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Especialista defende soluções realistas e redução de danos na cadeia do tabaco no Sul do Brasil

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A Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco (Fentitabaco) realizou uma agenda institucional estratégica nesta quinta-feira (22), em Santa Cruz do Sul (RS), com o objetivo de aproximar formadores de opinião da realidade da cadeia produtiva do tabaco.

O encontro reuniu representantes da indústria, entidades de classe, produtores rurais e trabalhadores, com foco em fortalecer o diálogo e qualificar o debate público sobre a importância social e econômica do setor no Sul do país.

A visita, organizada pela Fentitabaco e sediada no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação (Stifa), contou com a participação da psicóloga e especialista em redução de danos, Mônica Gorgulho, convidada para conhecer de perto o funcionamento do setor.

Redução de danos e políticas mais realistas

Com mais de 30 anos de experiência em políticas públicas e saúde, Mônica Gorgulho ressaltou a importância de abordagens pragmáticas para lidar com o uso de substâncias psicoativas.

“O uso não se encerra por decreto. Por isso, a redução de danos é uma estratégia necessária e responsável”, afirmou.

A especialista também destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) precisa atualizar pontos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, documento que, desde 2005, já reconhecia a redução de danos como um instrumento possível para equilibrar regulação, saúde pública e evidências científicas.

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Valorização do diálogo e dos trabalhadores

O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, destacou que o principal objetivo da iniciativa é tornar o debate mais transparente e baseado em fatos.

“Mostrar a cadeia produtiva, as condições de trabalho e a organização do setor é fundamental para combater estigmas e qualificar o diálogo público”, afirmou.

Já o presidente do Stifa, Éder Rodrigues, reforçou a importância de valorizar os trabalhadores que atuam na base do processo produtivo.

“Os trabalhadores precisam ser vistos como parte da solução, com respeito, segurança e reconhecimento”, ressaltou.

A programação incluiu café com a imprensa, visitas a empresas compradoras, unidades de produção de sementes, fábricas processadoras e propriedades rurais de produtores integrados.

Presenças e articulação institucional

Entre os participantes da visita técnica estavam Eliana Stülp, assessora de comunicação do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco); Marcílio Dresch, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra); e Gilson Becker, presidente da Associação dos Produtores de Tabaco (Amprotabaco).

A agenda, coordenada pela Fentitabaco, também incluiu encontros na sede do Stifa e visitas técnicas à Universal Leaf, Profigen, Philip Morris e propriedades rurais da região.

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Setor estruturado e políticas baseadas em evidências

Durante a visita, Mônica Gorgulho destacou a necessidade de políticas públicas que combinem regulação e viabilidade econômica, evitando o avanço do mercado ilegal.

“Quando se aumenta a proibição, cresce o incentivo ao mercado irregular, que é sempre mais perigoso”, alertou.

A especialista afirmou ter se surpreendido com o nível de organização do setor fumageiro brasileiro:

“Eu não tinha dimensão da integração entre indústria, campo e trabalhadores, nem da complexidade envolvida em todo o processo produtivo”, observou.

Segundo ela, conhecer a realidade da produção ajuda a construir políticas mais equilibradas e eficazes.

“Nosso papel como profissionais da saúde é influenciar políticas públicas com criatividade e base técnica, buscando reduzir danos de forma concreta”, completou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

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Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

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Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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