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Excedente Global e Demanda Fraca Derrubam Preços do Açúcar no Mercado e Bolsas Internacionais

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A Organização Internacional do Açúcar (ISO) reverteu sua previsão e agora aponta para um excedente global da commodity na safra 2025/26. Essa mudança, combinada com a baixa demanda no mercado doméstico de São Paulo, tem pressionado as cotações do açúcar tanto nas bolsas internacionais quanto no spot paulista.

Previsão de Excedente Global na Safra 2025/26 Pressiona Contratos Futuros

A semana começou com queda nos contratos futuros de açúcar nas principais bolsas internacionais, um reflexo direto da nova projeção da ISO. A entidade agora prevê um excedente mundial de 1,625 milhão de toneladas para o ciclo 2025/26.

  • Reversão de Cenário: A nova estimativa contrasta significativamente com a safra anterior (2024/25), que registrou um déficit de 2,916 milhões de toneladas. A própria ISO, em agosto, havia projetado um déficit menor (231 mil toneladas) para 2025/26.
  • Fatores de Impulso: Analistas destacam que o excedente é impulsionado pelo aumento da produção de açúcar em países como Índia, Tailândia e Paquistão.
  • Aumento da Produção: A ISO projeta um crescimento de 3,2% na produção global, atingindo 181,8 milhões de toneladas na safra 2025/26.
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Queda nas Bolsas Internacionais: Nova York e Londres

O cenário de excedente influenciou as negociações na segunda-feira (17), resultando em quedas:

  • ICE Futures (Nova York – Açúcar Bruto): O vencimento de maior liquidez, março/26, fechou a 14,80 centavos de dólar por libra-peso (cts/lb), com desvalorização de 16 pontos. A tela maio/26 caiu 12 pontos, cotada a 14,37 cts/lb.
  • ICE Futures Europe (Londres – Açúcar Branco): O contrato março/26 recuou 7,70 dólares, sendo negociado a US$ 418,10 a tonelada. O vencimento maio/26 registrou queda de 5,40 dólares, cotado a US$ 416,40 a tonelada.

Demanda Fraca no Mercado Doméstico de São Paulo Mantém Preço do Cristal em Baixa

No mercado interno do estado de São Paulo, o açúcar cristal branco tem enfrentado uma movimentação lenta no spot desde o final de outubro. Pesquisadores do Cepea indicam que a principal causa dessa lentidão é a reduzida demanda por cristal para pronta-entrega.

  • Oferta: Do lado da oferta, o mercado segue abastecido, com maior volume do cristal Icumsa 180 disponível para venda.
  • Indicador CEPEA/ESALQ: Reflexo direto da baixa procura, o Indicador CEPEA/ESALQ do cristal branco registrou uma queda de mais de 6% na primeira quinzena de novembro.
  • Produção do Centro-Sul: Apesar da pressão de preços, os dados da Unica mostram que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil cresceu. Entre 1º de abril e 1º de novembro de 2025, foram produzidas 38,085 milhões de toneladas, um aumento de 1,63% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa

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Eficiência do fósforo segue como desafio central na agricultura tropical

A baixa eficiência no uso do fósforo continua sendo um dos principais gargalos da agricultura brasileira, especialmente em solos tropicais altamente intemperizados. Mesmo com a aplicação de fertilizantes fosfatados, grande parte do nutriente é rapidamente fixada no solo, tornando-se indisponível para as plantas.

Esse cenário será tema de destaque no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Solubilização biológica do fósforo ganha destaque em evento técnico

No dia 9 de junho, às 10h, a pesquisadora da Embrapa, Christiane Abreu de Oliveira Paiva, apresentará a palestra “Inoculantes para fósforo: solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal”, com foco nos mecanismos biológicos que ampliam a disponibilidade do nutriente no solo.

Segundo a pesquisadora, a limitação do fósforo no Brasil está diretamente ligada à química dos solos tropicais.

“Em muitos casos, de 100 kg de fertilizante fosfatado aplicado, apenas cerca de 20% são efetivamente aproveitados pelas plantas”, explica.

Microrganismos aumentam disponibilidade de fósforo no solo

A pesquisa destaca o papel de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos, que atuam liberando fósforo retido no solo por meio de processos biológicos.

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Entre os principais mecanismos estão:

  • Produção de ácidos orgânicos
  • Liberação de enzimas específicas
  • Mobilização do fósforo na rizosfera

Esses processos aumentam a disponibilidade do nutriente na região das raízes, favorecendo sua absorção pelas plantas.

Pesquisa de 20 anos resultou em inoculante brasileiro

Durante a palestra, Christiane também apresentará resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de cerca de duas décadas, que culminou no lançamento do primeiro inoculante brasileiro para solubilização biológica de fósforo, em 2019.

A tecnologia já foi testada em diferentes regiões do país e apresentou ganhos consistentes de produtividade, como:

  • Mais de 13 sacas por hectare no milho
  • De 4 a 5 sacas por hectare na soja
  • Aumento superior a 15% na cana-de-açúcar
  • Maior eficiência na absorção de fósforo pelas plantas
Dependência de fertilizantes importados reforça importância da eficiência

Outro ponto de destaque é a forte dependência do Brasil em relação ao fósforo importado. Atualmente, mais de 80% do insumo utilizado no país vem do exterior, o que torna o setor vulnerável a variações geopolíticas e logísticas.

Nesse contexto, os inoculantes surgem como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do fertilizante já aplicado, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento nutricional pelas culturas.

Mercado de biológicos cresce e tecnologias brasileiras ganham espaço global

O mercado de soluções biológicas voltadas ao fósforo já conta com mais de dez produtos disponíveis no Brasil. Além disso, tecnologias desenvolvidas no país vêm ganhando espaço internacional, sendo utilizadas em regiões da Europa, América do Norte, América do Sul e África.

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Apesar do avanço, especialistas reforçam que essas soluções não substituem a adubação convencional.

Uso de inoculantes exige manejo integrado no sistema produtivo

Segundo a pesquisadora, o desempenho dos inoculantes depende diretamente das condições do solo, da cultura e das práticas de manejo adotadas na propriedade.

“O desempenho dessas tecnologias depende de fatores como tipo de solo, cultura, condições ambientais e práticas de manejo. É fundamental integrá-las com adubação equilibrada, plantio direto e aumento da matéria orgânica”, destaca Christiane.

Abisolo reforça importância da integração de tecnologias

Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o tema reflete um desafio estrutural da agricultura brasileira.

“A baixa eficiência do fósforo nos solos tropicais é uma questão estrutural. Tecnologias como os inoculantes contribuem para melhorar o aproveitamento desse nutriente, mas devem ser usadas de forma integrada ao sistema produtivo”, afirma.

O avanço das soluções biológicas para fósforo representa um importante passo para a agricultura tropical, mas especialistas reforçam que o ganho real de eficiência depende da integração entre tecnologias, manejo adequado do solo e estratégias nutricionais equilibradas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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