Mato Grosso

Escolas públicas e privadas de Mato Grosso têm novo prazo para corrigir dados do Censo Escolar 2026

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As escolas públicas e privadas de Mato Grosso já podem retificar os dados referentes ao rendimento escolar e à movimentação dos estudantes no sistema do Censo Escolar. A atualização das informações ocorre por meio do Educacenso, ferramenta oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O período de retificação, previsto inicialmente para encerrar no dia 14 de abril de 2026, foi prorrogado e seguirá até o dia 20 de abril de 2026. A ampliação do prazo garante mais tempo para que os gestores escolares e equipes técnicas realizem a conferência detalhada das informações e façam eventuais correções.

De acordo com o coordenador estadual do Censo Escolar em Mato Grosso, Rodrigo Jacob, a etapa é fundamental para assegurar a qualidade dos dados. “Esse é um momento decisivo para que as escolas revisem todas as informações lançadas, corrijam inconsistências e garantam que os dados reflitam a realidade dos estudantes. A precisão dessas informações impacta diretamente o planejamento educacional”, destacou.

A chamada “situação do aluno” reúne dados como aprovação, reprovação, abandono, transferências e demais movimentações escolares. Essas informações são essenciais para a consolidação das estatísticas educacionais do país e servem de base para a formulação de políticas públicas.

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Além disso, os dados declarados no sistema têm impacto direto na distribuição de recursos financeiros para a educação, reforçando a importância de que sejam preenchidos com exatidão e no prazo estabelecido.

Por fim, Rodrigo lembra que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reforça o compromisso das unidades escolares com o processo e orienta que todas as instituições realizem a conferência minuciosa dos dados. “A medida é considerada estratégica para fortalecer a gestão educacional e garantir maior eficiência nas ações voltadas ao ensino no estado”, conclui.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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