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Entenda como o glifosato age nas plantas daninhas e por que seu uso requer conhecimento técnico

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O uso de herbicidas no campo exige compreensão técnica sobre o modo de ação de cada produto e seus efeitos sobre as plantas ao longo do tempo. Segundo Walisson Cardoso, operador de máquinas agrícolas, o glifosato é muitas vezes interpretado de forma limitada, embora seu funcionamento alcance uma ampla gama de espécies vegetais.

Diferente do que muitos acreditam, o glifosato não atua apenas sobre plantas de folhas largas. Ele é classificado como herbicida sistêmico e não seletivo, o que significa que tem efeito tanto sobre gramíneas quanto sobre dicotiledôneas. Após a aplicação, o produto é absorvido pelas folhas através da cutícula e transportado pelo floema, alcançando diferentes partes da planta.

Como o glifosato interfere no metabolismo das plantas

O princípio ativo do glifosato atua bloqueando a enzima EPSPS (5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase), essencial para a síntese de aminoácidos que sustentam o crescimento vegetal. Quando essa enzima é inibida, o metabolismo da planta é comprometido, levando à paralisação do crescimento e, posteriormente, à morte gradual.

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Esse processo explica por que o controle das plantas daninhas não é imediato — o efeito depende do estágio de desenvolvimento da planta e das condições ambientais. O desempenho do herbicida tende a ser mais eficiente quando as plantas estão em crescimento ativo, o que favorece a translocação interna do produto.

Aplicações em culturas como a cana-de-açúcar

Em cultivos como a cana-de-açúcar, o manejo do glifosato requer atenção especial. A aplicação dirigida é uma estratégia importante para aumentar a eficiência no controle das plantas daninhas e, ao mesmo tempo, evitar danos à cultura principal. Esse cuidado é essencial para garantir resultados consistentes e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Conhecimento técnico é essencial para o uso responsável do herbicida

Compreender o modo de ação do glifosato é fundamental para evitar falhas de controle, reduzir riscos de fitotoxicidade e promover um manejo mais eficiente e sustentável. Assim, o trabalho no campo vai além da operação de máquinas: exige conhecimento aplicado e decisões técnicas precisas no uso de defensivos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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