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Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso celebra hoje 39 anos de história

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) completa nesta quinta-feira (13 de junho) 39 anos de criação, ou seja, quase quatro décadas de história cumprindo a valorosa missão de promover e efetivar a capacitação de magistrados e magistradas mato-grossenses, sempre com o foco no aprimoramento da prestação de serviços ao cidadão.
 
Foi no dia 13 de junho de 1.985 que o então presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Ernani Vieira de Souza, apresentou a Resolução n. 10/85 a seus pares do Tribunal Pleno, a qual criava a Esmagis-MT. Participaram da sessão ordinária, realizada nesse mesmo dia, os desembargadores Ernani Vieira de Souza, Mauro José Pereira, Atahide Monteiro da Silva, Carlos Avalone, José Vidal, Benedito Pereira do Nascimento, Odiles Freitas Souza, Shelma Lombardi de Kato, Licínio Carpinelli Stefani e Onésimo Nunes Rocha.
 
A normativa regulamentou questões como realização dos cursos, os quais deveriam ser ministrados em convênio com a Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam), os objetivos das capacitações, período de cada diretoria, certificação, dentre outras ações ali esclarecidas.
 
A instalação efetiva ocorreu em setembro de 1985, com a sede oficial da Esmagis-MT estruturada dentro do Tribunal de Justiça, formada por uma secretaria e uma sala de aula, especialmente organizada para receber cerca de 40 alunos. Na ocasião, foi designada a servidora Odilza Freitas para secretariar a estrutura.
 
O desembargador João Antônio Neto foi o primeiro diretor da instituição de ensino. Dentre os primeiros alunos estão a desembargadora Clarice Claudino da Silva, atual presidente do TJMT, e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, atual diretora-geral da Esmagis-MT.
 
Dentre os professores precursores, constam nomes como o desembargador Licínio Stefani, o desembargador Mauro José Pereira e o próprio desembargador João Antônio Neto.
 
Em 1.999, por meio da Resolução n. 03/1999, o Tribunal Pleno transferiu a administração da escola para a Amam, com todos os ônus e responsabilidades à entidade de classe. Desde o início de suas atividades, até o ano de 2005, foram realizados cursos preparatórios destinados a operadores de Direito interessados no ingresso na magistratura, em convênio com a Associação.
 
Somente em 2006 a Esmagis tornou-se órgão integrante do Poder Judiciário de Mato Grosso, nos termos da Lei Complementar 256, de 29 de novembro de 2006. Essa medida atendeu ao pedido do atual vice-diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, ao presidente à época, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, para que a escola fosse agregada ao quadro de órgãos do TJMT.
 
Tempo depois, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou aos tribunais estaduais que ofertassem curso de formação inicial e capacitação continuada aos magistrados, Mato Grosso já estava devidamente preparado.
 
Diretoria – O desembargador Márcio Vidal foi o primeiro diretor da escola já institucionalizada. Desde então, já dirigiram a Esmagis-MT os desembargadores Rui Ramos Ribeiro, Paulo da Cunha, Marilsen Andrade Addario, Serly Marcondes Alves, Maria Erotides Kneip, Marcos Machado e Helena Maria Bezerra Ramos, atualmente na função de diretora-geral para o biênio 2023/2024.
 
“São 39 anos de contribuição para a prestação jurisdicional de qualidade, de excelência para o cidadão. Porque aqui nós capacitamos novos juízes e fornecemos capacitação continuada aos demais magistrados que atuam na Justiça Estadual. Nós trazemos professores de renome, ensinamos técnicas de como fazer audiências, de como julgar, de como pensar como cidadão. Então, a Esmagis está de parabéns pelo seu aniversário! Também parabenizo todos os diretores anteriores que aqui passaram e deram importância a esta escola”, afirma a desembargadora Helena Ramos.
 
“Esta escola hoje está consolidada, é uma escola de excelência, é uma escola de governo. Espero que todos os magistrados e magistradas continuem valorizando e dando continuidade a este trabalho, melhorando a qualidade da prestação jurisdicional em nosso Estado”, acrescenta.
 
Já o vice-diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, ressalta que é nítido que a Escola busca, num processo contínuo, a profissionalização acadêmica, que objetiva a formação e o aperfeiçoamento da magistratura, que traduzirá um trabalho da jurisdição mais retilíneo com a realidade da sociedade.
 
“Isso é uma tarefa de todos os diretores das administrações que passaram e a cada dia que se passa, cada ano, com cada gestão, cada biênio, você percebe nitidamente essa vontade, esse entusiasmo, realmente um desejo da magistratura de buscar o seu aperfeiçoamento. Não é uma vez só que você faz um curso e já é suficiente. É necessário que todo decorrer da sua profissão, magistratura, você esteja aberto a novas ideias, a novos temas, para que continuemos sendo relevantes para a sociedade”, pontua.
 
Segundo o juiz coordenador de atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, ao longo dos 39 anos, a Escola já ofereceu diversas pós-graduações, MBA e inclusive terminou recentemente uma turma do programa de mestrado. “Tudo isso para proporcionar aos juízes e juízas de Direito uma alta performance no julgamento, na prolação de sentenças e decisões”, enfatiza.
 
Por fim, a presidente do TMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destaca que a escola é fonte de conhecimento para o Judiciário. “Eu sou extremamente grata. Eu quero também expressar a minha gratidão a todos que dirigiram e que dirigem essa escola. Sejam todos, pois, envolvidos nesse nosso sentimento de gratidão por esses 39 anos de história. Muito obrigada.”
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Imagem colorida do prédio onde está instalada a sede da Esmagis-MT, vista de longe. É uma estrutura branca, em formato arredondado, rodeada de vegetação. Imagem 2: imagem colorida da desembargadora Helena Maria. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, que usa óculos de grau. Está sorrindo e veste um blazer preto. Imagem 2: imagem colorida do desembargador Márcio Vidal. É um homem branco, de cabelos e barba grisalhos, que usa camisa e terno azul. Imagem 3: imagem colorida do juiz Antônio Veloso. Ele é um homem de pele morena, cabelo e barba grisalhos. Veste camisa branca e terno preto. Imagem 4: imagem colorida da desembargadora Clarice Claudino. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros, elá está em pé, ladeada pelas bandeiras do Poder Judiciarío, do Brasil e do Estado de Mato Grosso.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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