Educação

Escuta sobre formação continuada tem 207,2 mil respostas

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A Escuta Nacional sobre Formação Continuada, promovida pelo Ministério da Educação (MEC), já conta com a participação de 167.940 professores(as) e 39.319 diretores(as) escolares. Ao todo, foram recebidas 207.200 contribuições por meio do questionário on-line, que pode ser respondido até o dia 29 de maio. O objetivo é subsidiar a criação da Política Nacional de Formação Continuada dos Profissionais da Educação Básica Pública. 

A pesquisa mapeará o que os profissionais pensam sobre a formação continuada e identificará quais são as principais demandas formativas e suas preferências. Disponível no portal do MEC, o formulário pode ser respondido por professores e diretores escolares da educação básica. A participação dos docentes é fundamental para garantir a efetividade da política. 

A formação continuada é uma importante etapa do processo de criação da identidade e do desenvolvimento profissional, contribuindo para a melhoria do ambiente escolar e para a promoção da qualidade educacional. É um processo multidimensional e proporciona aos profissionais da educação acesso a novos conhecimentos, metodologias e reflexões sobre as suas práticas, impactando diretamente a maneira como aprendem, atuam, desenvolvem e constroem sua identidade profissional. 

Além disso, envolve dimensões organizacionais relevantes, como os processos decisórios, os mecanismos de acreditação e o financiamento, bem como a gestão do tempo e dos espaços dedicados à formação.  

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Ela se materializa por meio de práticas formativas como cursos, oficinas, seminários, grupos de estudo, com durações e periodicidades diversas, podendo ocorrer nas modalidades a distância (assíncrona e/ou síncrona) e presencial, com formadores da própria rede ou de universidades e instituições parceiras.  

Nesse sentido, o engajamento das redes de ensino no levantamento do MEC tem papel estratégico para a qualificação da escuta e para a consolidação de uma base consistente de informações. A participação dos educadores contribui para ampliar a representatividade dos dados e fortalecer a capacidade de formulação de políticas públicas alinhadas às dinâmicas e necessidades dos territórios e das escolas. 

Contexto – Em pesquisa recente, demandada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada entre janeiro de 2024 e maio de 2025, foram obtidos dados relativos a temas e metodologias de formação continuada ofertados por 23 estados, incluídos os conteúdos, os espaços, a duração, os responsáveis pela formação e as práticas formativas. Adicionalmente, foram investigados os princípios orientadores da formação, a oferta para diferentes etapas do ciclo profissional e os mecanismos de acompanhamento e avaliação utilizados.  

Embora os dados apontem para algumas tendências, o MEC quer ouvir os professores e os diretores escolares para assegurar que possam atuar como elementos estruturantes da nova política. A escuta qualificada, que tem como base as necessidades formativas oriundas do chão das escolas, permite valorizar os saberes dos sujeitos e fomentar o protagonismo profissional. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC anuncia medidas e novo prédio para pesquisas afetadas por incêndio na UFPE

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nesta quinta-feira, 8 de setembro, para acompanhar a situação após o incêndio que atingiu um prédio da instituição na noite de quarta-feira (7). Durante a agenda, o ministro vistoriou as instalações atingidas e se reuniu com o reitor da universidade, Alfredo Gomes, e representantes da Polícia Federal. 

Ao chegar à universidade, o ministro Barchini destacou a importância das pesquisas afetadas, além de ressaltar que o MEC está acompanhando a situação de perto e anunciar medidas para apoiar a universidade na recuperação da estrutura e na continuidade das atividades de pesquisa. 

“Presto minha solidariedade à comunidade acadêmica da universidade, em especial aos professores, cientistas e estudantes, que faziam suas pesquisas aqui no prédio, e a toda a comunidade da acadêmica. Tudo aquilo que for necessário, nós faremos para que os prejuízos sejam os mínimos possíveis, principalmente o prejuízo na pesquisa e no bem-estar dos estudantes”, afirmou. 

Nova estrutura – Entre as medidas anunciadas, está a construção de um novo prédio para receber os laboratórios atingidos. A nova estrutura terá cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do prédio atingido. A previsão é que a obra tenha início após a conclusão da perícia e das investigações sobre o incêndio. O projeto executivo já está disponível e o valor estimado para a construção é de R$ 28 milhões. 

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O MEC também realizará a recomposição dos equipamentos dos laboratórios atingidos, em articulação com outros ministérios que mantinham pesquisas e atividades no espaço. A medida busca contribuir para a retomada das atividades científicas desenvolvidas pela universidade. 

Apoio aos pesquisadores – O Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), também anunciou medidas para evitar prejuízos à formação de estudantes e pesquisadores vinculados às atividades afetadas pelo incêndio. 

As bolsas de pesquisadores cujos projetos foram interrompidos em razão do ocorrido serão prorrogadas pelo período necessário à continuidade dos trabalhos. Estudantes de doutorado e mestrado poderão dar continuidade às pesquisas em instituições estrangeiras e nacionais, em parceria com a UFPE. 

A UFPE informou que cerca de 200 dissertações estão em desenvolvimento nos laboratórios atingidos e que trabalha para evitar a interrupção dessas pesquisas. A universidade também disponibilizou serviços de apoio psicológico e outras estruturas de assistência a estudantes e pesquisadores afetados. 

Investigação – A apuração das circunstâncias do incêndio está em andamento. A Polícia Federal instaurou inquérito e iniciou os trabalhos de investigação e perícia ainda nesta quinta-feira (8). Equipes realizaram um primeiro levantamento no local com o uso de equipamentos, como robô e drone, uma vez que as condições estruturais do prédio ainda não permitem a entrada dos peritos. 

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Segundo a Polícia Federal, o Instituto Nacional de Criminalística (INC) também foi acionado para reforçar a equipe responsável pela perícia. A investigação busca identificar a origem do fogo e reconstruir a dinâmica do incêndio. 

O incêndio ocorreu no Campus Recife, na Cidade Universitária, e atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), uma estrutura de 2.967 metros quadrados e três pisos. No local, funcionavam laboratórios de diferentes áreas, como fármacos, genética, informática e inovação terapêutica, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (Nupit). Durante a pandemia de Covid-19, o núcleo realizou exames para mais de 130 municípios. 

A UFPE está realizando o levantamento da situação e dos danos causados, com avaliação dos impactos sobre equipamentos, materiais, dados e pesquisas desenvolvidas nos laboratórios. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da UFPE 

Fonte: Ministério da Educação

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