Educação

MEC certifica trabalhadores em projeto de reconhecimento de saberes

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira, 5 de maio, o lançamento de nova oferta de vagas voltada ao reconhecimento e à certificação de saberes profissionais adquiridos ao longo da experiência de trabalho. A iniciativa integra a Rede Nacional de Certificação Profissional (Rede Certifica) e busca valorizar trajetórias profissionais, ampliar oportunidades de qualificação e promover inclusão educacional e social de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do MEC. 

Organizado pelo Cetremec, em parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC e o Instituto Federal Catarinense (IFC), o processo é voltado especialmente a profissionais terceirizados da pasta que já atuam nas áreas contempladas e desejam obter reconhecimento formal de suas competências profissionais. A ação integra o Programa de Formação, Desenvolvimento e Valorização para a Cidadania (ProFormar). 

A primeira etapa da ação começou nesta terça (5) e segue até quinta-feira, 7 de maio, no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação (Cetremec), em Brasília (DF). Ao todo, são ofertadas 40 vagas distribuídas em duas habilitações profissionais: eletricista instalador predial de baixa tensão e mecânico de refrigeração e climatização residencial, ambas vinculadas ao eixo tecnológico de infraestrutura. 

Segundo o secretário substituto da Setec, Sérgio Pedini, a Rede Certifica é resultado de um processo de evolução das políticas de certificação profissional no país, ampliando o alcance das iniciativas de reconhecimento de saberes para diferentes níveis de formação. “Há muito tempo, foi criada essa ideia, que nasceu como uma iniciativa específica de qualificação profissional e, depois, evoluiu para a Rede Certifica, que envolve também cursos técnicos. Nós fizemos convite às instituições para que pudessem aderir à rede. O IFC acolheu a iniciativa e tem feito esse trabalho de certificação dos trabalhadores”, explicou. 

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Para a Subsecretaria de Gestão Administrativa do MEC, Jussara Cardoso, a iniciativa reforça o compromisso institucional com a valorização dos trabalhadores e com o reconhecimento de conhecimentos adquiridos ao longo da trajetória profissional. “Ao reconhecer os saberes construídos na prática profissional, o MEC reafirma que a experiência de trabalho também é uma forma legítima de aprendizagem. A certificação de saberes valoriza trajetórias construídas ao longo da vida e aproxima a educação e o mundo do trabalho, ampliando possibilidades concretas de qualificação, cidadania e inclusão para trabalhadoras e trabalhadores que atuam no Ministério”. 

A participação dos trabalhadores terceirizados marca o caráter inclusivo da iniciativa, ao aproximar políticas de educação profissional das pessoas que atuam diariamente na manutenção e no funcionamento dos espaços públicos. 

Para o trabalhador terceirizado do MEC, David Maxsuel, que pretende obter a certificação de mecânico de refrigeração e climatização residencial, a iniciativa representa uma oportunidade de transformar a experiência adquirida no trabalho em reconhecimento formal de suas competências profissionais. “É uma iniciativa muito importante, porque às vezes a gente não tem tempo hábil para fazer o curso, mas aprendemos no dia a dia o serviço. Essa oportunidade também ajuda a facilitar nossa ida e vinda nas oportunidades do mercado de trabalho”. 

Programação – No primeiro dia (5), foi realizada a abertura oficial do processo, seguida de um momento de sensibilização coletiva com os participantes. A atividade apresentou o funcionamento da certificação, as instituições envolvidas e os critérios de avaliação, além de orientar os trabalhadores sobre a elaboração do portfólio profissional e do memorial socioprofissional.  

Nos dias 6 e 7 de maio, os candidatos participarão das etapas de matrícula, entrevistas individuais e construção do portfólio profissional. Durante os atendimentos, serão registrados dados pessoais e profissionais, além da análise das experiências e competências adquiridas ao longo da trajetória de trabalho.  

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O processo também inclui a apresentação do memorial socioprofissional, documento que reúne evidências da experiência do trabalhador e reflexões sobre sua trajetória de vida e atuação profissional. 

Mais informações sobre o processo podem ser obtidas por meio do telefone (61) 9 9239-1467 e-mail [email protected]

Rede Certifica – A iniciativa integra a Rede Nacional de Certificação Profissional, conhecida como Rede Certifica, que oferta gratuitamente aos trabalhadores a possibilidade de participar de processos de certificação profissional com base em conhecimentos e habilidades adquiridos ao longo da vida laboral. 

A certificação permite que os trabalhadores concluam ou deem continuidade aos estudos, além de favorecer sua inserção, permanência ou progressão no mundo do trabalho. A partir do perfil dos participantes, as instituições integrantes da Rede Certifica também podem ofertar oportunidades educacionais, como cursos técnicos e formação integrada à educação básica e à educação de jovens e adultos (EJA). 

No MEC, a estrutura da Rede Certifica está fundamentada na Portaria MEC nº 902, de 9 de setembro de 2024, que instituiu a rede e definiu seus princípios, objetivos e as competências das instituições participantes. A normativa também estabelece as etapas obrigatórias do processo de certificação profissional, os tipos de certificação possíveis e os critérios para garantir transparência, qualidade e confiabilidade nas avaliações. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Cetremec

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC lança Guia de Recursos Educacionais Digitais

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O Ministério da Educação (MEC) lançou o Guia para Seleção e Adoção de Recursos Educacionais Digitais (REDs), publicação voltada a apoiar estados e municípios na escolha e implementação de plataformas, aplicativos e outras soluções digitais utilizadas na educação básica. O material foi apresentado em webinário no dia 25 de junho, durante transmissão no canal do MEC no YouTube. 

O guia é destinado a gestores estaduais e municipais de educação, equipes técnicas das secretarias, profissionais das áreas pedagógica e de tecnologia, gestores escolares, professores, além de parceiros institucionais e representantes da sociedade civil. 

Elaborado pela Secretaria de Educação Básica (SEB), em cooperação com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), o Instituto Alana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o guia oferece orientações para que gestores e equipes técnicas conduzam processos de seleção e adoção de recursos digitais de forma estruturada, pedagogicamente fundamentada e alinhada às normas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. 

Na abertura, a diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB, Anita Stefani, explicou que o lançamento do guia faz parte de um dos eixos que compõem a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). “A gente está falando de recursos educacionais digitais de qualidade que podem apoiar os processos pedagógicos e de gestão nas redes de ensino. O MEC, com o apoio do Centro de Inovação para Educação Brasileira, o Instituto Alana e a Unesco, preparou um guia para apoiar as redes. O documento é composto por orientações práticas para as redes planejarem, selecionarem, eventualmente contratarem, implementarem e monitorarem os recursos de uma forma estruturada e alinhada às necessidades de cada território”, informou. 

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O documento também reforça a importância de observar aspectos relacionados à privacidade, à proteção de dados, à adequação etária e ao cumprimento dos princípios de proteção integral previstos na legislação brasileira, incluindo as diretrizes do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). 

Programação O encontro apresentou a jornada proposta pelo guia para apoiar os processos de planejamento, implementação e monitoramento dos recursos adotados pelas redes de ensino. Outro destaque foi o referencial de seleção e avaliação dos REDs, instrumento que auxilia gestores na análise da consistência pedagógica, das condições de implementação, da segurança e da privacidade das soluções digitais. 

A programação apresentou, ainda, as principais etapas da jornada de seleção e adoção dos recursos educacionais digitais. Entre os temas abordados estiveram: desafios enfrentados pelas redes na adoção de tecnologias educacionais; marcos normativos que orientam a educação digital e midiática; diferentes formas de contratação e implementação dos recursos; equipes envolvidas no processo de seleção; os critérios para avaliação pedagógica, técnica e de proteção de dados; as orientações para monitoramento e acompanhamento dos recursos adotados. 

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Participaram do evento a coordenadora-geral de Educação Digital, Inovação e Conectividade do MEC, Ana Dal Fabbro; a pesquisadora e consultora da Unesco Flora Ariza; o colíder do eixo digital e especialista em educação digital no Instituto Alana, Rodrigo Nejm; a diretora-executiva do Cieb, Julia Sant’Anna; e a coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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