Mato Grosso

Escola de Governo oferece educação financeira para servidores públicos estaduais; 13 turmas já se formaram

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A Escola de Governo de Mato Grosso ofertou, nos últimos três anos, aproximadamente 2.300 vagas em cursos de educação financeira voltados para a gestão das finanças pessoais. Nesse período, já foram formadas 13 turmas se somados cursos presenciais, on-line e palestras. A Escola de Governo é regida pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT).

A educação financeira oportuniza o conhecimento para organizar ganhos e gastos, evitar preocupações desnecessárias e tomar decisões que tragam mais tranquilidade para a vida das pessoas. Novas oportunidades estão previstas para o segundo semestre.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, destacou a importância da educação financeira e como o governo tem colaborado para isso no Poder Executivo Estadual. “A Escola de Governo atinge positivamente os servidores públicos, ofertando capacitações em diversas áreas e a gestão de finanças pessoais é uma delas”, exemplificou o secretário.

A experiência da servidora Regina Bastos exemplifica o impacto das capacitações na organização financeira. Após participar de uma das edições do curso, ela reduziu o uso de cartões de crédito e passou a registrar semanalmente seus saldos e gastos, além de também fazer investimentos.

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“Participar dessa capacitação me despertou a vontade de investir, pesquisar sobre o assunto. Atualmente, faço investimentos no Tesouro Direto, pois considero importante termos uma reserva de emergência e podemos começar a investir com menos de 100 reais”, disse a servidora pública.

Segundo a secretária adjunta da Escola de Governo, Marioneide Kliemaschewsk, a formação aborda planejamento orçamentário, controle de gastos e opções de investimento. O curso é pensado para orientar os servidores nas escolhas possíveis em relação ao seu planejamento orçamentário e financeiro, estimulando-os a construir sua liquidez”, explicou a adjunta.

É importante ressaltar ainda que o economista e facilitador Anderson Nunes reforça que a capacitação não se limita a quem enfrenta dívidas, pelo contrário. “Para os que não possuem dívidas, a formação terá igual relevância, disponibilizando orientações para a organização das finanças e para a concretização de aplicações, priorizando a diversificação e a proteção do capital”, finaliza o facilitador.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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