Educação

Estudo mostra como peixe chega à alimentação escolar

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O peixe que sustenta comunidades pesqueiras em todo o Brasil também tem chegado ao prato de milhões de estudantes da rede pública. Relatório do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) revela que o pescado oriundo da pesca artesanal já integra a alimentação escolar, com planejamento nutricional, preparo cotidiano pelas merendeiras e alinhamento à cultura alimentar de cada território.    

A pesquisa, realizada de forma on-line entre os dias 3 e 15 de novembro de 2025, reuniu respostas de 2.330 mil profissionais, entre eles nutricionistas responsáveis técnicos (RTs), merendeiras e merendeiros que atuam no Pnae, em diferentes regiões do país, e evidencia tanto pontos de convergência nas práticas do cotidiano escolar quanto diferenças importantes na leitura que os dois grupos fazem sobre a realidade das escolas.    

O levantamento, conduzido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), analisou a presença do pescado na alimentação escolar pública e identificou diferenças relevantes entre a percepção de nutricionistas RTs e merendeiras em relação à oferta, à aceitação pelos estudantes e aos principais desafios para a inclusão desse alimento no Pnae. Essa ação intersetorial está ligada ao Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo Decreto nº 11.626/2023, e em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional da Pesca Artesanal.    

Entre os resultados do levantamento, os dados mostram que ainda há espaço, possibilidades concretas e saborosas para ampliar a presença do pescado nas escolas públicas. Segundo os nutricionistas, 64% indicam que o alimento ainda não é servido nas unidades escolares sob sua responsabilidade. Entre as merendeiras, esse percentual é menor, de 46%, o que aponta oportunidades de expansão da oferta no âmbito do Pnae.   

O estudo integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal e à ampliação do consumo de pescado nas escolas públicas brasileiras, contribuindo para orientar políticas públicas e iniciativas de qualificação dos cardápios no Pnae. Neste sentido, a proposta de ações, fomento e estímulo governamental enfatiza o aumento e a ampliação da aquisição do pescado artesanal na compra pública nacional.    

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Espinhas, custo e hábito alimentar são principais barreiras – O relatório também identificou pontos que ajudam a orientar estratégias para ampliar a presença do pescado nos cardápios escolares. Entre as merendeiras, o cuidado com espinhas aparece como o eixo mais citado, mencionado por 54% das respondentes. Já entre nutricionistas, o custo do produto e a atenção com espinhas aparecem com igual destaque, ambos com 50%, indicando temas prioritários para o planejamento das ações de expansão da oferta.    

A falta de hábito alimentar também foi apontada por metade das merendeiras como um fator a ser trabalhado, ao lado de questões como disponibilidade de fornecedores locais, aceitação dos estudantes e necessidade de equipamentos adequados para o preparo.    

Outro fator analisado foi o suporte institucional recebido pelas equipes escolares. Proporcionalmente, 38% das merendeiras indicaram receber apoio técnico suficiente, enquanto entre nutricionistas esse percentual foi de 24%. A diferença pode estar relacionada à atuação direta das merendeiras nas unidades escolares e ao contato frequente com as equipes técnicas da rede, enquanto os nutricionistas responsáveis técnicos avaliam o suporte considerando também desafios estruturais mais amplos dos sistemas de ensino.   

Tilápia lidera entre espécies mais utilizadas – O estudo aponta resultados semelhantes entre nutricionistas e merendeiras quanto à escolha das espécies de pescado e às práticas de preparo nas cozinhas escolares. A tilápia aparece como a espécie predominante nos cardápios escolares, seguida por sardinha, atum e cação. Também há alinhamento entre prescrição técnica e execução nas cozinhas escolares, com predominância do uso de filé e preparo assado, considerados formatos mais adequados ao contexto da alimentação escolar.    

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Hambúrguer, almôndega, pão de peixe e outras preparações alternativas com pescado ainda são pouco frequentes nas escolas. Entre as merendeiras, 67% afirmaram não utilizar essas opções, enquanto entre nutricionistas o percentual chega a 56%. O dado indica necessidade de ampliação de capacitações e desenvolvimento de receituários adaptados à realidade das cozinhas escolares, especialmente para facilitar a aceitação pelos estudantes.  

Panorama regional da oferta de pescado – O levantamento apresenta os 12 estados com maior percentual de oferta regular de pescado e evidencia diferenças regionais na alimentação escolar. Essas variações estão diretamente relacionadas a fatores geográficos, culturais, produtivos e logísticos, que influenciam a inserção desse alimento nos cardápios do Pnae. Nos estados da Região Norte, como Acre (62,5%), Rondônia (60,5%) e Amapá (50%), os maiores percentuais estão associados à tradição ribeirinha e à ampla disponibilidade de pescado na alimentação cotidiana. Em Santa Catarina (45,7%), o desempenho está relacionado à presença de uma cadeia pesqueira artesanal estruturada.    

Já estados como Ceará (38,3%) e Rio de Janeiro (36,8%) apresentam índices intermediários, resultado da tradição litorânea, ainda que com desafios de distribuição para municípios do interior. Em São Paulo (31,4%), a heterogeneidade entre litoral e interior influencia a menor regularidade da oferta. Minas Gerais, com cerca de 18%, registra o menor percentual por ser um estado sem litoral e com menor tradição pesqueira.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Seminário discutirá papel do esporte na educação integral

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizará, na terça-feira, 30 de junho, o Seminário Esporte e Movimento: caminhos para a educação integral. O encontro ocorrerá às 10h (horário de Brasília), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube. A iniciativa tem o objetivo de promover o debate e lançar ações para o fortalecimento do papel do esporte educacional, da atividade física, do movimento e do lazer como dimensões fundamentais da formação integral dos estudantes brasileiros. 

O webinário integra as ações do programa Escola em Tempo Integral (ETI) e reunirá gestores públicos, pesquisadores, especialistas e representantes de instituições parceiras para debater estratégias e caminhos voltados à ampliação das oportunidades educativas nas escolas de tempo integral. 

A ação faz parte do conjunto de iniciativas desenvolvidas pela SEB para apoiar estados, municípios e escolas na implementação da educação integral em tempo integral. A proposta reconhece o esporte educacional como um importante instrumento para promover aprendizagem, saúde, convivência, participação social e desenvolvimento humano. 

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A agenda também contempla o desenvolvimento de estratégias de mapeamento sobre esporte, movimento e lazer nas redes públicas de ensino. Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da capacidade de planejamento das redes educacionais, a ampliação do conhecimento sobre experiências desenvolvidas em todo o país e a criação de instrumentos que apoiem a tomada de decisão de gestores e educadores. 

Outro eixo da iniciativa será a realização de estudos sobre futebol feminino na educação básica, com foco na ampliação das oportunidades de participação de meninas e jovens nas práticas esportivas. A proposta busca contribuir para a promoção da equidade de gênero e para o fortalecimento do esporte educacional como direito de todos os estudantes e dialoga com o contexto da Copa de Futebol Feminino de 2027. 

O webinário está sendo realizado em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que atuarão na produção de materiais pedagógicos, na oferta de formação continuada e na realização de pesquisas sobre o tema, para subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas educacionais. 

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Programação A programação do encontro contará com a cerimônia de abertura e o lançamento da agenda do Programa ETI: Formação, mapeamento, estudos e materiais de apoio às redes para fortalecer o esporte educacional na educação integral em tempo integral. Na sequência, serão realizadas três mesas de debate, com os seguintes temas: “O esporte como direito educativo: aprendizagem, equidade, saúde, convivência e desenvolvimento humano”; “Conhecer para avançar: dados, evidências e planejamento das ações de esporte, movimento e lazer na Educação Integral em Tempo Integral”; e Futebol feminino e equidade: ampliando oportunidades para meninas e jovens na Educação Integral em Tempo Integral”. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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