Educação

Evento discute democracia e participação social na EJA

Publicado

Dando sequência às atividades de formação de educadores pela superação do analfabetismo e qualificação na educação de jovens e adultos (EJA), o Ministério da Educação (MEC) realizou, na quinta-feira, 13 de novembro, mais uma edição do Diálogo Virtual do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA)Dessa vez, o tema debatido foi Democracia e Participação Socialcom uma aula ministrada pelo professor doutor em linguística pela Universidade de Brasília (UnB)Tiago de Aguiar Rodrigues. O evento foi transmitido nos canais de YouTube do MEC e da Cátedra da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de EJA 

Promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Cátedra Unesco de EJA, o evento integra as iniciativas de formação desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional para a docência na EJA (ProfEJA). Entre os temas debatidos nos encontros estão direitos humanos e arte e cultura na EJA.  

Leia mais:  Enamed: divulgadas avaliação dos cursos de medicina e medidas de supervisão

Na abertura, o coordenador da Cátedra Unesco de EJA e coordenador adjunto do Pacto EJA na UFPB, Timothy Denis Ireland, afirmou que o tema Democracia e participação social é extremamente importante, não só para o país, mas tambédentro da escola 

“Às vezes, achamos que aprendemos sobre democracia teoricamente na escola, conceitualmente, mas a democracia também se aprende praticando no espaço da escola, em casa, na sociedade. Na escola, são gestos pequenos que mostram a importância do ato democrático, como nós nos relacionamos com os professores, educandos e educadores. A escola é onde talvez tenhamos as nossas primeiras aulas de como nos comportamos como cidadãos. É um espaço extremamente importante para desenvolver a nossa cidadania”, apontou. 

Na aula, o professor Tiago Rodrigues destacou que o seu primeiro trabalho em escola pública foi dando aulas para turmas de EJA e que pôde aprender muito sobre democracia e participação popular para complementar sua formação acadêmica.  

Leia mais:  Governo cria mais de 6 mil cargos em instituições federais de ensino

Em sua explanação, Rodrigues abordou os seguintes aspectos: EJA como ato político e construção da cidadaniapráxis docente democrática; novas arenas de participação social; e sistematização e planejamento integrado 

Na base freiriana, a democracia é o ponto de partida. A democracia, segundo Paulo Freire, é onde a vida acontece por excelência. Nesse sentido, a democracia é uma forma de vida que se constrói e se reconstrói por meio da participação ativa, consciente e crítica de todos os cidadãos e cidadãs” concluiu 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

MEC Livros: como a tecnologia pode aproximar novos leitores

Publicado

Em meio às ruas históricas de Paraty (RJ), onde a literatura ocupa praças, casas, palcos e livrarias durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a tecnologia também encontra espaço para aproximar novos leitores dos livros. Em cinco pontos do evento, totens digitais permitem que o público conheça e acesse gratuitamente o acervo do MEC Livros, biblioteca digital do Ministério da Educação (MEC), que reúne mais de 25 mil obras nacionais e internacionais. 

A presença da plataforma na Flip dialoga com um dos debates que atravessam o universo da leitura na atualidade: como formar novos leitores em uma sociedade cada vez mais conectada. Em vez de substituir o livro físico, especialistas, escritores e profissionais do mercado editorial defendem que o ambiente digital pode funcionar como uma porta de entrada para o hábito da leitura, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens que já utilizam dispositivos eletrônicos em seu cotidiano. 

O MEC Livros oferece acesso público e gratuito a obras em domínio público e a títulos contemporâneos licenciados. O acervo é organizado a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística, contando com a participação de instituições parceiras do campo do livro, da leitura e da literatura. 

Para a gestora editorial da Editora Aleph, Luara França, a leitura digital amplia as possibilidades de acesso aos livros justamente por dialogar com os hábitos de uma geração que já nasceu conectada. Na avaliação dela, o ambiente digital não substitui o livro físico, mas amplia as formas de acesso à literatura e ajuda a construir o hábito da leitura. 

“Uma das coisas mais importantes da leitura digital é que a gente consegue incluir a leitura em um contexto no qual pessoas que não estão acostumadas com o livro físico já estão habituadas a viver. Elas podem viver no digital e, em alguns momentos, incluir a leitura. Eles começam lendo no digital, se apaixonam pela leitura, conseguem construir esse hábito e, depois, vão caminhando para novos livros e novas possibilidades. A gente vê que uma coisa não compete com a outra, pois é realmente uma ajuda”. 

Leia mais:  MEC realiza seminário sobre equidade étnico-racial na educação

Segundo a editora, a praticidade também faz diferença na rotina. Como a leitura digital acompanha o dispositivo que muitas pessoas já utilizam diariamente, é possível aproveitar pequenos intervalos do dia para ler, reduzindo barreiras e facilitando a criação de uma rotina de leitura, mesmo diante da disputa por atenção com jogos, séries e redes sociais. 

A discussão também passa pela forma como diferentes gerações se relacionam com a tecnologia. Para o escritor e criador de conteúdo Tiago Valente, autor de O Mistério do Biscoito de Gengibre, incentivar a leitura exige compreender primeiro a realidade vivida pelos jovens antes de apresentar caminhos para aproximá-los dos livros. 

“Eu acho que começa com escuta. Tem toda a questão das redes sociais, da tecnologia, e isso trouxe uma série de questões novas para a saúde mental e para as vivências desses jovens. A primeira coisa é entender o que eles estão vivendo, tentar equilibrar isso com um pouco do que a gente viveu na juventude também e ensinar um pouco da nossa experiência a partir disso”. 

Além da adaptação aos novos hábitos, a democratização do acesso aos livros também é apontada como um dos principais benefícios das bibliotecas digitais. Autor de obras voltadas ao público jovem, Felipe Castilho acredita que essas plataformas ampliaram o alcance da literatura e facilitaram a descoberta de novos autores. 

“Eu senti que teve uma aderência muito rápida quando plataformas de leitura começaram a ser divulgadas. É um outro jeito de as pessoas chegarem e terem essas descobertas por um catálogo digital, na palma da mão, onde elas precisarem. Não é todo jovem que vai conseguir comprar um livro, então é um jeito legal de conhecer autores, descobrir novas leituras e indicar livros para outras pessoas. Isso facilitou a conversa e aproximou muita gente da literatura”, pontuou Castilho. 

Leia mais:  Fies 2026: inscrições para o 2º semestre terminam sexta-feira (17)

A experiência também fortalece o papel das bibliotecas físicas, que continuam sendo espaços importantes de formação de leitores e de preservação dos acervos. Nesse cenário, as plataformas digitais passam a atuar de forma complementar, oferecendo novas possibilidades de acesso e ampliando o alcance das obras para diferentes públicos. 

Na 24ª edição da Flip, que reúne mais de 600 atividades espalhadas por Paraty até o dia 26 de julho, o debate sobre literatura, tecnologia e formação de leitores ganha espaço tanto nas mesas de discussão quanto na experiência do público. Seja em uma página impressa ou na tela de um celular, ampliar as possibilidades de acesso aos livros significa criar caminhos para fortalecer a leitura e aproximar mais pessoas da literatura. 

Passo a passo – A leitura das obras é realizada por meio do site ou do aplicativo do MEC Livros. Para isso, é necessário realizar o login com a conta do Gov.br, que pode ser criada via aplicativo ou site. No aplicativo, o usuário deve clicar no botão “Entrar com Gov.br”, e, se estiver no site, deve selecionar o botão “Criar conta Gov.br”. Em seguida, digitar seu CPF e seguir as orientações para criar a conta. 

Após logar, na primeira página do MEC Livros, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção “Mais informações” que possibilita a leitura do resumo sobre a obra. Após isso, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana