Educação

CNIJMA encerra com lançamento de gincana nacional

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A manhã desta sexta-feira, 10 de outubro, marcou o encerramento da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), realizada no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO). O evento, organizado pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) — integrado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) — reuniu cerca de 800 estudantes e educadores de todo o país. 

O último dia da conferência foi de celebração, integração e reafirmação de compromissos coletivos firmados ao longo da semana. A programação começou com a foto oficial das delegações ao lado da ministra do MMA, Marina Silva, e contou com a presença especial do Curupira, mascote da COP30, que trouxe alegria e simbolismo ao encontro, representando a proteção da floresta e o respeito à natureza. 

Em seguida, os delegados — crianças e adolescentes de 11 a 14 anos, matriculados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental — se reuniram na plenária final. Inspirado na pororoca, fenômeno que simboliza o encontro das águas, o encerramento reforçou a união de diferentes territórios, tradições e perspectivas em torno da educação ambiental e da justiça climática. 

Durante a plenária, foi lançada a Gincana Nacional Justiça Climática, que busca estimular a continuidade das ações da CNIJMA nas escolas, promovendo cooperação, protagonismo juvenil e reflexão sobre práticas sustentáveis. A proposta incentiva que as comunidades escolares mantenham a mobilização em torno de temas ambientais, transformando o aprendizado da conferência em ação permanente nos territórios. 

O momento também foi marcado pela leitura de uma carta das juventudes de comunidades tradicionais, entregue aos ministérios parceiros, reafirmando a diversidade e a força de suas vozes. Em seguida, adolescentes subiram ao palco para responder à pergunta: “O que vocês diriam aos dirigentes globais na COP30?”. As falas foram registradas por meio de facilitação gráfica, sintetizando as mensagens de esperança e engajamento das novas gerações. 

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Entre os resultados da conferência, os delegados destacaram propostas para fortalecer as Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vidas) e os Projetos de Ação nas escolas, reafirmando o compromisso coletivo de continuarem mobilizados após o evento. 

Visita cívica – No período da tarde, os participantes seguiram para uma visita cívica aos principais monumentos da capital federal. O percurso educativo incluiu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, a Catedral de Brasília e a Praça dos Três Poderes, proporcionando aos jovens uma imersão na história e nas instituições democráticas do país. A atividade encerrou a conferência reforçando o elo entre educação, cidadania e sustentabilidade. 

Etapa nacional – A etapa nacional da CNIJMA começou na segunda-feira (6), reunindo delegações dos 26 estados e do Distrito Federal em uma grande celebração da juventude e da sustentabilidade. O primeiro dia foi marcado pela cerimônia de abertura, com apresentações culturais e falas de autoridades do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destacando a importância da educação ambiental nas escolas. 

No segundo dia (7), os participantes se dividiram em oficinas temáticas inspiradas no conceito guarani de Arandu, que simboliza a sabedoria construída pela escuta e pela sensibilidade. As oficinas promoveram espaços de diálogo, experimentação e aprendizado coletivo. Nelas, os participantes vivenciaram experiências que unem ciência, arte, cultura e educação ambiental, discutindo temas como mudanças climáticas, protagonismo juvenil, combate à desinformação e sustentabilidade.    

Já na quarta-feira (8), a conferência contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, da ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, os estudantes entregaram aos chefes de Estado as primeiras versões da Carta Compromisso das Crianças e Jovens pelo Futuro do Planeta e da Carta Musical Raiz que Floresce, finalizadas no último dia da conferência. Os documentos foram elaborados pelos jovens e pelas crianças participantes e são inspirados na lenda guarani Terra sem Males, uma narrativa ancestral que expressa o desejo por uma sociedade mais justa, solidária e sustentável. 

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No penúltimo dia (9), os delegados viveram uma experiência prática com a gincana de desafios de emergências climáticas Moty’rõ. Distribuídos em sete bases temáticas, representando os biomas brasileiros e a zona costeira, os delegados enfrentaram situações inspiradas em emergências reais, como ondas de calor, queimadas, inundações e evacuações. As provas foram realizadas em diferentes espaços do local do evento: embaixo de árvores, próximo à lagoa e até na piscina, simulando ambientes que remetem aos ecossistemas brasileiros.   

Legado – Desde 2003, a CNIJMA envolveu mais de 20 milhões de pessoas. O programa tem valorizado a educação ambiental como política de Estado e promovido a inclusão de temas como mudanças climáticas e proteção da biodiversidade nos currículos escolares, conforme a Lei nº 14.926/2024. O processo fortalece o protagonismo infantojuvenil e conecta a educação básica às grandes agendas globais de meio ambiente e clima.     

Em 2025, a conferência teve como tema: “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática” e faz parte do movimento de preparação do país para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realiza em Belém (PA) em novembro. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Grupos do PET são orientados sobre uso de recursos

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Durante o webinário, realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) foram orientados sobre os pagamentos e o uso de recursos do programa. O encontro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Banco do Brasil (BB) e Comissão de Prestação de Contas do PET, apresentou as etapas de operacionalização e os procedimentos necessários ao sistema, a fim de ajudar as instituições de ensino superior, as pró-reitorias responsáveis pelo PET e os professores tutores quanto à correta utilização dos recursos. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube e contou com mais de 400 pessoas acompanhando ao vivo, somando os participantes da live e da plataforma de vídeo. A disponibilização na plataforma do YouTube permitirá que as orientações possam ser revistas pelas instituições, pelos tutores e pelos integrantes da comunidade PET sempre que necessário. 

“Essa gestão tem um profundo reconhecimento pelo PET e sabemos da importância que o programa tem para o processo de formação dos estudantes e de integração de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David. “Por conta disso, e respondendo a uma demanda antiga das instituições, nos esforçamos muito neste ano para adiantar o pagamento de custeio do programa, que será feito ainda neste mês, garantindo que as equipes tenham tempo hábil para executar efetivamente os recursos do programa”, anunciou. 

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O webinário contou com a participação dos coordenadores de grupos do PET de várias regiões do Brasil. Na ocasião, foi divulgado o calendário de homologação do custeio pelas instituições e abordados temas como o envio das informações ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); a disponibilização dos valores por meio do Cartão-Pesquisador; as regras para uso dos recursos; as principais vedações previstas na regulamentação; e os cuidados necessários para a futura prestação de contas. 

Durante o encontro, as equipes esclareceram dúvidas sobre a data real do crédito, comprovada por extrato bancário, que funciona como marco inicial para a utilização dos recursos. Para auxiliar os grupos, o MEC também criou um FAQ com respostas às dúvidas mais comuns sobre o custeio do PET.  

Orçamento – Para 2026, está prevista a distribuição de R$ 7,4 milhões em recursos de custeio a 881 grupos do PET em todo o país. A ação integra o esforço do MEC em garantir a liberação dos recursos ainda no primeiro semestre do ano, fortalecendo o planejamento para as ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos. 

O custeio deve ser aplicado integralmente nas atividades dos grupos PET, observadas as finalidades previstas na Resolução CD/FNDE nº 36/2013, que estabeleceu os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos aos respectivos professores tutores. A sua utilização só é permitida após a efetivação do crédito no Cartão-Pesquisador.  

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PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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