Educação

Estudo aponta avanços e desafios no acesso a creches e pré-escolas

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O Ministério da Educação (MEC) apresentou na quarta-feira, 10 de dezembro, durante o Seminário Nacional Educação Infantil: Diagnóstico e Ações, os resultados do Retrato da Educação Infantil 2025, realizado em parceria com o Gaepe-Brasil. A pesquisa alcançou 100% dos municípios brasileiros e o Distrito Federal e revela avanços importantes na produção de dados para orientar o planejamento das redes. Os dados permitem que estados e municípios fortaleçam estratégias, aproximem políticas setoriais e desenvolvam instrumentos de gestão baseados em evidências.

Um dos destaques da edição deste ano é o aumento no número de municípios que registram a demanda por creche. Em 2025, 52,1% das redes (2.904 municípios) declararam possuir demanda não atendida, contra 44% no ano anterior. Entre os que conhecem o tamanho da fila, foram contabilizadas 826,3 mil solicitações, um aumento de 30,6%. O salto nas inscrições de bebês de 0 a 11 meses, que passaram de 123 mil para 238 mil, indica maior conscientização das famílias e avanço na identificação do direito à educação desde os primeiros anos de vida.

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A pesquisa também registrou que 77,8% dos municípios realizam ações de comunicação e mobilização para informar sobre o direito à creche, incluindo campanhas em escolas, visitação domiciliar e divulgação em redes sociais. Além disso, cresce o uso de protocolos formais de organização das listas: quase metade dos municípios que possuem lista de espera (48,4%) já contam com um sistema integrado de gestão.

Outro avanço importante aparece na articulação intersetorial. A identificação de crianças de 0 a 3 anos que não estão na escola nem na lista de espera é realizada por 64,3% dos municípios, e em mais de 80% deles esse trabalho ocorre em parceria com saúde e assistência social.

Na pré-escola, etapa obrigatória de 4 e 5 anos, a cobertura nacional segue em patamar elevado. De acordo com dados analisados pelo estudo, o país alcançou 94,6% de atendimento, com a maior parte das redes (83,2%) adotando ações para localizar crianças fora da escola e 91,4% realizando busca ativa com outras áreas da proteção social.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

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Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

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O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

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PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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