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Erva-mate se consolida como cultura estratégica no interior do Paraná

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O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), destacou a relevância econômica e cultural da erva-mate no estado. Embora represente apenas 0,67% do Valor Bruto da Produção (VBP) estadual, a cultura exerce papel estratégico em municípios produtores tradicionais.

Contribuição ao VBP e destaques regionais

Em 2024, a erva-mate gerou aproximadamente R$ 1,2 bilhão para a agricultura paranaense. No recorte regional, sua importância se intensifica: nas cinco maiores cidades produtoras, a cultura corresponde, em média, a 17% do VBP agrícola. Essa representatividade evidencia o peso da erva-mate na economia local, apesar de sua participação reduzida no cenário estadual.

Municípios líderes na produção
  • Cruz Machado: principal município produtor, onde a erva-mate é responsável por 25% do VBP agrícola, sendo o produto mais relevante economicamente.
  • São Mateus do Sul: ocupa a segunda posição, com 17,9% do VBP, atrás apenas da soja.

Bituruna: também em segundo lugar, com 17,8% do VBP, ficando atrás do pinus em tora destinado à laminadora.

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Papel cultural e identidade regional

Além do valor econômico, a erva-mate possui grande importância cultural e histórica, sendo um elemento central na tradição e na identidade produtiva de diversas regiões do interior paranaense. A cultura sustenta não apenas a economia, mas também práticas sociais e culturais que marcam a região há décadas. (Deral/Seab

Perspectivas e relevância futura

O boletim do Deral evidencia que, apesar de menor participação no VBP estadual, a erva-mate permanece essencial para o desenvolvimento econômico local e a preservação da identidade agrícola regional. A continuidade da produção sustentável pode fortalecer ainda mais a cultura e garantir estabilidade econômica para os municípios produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil avança na OMC em negociações sanitárias para abertura de mercados

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O Brasil obteve avanços nas negociações sanitárias e fitossanitárias para a abertura e ampliação de mercados durante a 95ª reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada entre os dias 22 e 26 de junho, em Genebra, na Suíça. A atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) incluiu 17 reuniões bilaterais com países estratégicos para o agronegócio brasileiro, contribuindo para destravar negociações, atualizar certificados sanitários e fortalecer o comércio internacional de produtos agropecuários.

A delegação brasileira foi composta pela adida agrícola do Brasil junto à OMC, Andréa Moura; pelo coordenador de Temas Multilaterais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, César Vandesteen; pelo auditor fiscal federal agropecuário Bernardo Todeschini; e pelos diplomatas do MRE que atuam na OMC, Diego Fernandes Alfieri e Paulo Henrique Moraes Tapajós.

No âmbito do Comitê SPS, o Brasil tratou diretamente com parceiros comerciais de temas que impactam o acesso de produtos agropecuários aos mercados internacionais. As reuniões bilaterais tiveram como foco o avanço de negociações sanitárias pendentes, a ampliação de mercados, a atualização de certificados sanitários internacionais e a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.

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Entre os principais resultados, a Ucrânia sinalizou a possibilidade de realizar, ainda em setembro deste ano, uma auditoria no sistema brasileiro de inspeção. A medida representa uma etapa importante para a retomada das exportações brasileiras de carne suína ao país europeu, suspensas desde 2018.

Também houve avanços nas tratativas com o Canadá, que confirmou a realização de uma auditoria no início de outubro para o reconhecimento da regionalização brasileira para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A iniciativa permitirá dar continuidade às negociações para a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais aplicáveis às exportações brasileiras de carne de aves, processo conduzido pelo Brasil desde 2023.

Ao longo da semana, também foram discutidas 13 Preocupações Comerciais Específicas (PCEs), instrumento utilizado pelos membros da OMC para buscar esclarecimentos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar o comércio internacional. Aproximadamente metade das PCEs é solucionada em até dois anos. Por privilegiar o diálogo técnico entre os países-membros, o mecanismo consolidou-se como uma importante ferramenta para prevenir disputas comerciais, apoiar a abertura de mercados e defender os interesses do agronegócio brasileiro.

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Sobre o Comitê SPS

O Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) é o principal foro internacional para discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que afetam o comércio de produtos agropecuários. Seu objetivo é assegurar que as medidas adotadas para proteger a saúde humana, animal e vegetal sejam fundamentadas em critérios científicos e não constituam barreiras injustificadas ao comércio internacional.

O Brasil mantém atuação ativa no Comitê SPS e atualmente é o segundo país que mais apresenta notificações ao colegiado, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa atuação contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica das regras aplicadas ao comércio internacional de produtos agropecuários.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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