Economia

Espaço ligado ao CBA integra moda, inovação e bioeconomia em Manaus

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Transformar a biodiversidade amazônica em negócios de moda sustentável é o objetivo do HUB Amazon Poranga Fashion, inaugurado na semana passada no espaço de inovação do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) – instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A iniciativa amplia a integração entre economia criativa, inovação e bioeconomia, consolidando o posicionamento institucional do Centro como plataforma estratégica de conexão entre ciência, tecnologia e mercado.

Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), Julia Cruz, a criação deste espaço representa um passo decisivo para dar protagonismo à biodiversidade amazônica.

“É um passo estratégico para transformar a biodiversidade amazônica em negócios sustentáveis, conectando inovação, criatividade, mercado e posicionando a Região Norte como protagonista na nova economia verde.”

A instalação é resultado direto da política de inovação implementada por meio do CBA Open, com um ambiente permanente de articulação entre startups, indústrias, projetos criativos e pesquisas aplicadas. A iniciativa tem apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), responsável pelo financiamento do Espaço CBA de Inovação, além da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

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Segundo o diretor de operações do CBA, Caio Perecin, o espaço representa a materialização de uma estratégia institucional voltada à geração de negócios sustentáveis na Amazônia.

“O CBA de Inovação conecta competências técnicas, pesquisa aplicada e iniciativas com potencial real de geração de negócios sustentáveis”, afirma Caio Perecin, diretor de operações do CBA. “A chegada do Amazon Poranga Fashion demonstra que o modelo está funcionando. O CBA poderá colaborar com tecnologias, pesquisas em corantes naturais, estudos com curauá — que já está inserido na moda autoral — e outros biomateriais presentes na economia criativa. Assim, cumprimos nossa missão de gerar renda e melhorar a qualidade de vida de quem trabalha com a biodiversidade na Amazônia”.

Mostra e exposição

Durante a inauguração do HUB, no sábado passado (28/2), aconteceu a I Mostra de Economia Criativa do CBA, envolvendo artesãos e criadores de moda autoral.

“A gente tá muito feliz de poder acompanhar tudo isso que tá acontecendo pois sabemos que esse espaço vai nos ajudar muito na divulgação e na comercialização do nosso artesanato”, afirma Moy Saterê, da Associação de Mulheres e Artesãs Sateré-Mawé.

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Inaugurada também durante a programação, a exposição “Corpo-Território: Amazônia Veste o Futuro”, que propõe uma reflexão sobre identidade, território e contemporaneidade a partir da moda produzida na Amazônia, conectando saberes tradicionais, design e tecnologia, segue aberta até o dia 5 de março (exceto sábado e domingo), no CBA, com acesso gratuito ao público geral mediante cadastro na portaria.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Presidente sanciona o Redata, que estimula Datacenters e desenvolvimento tecnológico no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15/9) a lei do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que estimula investimentos centros de dados e cria estímulos para o desenvolvimento de cadeias tecnológicas na indústria 4.0 no Brasil, além de garantir soberania digital em áreas como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factories e Internet das Coisas.

O Redata vincula incentivos a contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento que promovam o adensamento das cadeias produtivas digitais no Brasil, instituindo percentuais mínimos de destinação dos serviços para o mercado interno. A lei estimula ainda a desconcentração regional, reduzindo contrapartidas para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As empresas beneficiárias do Redata também deverão cumprir critérios de eficiência hídrica, garantindo baixo consumo de água; e de sustentabilidade, como uso de energia fontes renováveis ou de baixa emissão, cujos parâmetros serão definidos em regulamentação.

Os incentivos garantem isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), importados ou produzidos no Brasil, destinados à implantação, modernização e ampliação de Datacenters.

Equipamentos sem produção nacional equivalente ficam isentos também de imposto de importação. Decreto presidencial assinado na mesma cerimônia traz uma série de regulamentações ao programa, entre elas a que define os itens que poderão ser importados a alíquota zero por cinco anos.

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Contrapartidas

Em contrapartida aos incentivos do Redata, as empresas terão de aportar 2% do valor dos produtos adquiridos (no mercado interno ou importados) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados a programas prioritários de apoio ao desenvolvimento e adensamento industrial da cadeia produtiva de economia digital. O escopo desses programas será definido por regulamento próprio.

As empresas beneficiadas pelo Redata também terão que disponibilizar para o mercado nacional no mínimo 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados. Esse volume poderá ser vendido no mercado privado ou cedido sem ônus a ICTs ou ao poder público para o desenvolvimento de políticas no setor.

No caso de empreendimentos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a política prevê a redução de 20% dessas duas obrigatoriedades.

Em caso de descumprimento das obrigações previstas em lei, a empresa perderá os benefícios e terá de recolher os tributos com multa e juros, além de ser impedida de retornar ao regime por dois anos.

Cenário atual

Diagnóstico do Ministério da Fazenda aponta elevada dependência nacional em relação a serviços digitais prestados no exterior, atingindo atualmente cerca de 60% das cargas digitais brasileiras.

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A situação implica riscos à soberania nacional, limita o desempenho operacional das aplicações digitais e acarreta déficits na balança comercial do setor. O déficit do setor de elétricos e eletrônicos na balança foi de US$ 40 bilhões em 2024; e de US$ 7,1 bi no setor de serviços, sendo a maior parte relacionada ao processamento e armazenagem de dados.

A implementação da política leva em conta ainda as vantagens comparativas do Brasil para atração de Datacenter, como energia renovável a preços competitivos e infraestrutura de comunicações adequada para o tráfego internacional de dados por meio de cabos submarinos em operação.

Apesar desse potencial, o Brasil possui uma participação pequena no mercado mundial de Datacenters, ocupando a 10ª participação relativa, atrás de países como Japão e Holanda.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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