Educação

UFRN cria sistema para monitoramento neurológico pediátrico

Publicado

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), desenvolveu uma plataforma que utiliza internet das coisas e sistemas embarcados para monitorar funções neurológicas de bebês em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais. A tecnologia integra neuroimagem avançada e acompanhamento em vídeo em tempo real, permitindo detectar e tratar convulsões e outras anormalidades mesmo a distância. 

O professor Richardson Leão, do Instituto do Cérebro da UFRN, explica que o sistema pode apoiar profissionais de saúde em regiões com pouco acesso a especialistas em neurologia pediátrica. “Este equipamento aprimora a capacidade do profissional remoto para fornecer cuidados especializados e melhorar os resultados para neonatos, especialmente em áreas com acesso limitado a especialistas em neurologia pediátrica”, afirmou. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), condições neurológicas são a principal causa de doenças e incapacidades em todo o mundo. Recém-nascidos prematuros estão entre os mais vulneráveis a lesões cerebrais, que podem levar a deficiências cognitivas, motoras e sensoriais permanentes. No Brasil, ocorrem entre 15 e 20 mil casos anuais de encefalopatia hipóxico-isquêmica, o que reforça a importância de soluções acessíveis para diagnóstico e intervenção precoce. 

Leia mais:  Aumento para alimentação escolar chega a 55% com novo reajuste

Entre os diferenciais do protótipo, estão a possibilidade de registrar eletroencefalograma, movimentos atípicos, temperatura, frequências cardiorrespiratórias e oxigenação do sangue. O design foi pensado para reduzir fios e cabos, facilitando o contato materno durante o cuidado. “Uma das preocupações foi minimizar o efeito deletério de cabos no vínculo com a mãe, inclusive com conectores de engate rápido para que a amamentação seja possível”, destacou Leão. 

O pedido de patente da tecnologia foi realizado em fevereiro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), sob o nome “Sistema integrado para monitoramento neurológico neonatal”. A iniciativa conta com apoio da Agência de Inovação da UFRN (Agir) e reúne professores da Maternidade Escola Januário Cicco, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação, e parceiros da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). 

Para o pesquisador, o objetivo é ampliar o acesso ao cuidado neurológico neonatal. “Se esse acompanhamento for universalizado, como a oximetria ou o eletrocardiograma, vamos melhorar o prognóstico de milhares de bebês e até identificar relações com distúrbios como autismo e déficit de atenção”, concluiu. 

.
.
Leia mais:  Sancionados decretos que regulamentam o ECA Digital

Este conteúdo é uma produção da UFRN, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Jordânia é o 75º país a aderir ao Programa de Estudantes-Convênio

Publicado

O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quinta-feira, 16 de abril, a visita do embaixador da Jordânia no Brasil, Maen Masadeh em um encontro que formalizou a intenção do país em participar do Programa de Estudantes-Convênio (PEC) e expandir a parceria bilateral nas áreas de educação e no desenvolvimento científico com o Brasil. 

Com o pedido, a Jordânia passa a ser 75º país a aderir ao programa de intercâmbio, um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa e de apoio à internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. Agora, o MEC irá adequar seus sistemas para permitir o cadastro desses alunos. 

A medida aconteceu no âmbito do Acordo de Cooperação em Educação entre os dois países, vigente desde 2008, e possibilita o acesso de estudantes jordanianos às vagas gratuitas em cursos de graduação e pós-graduação brasileiros. 

O aumento do intercâmbio acadêmico entre os dois países poderá estimular novas parcerias entre universidades, a exemplo do Memorando de Entendimento existente entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Yarmouk University (YU), que prevê a mobilidade de estudantes e professores e a realização de projetos conjuntos. 

A representação jordaniana destacou ainda o interesse em promover iniciativas educacionais conjuntas nos temas de mudanças climáticas, ciências da saúde, inteligência artificial e agricultura para regiões áridas e semiáridas, nas quais o Brasil possui reconhecida expertise. 

Leia mais:  Sisu 2026 ofertará 2,1 mil vagas no Distrito Federal

Programa de Estudantes-Convênio – O programa, que completou 60 anos de sua modalidade para a graduação (PEC-G), também contempla alunos de pós-graduação (PEC-PG) e de português como língua estrangeira (PEC-PLE). A iniciativa facilita o acesso das instituições participantes a candidatos estrangeiros ao oferecer a rede de postos do MRE no exterior como ponto de divulgação, de contato e de coleta da documentação dos estudantes interessados. A Portaria Interministerial nº 7/2024 modernizou o programa, a fim de atrair mais estudantes estrangeiros para o Brasil. 

O programa teve quase 20 mil alunos beneficiados nos últimos 25 anos. Entre os ex-alunos de maior notoriedade, está o atual presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que estudou administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 1980. As inscrições para a edição de 2027 do PEC-G e do PEC-PLE, que selecionará até 1,4 mil candidatos, estão abertas até 9 de maio. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

Leia mais:  MEC apresentará orientações para o PNLD Ensino Médio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana