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Especialista alerta para os riscos da deterioração fiscal e seus impactos na economia brasileira

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Durante palestra na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada na Embrapa, em Capão do Leão, o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antonio da Luz, fez um alerta sobre os perigos da deterioração fiscal e as consequências do endividamento crescente do país.

Segundo o especialista, o cenário preocupa especialmente em um ano eleitoral, com aumento expressivo das despesas públicas e reflexos diretos sobre juros, inflação e carga tributária.

Expansão do gasto público pressiona as contas do governo

Antonio da Luz destacou que um dos principais fatores que comprometem o equilíbrio fiscal é o avanço acelerado dos gastos primários. A PEC da Transição foi o ponto de partida dessa expansão, ao autorizar um acréscimo de R$ 145 bilhões no teto de gastos para 2023, além de permitir despesas fora desse limite — o que marcou o fim da política de contenção fiscal adotada nos anos anteriores.

De acordo com o economista, as despesas do Governo Central cresceram 7,6% acima da inflação em 2023, excluindo o pagamento extraordinário de precatórios — o maior aumento real desde 2009. “Esse movimento não foi pontual, mas o início de um novo ciclo de crescimento contínuo das despesas públicas”, observou.

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Resultados fiscais dependem de manobras contábeis

O especialista ressaltou que o cumprimento da meta fiscal de 2025 se deu mais por ajustes contábeis do que por gestão efetiva das contas públicas. Segundo ele, o governo excluiu R$ 48,7 bilhões em despesas do cálculo oficial, sendo R$ 41,15 bilhões em precatórios, R$ 2,83 bilhões em ressarcimentos a aposentados e pensionistas e R$ 2,5 bilhões destinados a projetos de defesa nacional.

“Embora o governo cumpra formalmente as regras fiscais, a trajetória real das contas públicas permanece frágil, sustentada por exceções e medidas temporárias”, destacou Antonio da Luz.

Endividamento crescente aumenta riscos econômicos

A evolução da dívida pública, de acordo com o economista, eleva o prêmio de risco do país e impacta diretamente o custo do crédito. “Com uma dívida alta, o Estado perde capacidade de resposta em futuras crises, e o resultado imediato é o aumento dos juros e a redução do investimento privado”, explicou.

Ele destacou ainda que há um descompasso estrutural entre despesas permanentes e receitas temporárias. “A ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família, é permanente, mas as fontes de financiamento são, em grande parte, provisórias”, afirmou.

Necessidade de ajuste fiscal e reflexos no agronegócio

Antonio da Luz alertou para a existência de um “buraco fiscal futuro”, que, segundo ele, precisará ser coberto por aumento de tributos ou por ajuste de gastos, medidas que o atual regime fiscal não favorece. “Quanto maior a dívida, maiores os juros e a inflação. O governo tenta equilibrar as contas com elevação da carga tributária”, avaliou.

O economista também chamou atenção para os impactos sobre o agronegócio, que já sente os efeitos do cenário macroeconômico. A inadimplência do setor subiu para 6,5%, patamar considerado elevado. “Os recursos disponíveis estão concentrados na agricultura familiar, enquanto o crédito para os demais produtores se retrai. Com juros altos, torna-se inviável investir e produzir”, pontuou.

Em tom de alerta, concluiu: “Cuidem dos seus negócios e não contem com o governo. Essa é a realidade do momento”.

Evento reforça importância do debate econômico

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é organizada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), com correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O evento reuniu autoridades, produtores e especialistas para discutir o cenário econômico e os desafios da produção de grãos no país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vale dos Vinhedos leva pauta de infraestrutura à bancada gaúcha em Brasília e defende investimentos de R$ 27,5 milhões

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O Vale dos Vinhedos esteve no centro das discussões da bancada gaúcha em Brasília nesta semana, em uma mobilização liderada pela Aprovale para defender um conjunto de obras estruturantes voltadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.

O projeto “Qualificação Regional: Vale dos Vinhedos, RS” foi protocolado em 11 de maio junto à Bancada Gaúcha e prevê investimentos estimados em R$ 27,542 milhões em obras viárias, mobilidade e ampliação de conexões estratégicas dentro do território.

Aprovale articula agenda com parlamentares em Brasília

A comitiva foi liderada pelo presidente da Aprovale, André Larentis, e pelo diretor de infraestrutura, Marcos Giordani, que cumpriram agendas com deputados federais e senadores gaúchos.

Também participaram das reuniões o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, o deputado estadual Guilherme Pasin e o vereador Volnei Cristofoli. As tratativas incluíram encontros nos gabinetes parlamentares e uma apresentação oficial no Palácio das Comissões, nos dias 25 e 26.

Projeto prevê obras estratégicas de mobilidade na Serra Gaúcha

O plano apresentado contempla intervenções em trechos estratégicos das Linhas 6 da Leopoldina, 15 e 40 da Graciema, além de vias em São José de Costa Real e Santa Lúcia.

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Também está prevista a ampliação de três quilômetros da ciclovia recentemente inaugurada na região, considerada fundamental para a integração entre turismo, mobilidade ativa e segurança viária.

Segundo a Aprovale, as obras têm impacto direto na ligação entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, fortalecendo rotas turísticas e acessos essenciais em situações emergenciais, especialmente diante de eventos climáticos extremos recentes no Rio Grande do Sul.

Enoturismo impulsiona economia e demanda infraestrutura

O Vale dos Vinhedos é reconhecido como a primeira Indicação Geográfica e Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, além de ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

O território recebe mais de 500 mil visitantes por ano e reúne mais de 160 empresas ligadas ao enoturismo, incluindo vinícolas, hotéis, restaurantes, serviços e agroindústrias, formando uma cadeia econômica diversificada e altamente integrada.

A região foi apresentada em Brasília como o principal destino de enoturismo do país, com forte impacto econômico na Serra Gaúcha e papel relevante no turismo nacional.

Setor registra crescimento e reforça potencial do enoturismo

Durante a apresentação, a Aprovale destacou indicadores recentes que reforçam o avanço do setor. Em 2025, o enoturismo no Rio Grande do Sul registrou crescimento de 57,8% na comercialização de experiências, enquanto o consumo de vinhos no Brasil avançou 41,9%, em contraste com a retração observada em outros mercados globais.

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Os dados foram utilizados para reforçar a necessidade de investimentos estruturais que acompanhem a expansão da atividade turística e produtiva na região.

Infraestrutura é tratada como pauta estratégica para o futuro do território

Para a entidade, as intervenções propostas vão além da mobilidade turística e se consolidam como uma pauta de desenvolvimento regional, com impacto direto na segurança, economia e permanência das famílias no campo.

“Investir na infraestrutura do Vale dos Vinhedos é proteger pessoas, fortalecer o turismo brasileiro e preparar a região para o futuro climático e econômico do Rio Grande do Sul”, destacou Marcos Giordani durante a apresentação aos parlamentares.

A Aprovale reforça que o objetivo do projeto é garantir continuidade ao crescimento sustentável do território, ampliando sua competitividade como destino turístico e sua relevância econômica para a Serra Gaúcha e para o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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