Mato Grosso

Estudo sobre perícia de acidente de trabalho é apresentado nos Estados Unidos

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Um trabalho de pesquisa científica com a participação da Politec foi apresentado no Workshop de Segurança Elétrica IEEE IAS 2026, realizado no Texas (Estados Unidos). O evento, um dos principais fóruns internacionais voltados à segurança com eletricidade, reuniu cerca de 600 congressistas de 14 países.

O trabalho teve a colaboração do Perito Oficial Criminal Newton Rodrigues do Nascimento, lotado na Gerência Regional da Politec de Juína.

Intitulado “Análise de Acidente Elétrico Fatal em Rede de Média Tensão: Estudo de Caso e Propostas de Prevenção , a pesquisa é fruto de uma cooperação interinstitucional entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) e o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP).

O estudo demonstrou como a ausência ou ineficácia de medidas preventivas em redes de média tensão pode resultar em acidentes fatais.

Ele analisou um acidente fatal envolvendo um trabalhador que trabalhava na expansão da rede de distribuição de média tensão em Mato Grosso. A vítima sofreu descarga elétrica após um caminhão guindaste que transportava um poste de concreto acidentalmente entrar em contato com uma linha energizada que ele manipulava. O trabalhador completou um circuito elétrico, permitindo que a corrente fluísse por seu corpo, resultando em morte imediata.

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A reconstrução forense e a modelagem computacional simplificada proporcionaram uma compreensão detalhada da sequência de eventos: contato acidental entre o poste içado e o condutor energizado, a subsequente formação de arcos elétricos em três pontos e o fluxo de corrente pelo corpo da vítima.

As análises resultaram em propostas de melhorias na avaliação preliminar de riscos e nos procedimentos de segurança visando prevenir acidentes semelhantes.

No Brasil, os dados indicam 670 a 00 mortes anuais por choque elétrico em ambientes ocupacionais, com um aumento de 44% em acidentes fatais em sistemas de distribuição entre 2013 e 2021.

A análise também revelou que os requisitos previstos nas normas técnicas de engenharia e de segurança do trabalho não foram atendidas adequadamente.

Dentre as falhas processuais, as mais críticas foram a ausência de verificação formal de tensão através do procedimento de três etapas; a falta de um estudo de energia incidente para apoiar a correta seleção de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva; deficiências no planejamento da documentação; e lacunas na formação, autorização e supervisão dos trabalhadores.

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Conforme conclui o estudo, a prevenção de acidentes semelhantes exige não apenas o cumprimento formal das normas, mas também uma mudança cultural que dê prioridade à segurança elétrica a todos os níveis organizacionais. “A disseminação de práticas seguras, fiscalização eficaz e programas de conscientização fortalecidos são essenciais para reduzir as fatalidades por choque elétrico no setor elétrico brasileiro”, cita trecho do trabalho.

O reconhecimento internacional deste estudo destaca a força da cooperação entre a Politec e a universidade. Na visão do perito e co-autor do trabalho, Newton Rodrigues, a divulgação científica desta pesquisa mostra que o laudo pericial não é apenas o fechamento de um caso, mas uma ferramenta poderosa de aprendizado técnico. “Levar a nossa experiência de campo para o mundo consolida o Brasil como referência no uso da evidência científica para o aprimoramento da segurança e prevenção de acidentes elétricos”, completou.

Newton Rodrigues é perito oficial criminal há cinco anos. Possui graduação em Matemática, Pós Graduação em Estratégias e Análises na Docência do Ensino Superior, Mestre em Ensino de Física.

O Workshop de Segurança Elétrica IEEE IAS 2026 foi promovido em março.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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