Tribunal de Justiça de MT

Escola Superior da Magistratura é homenageada com Medalha de Mérito Proerd

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Nessa quarta-feira (1º de agosto), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) foi homenageada pela Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) com a Medalha de Mérito Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). A condecoração foi entregue à diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, e ao assessor de Pesquisa e Produção Científica da Esmagis-MT, servidor Mario Junio Vaz.
 
Segundo a PMMT, a honraria é concedida a personalidades como forma de homenagem e reconhecimento em razão de mérito pessoal, bons serviços prestados ao Proerd ou em virtude dos serviços dignos de destaque na formação e capacitação dos instrutores do programa. Na oportunidade, foram celebrados os 24 anos de existência do Proerd. A iniciativa da Polícia Militar consiste em visitas a escolas públicas e privadas com o intuito de sensibilizar crianças e adolescentes sobre os riscos do uso das drogas.
 
“Eu fico agradecida por ter recebido essa medalha, essa certificação de agradecimento, que o Proerd está nos fazendo. A Esmagis tem uma parceria com a escola da PM, e já fizemos vários cursos juntos e um deles foi com os professores do Proerd. Por isso estou aqui hoje, o Poder Judiciário está aqui hoje representado pela Esmagis”, assinala a desembargadora Helena Ramos. “O Proerd é um projeto muito importante. É um projeto social muito relevante porque a Polícia vai até a escola, até os bairros, a comunidade carente, as crianças, e fala sobre drogas, como evitá-las. Então, é um projeto que deve ser apoiado por todos, inclusive pelo Poder Judiciário”, afirma a magistrada.
 
“Nós vamos sempre apoiar essas parcerias, principalmente se elas forem sociais, porque temos que evitar o ingresso de novas ações, não só julgá-las. Quanto mais a gente conseguir evitar um crime, o uso de drogas, mais conseguiremos diminuir o número de processos em trâmite. Então, para o Judiciário, isso é muito importante também”, complementa Helena Ramos.
 
Já o servidor Mario Vaz enfatiza que a Escola Superior da Magistratura tem sempre a visão de apoiar todo e qualquer curso realizado pelos parceiros da Escola. “A Polícia Militar, com o Proerd, é um dos parceiros da Esmagis e, com isso, nós fazemos o melhor para que venhamos a proporcionar ao magistrado e parceiros a capacitação necessária para que venham a servir a sociedade da melhor forma possível. Nós e a equipe da Escola da Magistratura temos todo esse carinho e essa desenvoltura para prestar esse serviço e fazer com que não só a sociedade, como também o próprio Tribunal de Justiça, venham a ter o seu objetivo realizado e concluído com as capacitações realizadas pela Escola.”
 
De acordo com o tenente-coronel Darwin Salgado Germano, coordenador estadual do Proerd, a solenidade dessa quinta-feira representa uma oportunidade ímpar que o Proerd tem de reconhecer os parceiros que têm contribuído de forma ímpar para o crescimento do programa. “O Proerd tem trabalhado para alcançar um número cada vez maior de pessoas com o intuito de fazer com que esses jovens, essas crianças e os próprios adultos possam fazer escolhas seguras e saudáveis. Graças a esses parceiros, nós temos conseguido esse êxito. Temos que enaltecer a presença do Judiciário aqui nessa data, porque esse parceiro tem sido essencial na execução dos nossos trabalhos”, ressalta.
 
Segundo ele, o Proerd hoje está presente em 70 municípios do Estado. “Formamos atualmente 30 mil pessoas por ano, entre crianças, adolescentes e adultos, além de termos um atendimento médio de 262 mil pessoas, que são atendidas todos os anos. Já ao final desses 24 anos, somamos mais de 4,7 milhões de atendimentos realizados. O maior sucesso que nós apontamos quando indicamos a eficácia do programa é que conseguimos reduzir em média 82% das ocorrências realizadas nas escolas e no seu entorno. Isso mostra que as pessoas têm vestido a camisa e têm feito escolhas seguras e saudáveis.”
 
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Esmagis, é um grande parceiro da Polícia Militar, em especial do Proerd, com a disponibilização de ambiente físico e da parceria em cursos desenvolvidos, que permitem a capacitação de policiais militares, inclusive instrutores do programa. “Eles são os responsáveis por adentrar as salas de aulas das escolas públicas e particulares, trabalhando com crianças e adolescentes, com esse tato para que ensinem as crianças a se afastarem das drogas, principalmente dizendo não para esse mal, que é o mal do século, que são as drogas no ambiente familiar, no ambiente escolar.”
 
“Então, a desembargadora Helena Ramos tem o nosso reconhecimento, a nossa gratidão, o nosso abraço. À desembargadora presidente, senhora Clarice Claudino, nosso respeito profundo a todos os membros do Poder Judiciário, servidores e magistrados”, complementa.
 
A solenidade foi realizada no fim da tarde dessa quinta-feira (1º de agosto), no Auditório do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Fotografia colorida onde aparecem três pessoas. À esquerda, o servidor Mario Vaz. Ele é um homem de pele morena escura, que usa óculos de grau, terno cinza e camisa branca. Ao centro, o coronel Alexandre Mendes. Ele é um homem de pele morena, que usa a farda da PM em tons de azul. À direita, a desembargadora Helena Maria. Ela é uma mulher de pele branca, cabelos pretos presos, que usa um vestido branco. Imagem 2: fotografia lateral tirada quando o coronel Alexandre Mendes cumprimenta a desembargadora Helena Ramos. Ele segura a medalha a ser outorgada com a mão esquerda. Imagem 3: Fotografia colorida onde aparecem os dois homenageados e, ao centro, o tenente-coronel Darwin Salgado Germano. Ele é um homem negro, que usa farda. Todos sorriem para a foto.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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