esta é uma etapa preparatória para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para julho de 2027, após a realização das conferências municipais. Esses encontros mostram que não existe SUS sem participação social, nem política pública efetiva sem o envolvimento da população”, destacou.

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Participando de forma virtual, a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, reforçou a importância da mobilização social em todo o país. “Esses encontros marcam o início de uma grande mobilização nacional. É fundamental que todos se envolvam — não apenas quem atua diretamente na saúde, mas também movimentos sociais diversos. A defesa do SUS é uma luta coletiva, que exige participação ampla da sociedade”, afirmou.

Ela também relacionou a iniciativa às agendas estratégicas da saúde pública. “Precisamos debater um SUS forte, com financiamento adequado, garantia de acesso, especialmente às especialidades, e fortalecimento dos conselhos locais de saúde. Esses encontros dialogam com o Dia Mundial da Saúde e com a necessidade de ampliar o debate nos territórios”, acrescentou.

Durante as mesas dialogadas, Eliane Aparecida fez referência aos 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em março de 1986. “É muito significativo estarmos aqui, quatro décadas depois. Somos fruto das sementes plantadas por quem construiu esse processo. Seguimos porque não desistimos do SUS e da democracia”, disse.

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A chefe de gabinete também chamou atenção para o papel central das mulheres no SUS. “A maioria das pessoas que utilizam o SUS são mulheres, e mais de 90% da força de trabalho na saúde também é feminina. São elas que sustentam o sistema no dia a dia, muitas vezes enfrentando condições adversas e situações de violência no ambiente de trabalho”, destacou.

Eliane mencionou ainda o Fórum de Mulheres na Saúde, realizado na véspera do encontro, como parte da estratégia de fortalecimento dessa agenda. “Estamos estruturando espaços de organização e defesa da saúde das mulheres em todo o país”, acrescentou.

O encontro foi encerrado após diálogo com a plenária, consolidando contribuições e encaminhamentos construídos coletivamente. A etapa Bahia integra uma agenda nacional que busca fortalecer o SUS por meio do debate democrático, da escuta social e da construção compartilhada de soluções para os desafios da saúde pública no Brasil. 

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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