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Escassez de Eucalipto Preocupa o Setor Madeireiro em Erechim

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Indústrias ampliam produção própria e reduzem espaço para pequenos produtores

O mercado de madeira de eucalipto na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim passa por um momento desafiador. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela entidade, grandes indústrias — especialmente dos setores de biodiesel e frigoríficos — estão investindo em áreas próprias para cultivo de eucalipto, reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Essa mudança tem impactado diretamente os produtores familiares, que historicamente forneciam lenha para o setor e agora enfrentam menor demanda.

Cultura do eucalipto segue importante, mas expansão está estagnada

Mesmo diante das dificuldades, a Emater/RS-Ascar ressalta que o cultivo de eucalipto ainda tem importância econômica regional e continua sendo fonte de renda para diversos agricultores familiares.

No entanto, o relatório destaca que a expansão das plantações está paralisada, o que acende um alerta para possível escassez de madeira no futuro. O cenário preocupa técnicos e produtores, que veem a falta de novos investimentos como um risco à sustentabilidade da atividade.

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Mercado de toras mantém movimentação e atua como reserva de valor

Apesar do desaquecimento em algumas frentes, o mercado de madeira em tora continua ativo na região. Conforme o levantamento, a demanda vem sendo sustentada por serrarias locais e por produtores que mantêm áreas florestais como forma de investimento.

Esses proprietários aguardam melhores condições de preço para comercializar a madeira, o que mantém certa estabilidade no segmento, mesmo em um contexto de menor dinamismo geral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

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A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

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A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

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A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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