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Estado supera metas previstas e alcança 109% de execução no 2º semestre de 2025

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A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária realizou, nesta quinta-feira (14), audiência pública para apresentação das metas físicas do segundo semestre de 2025 das entidades da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo de Mato Grosso.

Durante a manhã, oito órgãos estaduais prestaram contas das ações prioritárias executadas no período. As apresentações foram organizadas pela Planejamento e Governo Digital da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). De acordo com secretário-adjunto de Sandro Brandão, a pasta atua como área central de planejamento do estado, responsável por coordenar metodologias, ferramentas e procedimentos utilizados na execução das políticas públicas.

Segundo ele, as ações são desenvolvidas pelas áreas finalísticas do governo, enquanto a Seplag também possui metas próprias de gestão. O secretário explicou ainda que os resultados apresentados em audiência pública são monitorados por meio de um painel disponível no site da secretaria, permitindo à população acompanhar o desempenho das metas físicas do segundo semestre de 2025.

De acordo com Sandro Brandão, o Governo de Mato Grosso encerrou 2025 com média de 109% de execução das metas previstas, superando as expectativas estabelecidas no planejamento anual. Ele citou avanços em diversas áreas, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Na infraestrutura, o estado atingiu 100% da manutenção de manta asfáltica e executou mais de 500 quilômetros de novo asfalto. Já na saúde, houve ampliação de procedimentos e aumento no controle de doadores de órgãos e na regulação de média e alta complexidade. Na segurança pública, o programa Vigia Mais MT ampliou o número de câmeras instaladas além do previsto, fortalecendo o monitoramento e a segurança no estado.

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O secretário-adjunto executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alex Sandro Antônio Marega, afirmou que a pasta tem ampliado os investimentos em tecnologia para fortalecer as ações de fiscalização ambiental em Mato Grosso. Segundo ele, a secretaria conta atualmente com uma das plataformas de detecção de desmatamento e incêndios mais modernas do país, permitindo identificar irregularidades ainda no início da ocorrência.

“A gente consegue detectar o desmatamento no início, o que facilita muito a fiscalização. Conseguimos ir a campo e pegar em flagrante as pessoas cometendo crime e, com isso, fazer apreensões em tempo real. Isso faz com que o governo otimize os recursos”, destacou Marega.

De acordo com o secretário-adjunto, a eficiência dos serviços prestados pela Sema aumentou significativamente nos últimos dez anos, mesmo sem ampliação do quadro de servidores e com orçamento praticamente estável desde 2019. Ele ressaltou que a modernização dos sistemas permitiu avanços em áreas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerado por ele o mais eficiente do Brasil. “Antes do CAR Digital tínhamos apenas 12 mil cadastros validados e hoje temos 40 mil”, afirmou. Marega também destacou a agilidade do licenciamento ambiental em Mato Grosso, que, segundo ele, possui atualmente um dos menores prazos de análise do país, podendo ser concluído em até dois dias.

O gestor governamental da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Nelson Correa Viana, afirmou que Mato Grosso tem se destacado pela gestão eficiente dos recursos públicos, citando o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) como um dos exemplos desse desempenho.

Apesar do cenário positivo atual, ele alertou para a necessidade de cautela diante dos impactos futuros da reforma tributária, que deverá provocar redução na arrecadação estadual nos próximos anos, com maior concentração de recursos no governo federal antes do repasse aos estados. Segundo Viana, os anos de 2033 e 2035 serão decisivos para avaliar os efeitos das mudanças no modelo de arrecadação.

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A chefe do núcleo de gestão estratégica para resultados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Claudete de Souza Maria, afirmou que em 2025 o Estado ampliou o número de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), comparado os anos de 2019 e 2025. Segundo ela, houve mais que o dobro do número de leitos de UTIs.

“Antes tínhamos em torno de 300 leitos e em 2025 esse número saltou para quase 650 leitos. Mas a grande questão dos leitos das UTIs é necessário de uma estrutura que vai além de equipamentos e de hospitalar. Você vai precisar de pessoal qualificado. A grande dificuldade para as regiões mais distantes é o de criar os próprios leitos. Não é por falta de prioridade da secretaria, mas da viabilidade da falta de pessoal, principalmente do médico intensivista. Esse é o grande gargalo para ampliação de leitos no estado”, explicou Souza Maria.

As secretarias e orgãos do governo que demostraram os relatórios das ações prioritárias em audiência pública foram: SEMA, Seplag, Sefaz, MTI – Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), MT–PAR e Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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