Cerca de 2.500 estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio matriculados em 11 Escolas da Rede Estadual de Ensino serão o público-alvo do projeto FloreSer, junção das palavras Flor + Ser, do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), com apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). A Escola Estadual Padre João Panarotto, no bairro CPA IV, será a primeira unidade a receber as rodas de conversas, nessa sexta-feira (29.8).
Segundo o MPE, o projeto se destaca como uma estratégia educativa para combater a violência contra mulheres e meninas, atuando de forma preventiva na rede estadual de ensino. O foco do projeto está na prevenção à violência de gênero entre jovens em idade escolar. Objetivo é promover relações afetivas saudáveis, igualitárias e livres de qualquer forma de violência.
“A proposta é atuar junto aos jovens para que desenvolvam uma mentalidade diferente desde cedo e, assim, possamos, no futuro, contribuir para a redução dos índices de violência contra as mulheres”, disse a promotora da 15ª Promotoria de Justiça, Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra.
As atividades serão desenvolvidas pela equipe multiprofissional do Espaço Caliandra, composta por psicóloga, assistente social e jurídica, apoio e colaboração de outros profissionais do Ministério Público e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
“Todos os dados sobre violência de gênero evidenciam a necessidade de uma atuação coletiva e preventiva, da infância à adolescência, sobretudo no período escolar, fomentando relações saudáveis”, avalia o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Ele reforça que a escola é um espaço estratégico não apenas para transmitir conhecimento, mas também para formar cidadãos conscientes, capazes de respeitar as diferenças e construir vínculos baseados na empatia e no diálogo.
“Isso significa investir em práticas pedagógicas que abordem a equidade de gênero, a cultura de paz e a valorização da diversidade como elementos centrais do processo educativo”, completa Alan Porto.
O secretário ressalta ainda que a prevenção envolvendo toda a comunidade escolar como, professores, gestores, estudantes e as famílias, forma uma rede capaz de refletir e mudar padrões culturais que, muitas vezes, naturalizam a violência.
Nesse sentido, Patrícia Carvalho, do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, explica que a rede estadual já desenvolve atividades contínuas de sensibilização, rodas de conversa, projetos interdisciplinares e políticas institucionais claras de enfrentamento às desigualdades de gênero como ferramentas fundamentais.
Patrícia Carvalho, do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc
Ela enfatiza também que a infância e a adolescência são fases determinantes para a internalização de valores. “Por isso, o Núcleo de Mediação Escolar da Seduc estimula nos estudantes atitudes de respeito, cooperação e responsabilidade. Quanto mais cedo, maior será a chance de romper os ciclos de violência no futuro”.
Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MFB) validam o FloreSer. Os números mostram que adolescentes menores de 17 anos foram vítimas em quase 7% dos casos de violência doméstica registrados em 2023 e 2024, sendo que parte significativa dos agressores também eram adolescentes.
O projeto está fundamentado em três marcos legais: Lei Maria da Penha nº 11.340, que estabelece como dever do Poder Público desenvolver ações educativas, inclusive nas escolas, para prevenir e erradicar a violência doméstica e familiar; a Lei nº 14.164, que reforça a inclusão da prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica, e a Lei Henry Borel nº 14.344, que institui o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, na tarde deste domingo (3.5), o corpo de um homem que conduzia um veículo que caiu nas proximidades da Ponte do Bareta, no Rio das Mortes, em Primavera do Leste (a 234 km de Cuiabá).
As buscas foram realizadas pela equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) desde a última sexta-feira (1º.5), quando ocorreu o acidente. A operação foi considerada de alta complexidade, devido às condições do rio, o que exigiu precisão na definição das áreas de mergulho.
Com forte correnteza, grande quantidade de pedras no leito, presença de poços e à baixa previsibilidade do ponto de submersão, o Rio das Mortes impôs desafios às equipes. Durante os trabalhos, foram utilizados três aparelhos de respiração autônoma (ARs), duas embarcações, dois conjuntos de mergulho, além de equipamentos de salvamento aquático e um sonar.
Somente no domingo (3.5), os bombeiros localizaram o veículo e, em seu interior, estava o corpo da vítima. Após mergulho técnico, o corpo foi retirado e encaminhado para os procedimentos legais. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e esteve no local para as providências cabíveis.
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