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Estado investe em diagnóstico da cadeia de fertilizantes e mira protagonismo nacional

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O Governo de Mato Grosso firmou convênio com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Uniselva para a elaboração de um diagnóstico completo sobre a cadeia de fertilizantes no estado. O investimento é de R$ 614,8 mil, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com contrapartida técnica de R$ 47,7 mil da universidade, totalizando R$ 662,5 mil. A vigência do termo vai até setembro de 2026.

O estudo será conduzido por pesquisadores da UFMT e deve subsidiar a instalação de um Hub de Fertilizantes em Mato Grosso, vinculado ao Centro de Excelência Nacional em Fertilizantes, aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes (Conferte). A iniciativa insere o estado no esforço nacional para reduzir a dependência externa em um insumo vital para a agricultura.

A discussão sobre hubs de fertilizantes começou em 2022, após a publicação do Plano Nacional de Fertilizantes, em meio à crise de abastecimento provocada pela guerra da Ucrânia. O conflito expôs a vulnerabilidade brasileira: o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados do Ministério da Agricultura.

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Em 2024, o Brasil utilizou mais de 43 milhões de toneladas de fertilizantes, sendo o quarto maior consumidor global, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. A produção interna, porém, não passou de 6 milhões de toneladas, o que reforça a dependência de fornecedores externos como Rússia, Canadá e Marrocos.

Neste cenário, Mato Grosso ocupa papel central. O estado responde por mais de 30% da produção nacional de grãos e consome aproximadamente 25% dos fertilizantes usados no país. “A escolha é estratégica. Apesar do peso que temos no agronegócio, seguimos dependentes das importações. O hub vai nos permitir avançar não apenas em autonomia, mas também em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e uso de bioinsumos, alinhando competitividade e sustentabilidade”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

De acordo com a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, o projeto também projeta benefícios além do setor agrícola. “Trata-se de uma pesquisa de ponta, inovação tecnológica e formação de mão de obra altamente qualificada. Isso fortalece a universidade, atrai investimentos privados e cria novas oportunidades para a sociedade mato-grossense”, destacou.

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Além do diagnóstico econômico e logístico, o trabalho deve avaliar a adaptação tecnológica dos fertilizantes ao clima tropical e o desenvolvimento de soluções alternativas, como bioinsumos e remineralizadores. A agenda está em sintonia com políticas já em andamento no estado, como o Plano Estadual de Fertilizantes e a estratégia de Agricultura de Baixo Carbono (ABC+), conduzida pela Sedec em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Para especialistas, a criação do Hub de Fertilizantes em Mato Grosso pode ser um divisor de águas. A ideia é integrar pesquisa acadêmica, setor privado e governo para enfrentar gargalos logísticos, desenvolver alternativas de insumos e aumentar a competitividade do agronegócio. O diagnóstico que será elaborado até 2026 deve orientar investimentos públicos e privados, dando sustentação a uma política de longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno

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Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.

A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.

Manejo do solo começa meses antes da colheita

Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.

Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.

Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.

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A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.

Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo

O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.

“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.

Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema

Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.

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As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.

Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz

O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.

Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.

Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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