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Expedição Araguaia-Xingu: moradores atualizam a vida para acessar saúde e cidadania

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Casal de idosos sentado em banco diante de parede colorida em azul, amarelo e verde. A mulher, de blusa rosa e óculos, segura bolsa no colo. O homem, de chapéu e bigode, fala gesticulando com entusiasmo.Ter um tratamento de saúde garantido, viajar para uma consulta ou simplesmente provar quem se é. Em regiões distantes, um documento de identidade atualizado pode ser a diferença entre sofrer em silêncio ou seguir vivendo. Na 7ª Expedição Araguaia-Xingu, realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e parceiros, essa diferença foi sentida por José Barreira Luz, de 79 anos.

Sentado ao lado da esposa, dona Edna, com quem é casado há 54 anos, ele expôs o impacto da comitiva ter chegado tão perto de casa. “Aqui já fica fácil pra nós ver documento, ver o que tá atrasado. Na cidade é mais difícil. A gente chega e nem sabe onde é”, disse.

Pioneiro da região, ele carregava um documento tão antigo que já nem era aceito, datado de 1979. Com a atualização realizada pela Expedição, ele finalmente pôde solicitar a Carteira do Idoso. “Agora, se precisar ir pra Goiânia, eu vou. A verba é pouca, mas a carteirinha ajuda de um lado e do outro. Isso é justiça demais pra gente”, apontou.

A realidade relatada pelo casal se repete por toda a região. Moradores enfrentam longas distâncias, desconhecimento dos trâmites burocráticos e, muitas vezes, vergonha de não saber por onde começar. “Quando vem uma equipe dessa, arrumando tudo, todo mundo fica de parabéns”, enalteceu José.

Lauro Salviano de Andrade, 85 anos, também chegou decidido a resolver um problema antigo. A certidão de casamento, solicitada três vezes no cartório do Tocantins, nunca era encontrada e isso impedia até a atualização do RG, já muito antigo. Ele chegou trazendo apenas a certidão de nascimento, datada de 1941. Mesmo assim, a equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) deu andamento em busca pela certidão correta, algo que ele tentava há anos. “Agora chegou a minha vez”, afirmou, em um misto de alívio e esperança.

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Franklin Leite, de 25 anos, também atualizou o registro de identidade. “Fiquei sabendo e vim. Não sabia nem por onde começar”. Já Thaís Rodrigues, 23 anos, aproveitou para atualizar seus documentos, do marido e do filho e saiu satisfeita. “Gostamos muito desse propósito de ajudar. Muita gente não tem como ir pra Confresa. Eu mesma não tenho”.

Enquanto isso, as irmãs Isabela Gomes Feitosa e Isadora Gomes Feitosa realizaram um sonho: tirar o primeiro RG. “É uma dificuldade tirar documento. Aqui é tudo organizado. Gostei demais”, contou o pai, Marcos Aurélio Oliveira Feitosa.

Programação – Durante quase duas semanas, a segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu cruzou as estradas do Vale do Araguaia levando serviços e cidadania a diferentes comunidades da região. Entre 5 e 12 de novembro, as equipes estiveram em três pontos do nordeste mato-grossense — a Agrovila Jacaré Valente e o Distrito de Veranópolis, em Confresa, e o Distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia. Nesse período, além de orientação jurídica, foram ofertados serviços como emissão e atualização de documentos (RG, CPF, Certidão de Nascimento e Título Eleitoral), consultas de saúde, vacinação, exames de vista e atividades recreativas e educativas.

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Parceria – A iniciativa foi coordenada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, com estrutura de serviços do próprio Judiciário por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e Juizado Volante Ambiental (Juvam).

Também integraram a ação uma ampla rede de parceiros: Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Ministério Público de Mato Grosso, Politec, Justiça Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil (PJC), Companhia de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Somaram-se ainda a Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Assembleia Legislativa, Exército Brasileiro, prefeituras dos municípios atendidos e parceiros privados, como Aprosoja, Energisa, Paiaguás Incorporadora e Bom Futuro.

Autor: Talita Ormond

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário e UFR unem forças em evento para combater a violência nas escolas

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Arte do evento No próximo dia 18 de junho, das 18h30 às 22h, o Anfiteatro da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) será o ponto de encontro de uma cooperação estratégica para o cenário educacional e jurídico regional. O evento “Diálogos Acadêmicos – Educação Jurídica no Ensino Fundamental e Médio como Instrumento de Prevenção e Enfrentamento da Violência nas Escolas” vai reunir representantes do Judiciário, do curso de Direito da UFR, magistrados(as) do Grupo de Estudos da Magistratura do Estado (Gemam), de órgãos públicos e da sociedade civil para propor soluções imediatas e de impacto real contra a violência nas salas de aula.

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

A iniciativa tem como objetivo central identificar, analisar e enfrentar problemas sociais concretos relacionados à violação de direitos na região sul de Mato Grosso, por meio da criação de um espaço qualificado de diálogo institucional e construção de soluções jurídicas efetivas. O encontro adotará a metodologia de Problem-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Problemas) para estruturar um ambiente de debate resolutivo. Nessa dinâmica, a sociedade civil apresenta as demandas reais das escolas, a magistratura delimita as balizas e os marcos normativos, e a universidade atua propondo soluções práticas construídas por meio do ensino, da pesquisa e da extensão.

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O evento contará com a participação de diversas autoridades, como o desembargador Márcio Vidal (diretor-geral da Esmagis-MT); a coordenadora do Gemam, juíza Alethea Assunção Santos; a responsável pela fundamentação constitucional do evento, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; a reitora da UFR, Analy Castilho Polizel de Souza; Prof. Dr. Anderson Nogueira Oliveira (coordenador de Direito da UFR) e Sophia Baptistella (presidente da LegalTech Jr. e idealizadora do projeto de Lei).


Episódios de violência e déficit de confiança

Para esta edição, os debates serão balizados por dados científicos preocupantes obtidos em uma pesquisa de campo realizada com 724 estudantes de Rondonópolis. O diagnóstico revelou não apenas a recorrência de episódios de violência, como bullying e cyberbullying, mas também um grave déficit de confiança dos alunos em relação aos canais tradicionais de denúncia, como familiares, professores e órgãos públicos.

Na oportunidade, o Curso de Direito da UFR apresentará, durante a programação, o aplicativo Alertia, desenvolvido por docentes e discentes como desdobramento do projeto de extensão “Noções de Direito nas Escolas” — iniciativa que já havia impactado mais de mil estudantes e que inspirou a criação da Lei Municipal nº 14.301/2025.

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O dispositivo funcionará como uma plataforma segura de recepção de denúncias escolares, permitindo a coleta estruturada de informações, a produção de elementos probatórios, o encaminhamento rápido às autoridades competentes e a viabilização de mecanismos de mediação extrajudicial de conflitos dentro das próprias unidades de ensino.

O evento tem capacidade para 200 pessoas.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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