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Expedição Rota das Águas chega ao fim com a união de mais de 20 parceiros

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A segunda etapa do projeto Ribeirinho Cidadão – Expedição Rota das Águas chegou ao fim nesta terça-feira (dia 9). Foram mais de 630km percorridos nas regiões oeste e sudoeste de Mato Grosso, levando justiça, saúde e cidadania às populações mais vulneráveis das cidades de Salto do Céu, Jauru e Porto Esperidião.
 
O sucesso dos atendimentos realizados durante o mutirão foi alcançado através da união de mais de 20 parceiros que disponibilizaram tempo, profissionais capacitados e conhecimento para oferecer os melhores serviços aos moradores das regiões visitadas.
 
Para o juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, todo o empenho das instituições envolvidas na realização do Ribeirinho Cidadão foi essencial para alcançar resultados expressivos nesta segunda etapa.
 
“Através do esforço do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob a presidência da desembargadora Clarice Claudino da SIlva, e com os demais parceiros pudemos ofertar inúmeros serviços à população. Encerramos esta 17ª edição do Ribeirinho Cidadão com o sentimento de dever cumprido com muita excelência e qualidade”, disse o magistrado.
 
O defensor público Clodoaldo Queiroz destacou o olhar diferenciado da Defensoria Pública Estadual e do Judiciário ao identificar que grande parcela da população estava invisibilizada e sem acesso a direitos básicos.
 
“Essas pessoas vivem mais afastadas dos grandes centros urbanos e acabam tendo necessidades muito maiores. São famílias que possuem necessidades básicas de documentos como certidões de nascimento e carteira de identidade e pela falta desses registros não conseguem ter acesso a direitos básicos como benefícios sociais e aposentadoria”, pontuou o defensor.
 
A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) foi uma das parceiras presentes na expedição e realizaram a emissão de carteiras de identidade. O servidor Elthon Teixeira explicou que foram dias intensos de muito trabalho.
 
“Atendemos milhares de pessoas nas três cidades por onde passamos. Nesta etapa do Ribeirinho nós fizemos a solicitação da nova carteira de identidade, o modelo mais recente que está disponível para a população desde o ano passado. A primeira via desse modelo é gratuita, então todo mundo que tem o modelo antigo tem o direito de fazer a carteira nova e no momento em que as pessoas solicitam a carteira de identidade, também é gerada uma carteira em formato digital que pode ser acessada pelo GOVBR”, explicou Elthon.
 
O Sistema Nacional de Emprego (Sine Estadual) também esteve presente no mutirão. A servidora Vânia Cristina Xavier de Macedo, ficou muito satisfeita de participar da ação que levou cidadania aos mato-grossenses.
 
“Participar de projetos como esse é muito importante para que a gente possa levar esses serviços às pessoas que não têm acesso por estarem longe das cidades grandes. O SINE fez a emissão de carteira de trabalho digital, verificação de abono salarial, seguro desemprego e encaminhamento de mão-de-obra obra para o mercado de trabalho nas regiões de atendimento”, disse Vânia.
 
Foram parceiros desta ação a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC), Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SECEL), Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – (SECITEC), Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT); Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), Exército Brasileiro, Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Receita Federal, Marinha do Brasil, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Juizado Volante Ambiental (JUVAM), Energisa, Sine Estadual e os cartórios locais das cidades de Salto do Céu, Jauru e Porto Esperidião.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1: juiz José Antônio confere documentos ao lado de servidora da Defensoria Pública Estadual. Eles vestem camisetas de manga longa com a logomarca do projeto Ribeirinho Cidadão e estão com os olhos em direção a uma certidão de nascimento e registro de identidade. Ao redor dos dois há diversas pessoas sentadas em cadeiras aguardando atendimento. Foto 2: servidora da Politec atende homem. A servidora está sentada e de costas, conferindo a certidão de nascimento e anotando os dados do cidadão em um formulário a parte. O homem atendido está sentado à frente da servidora e eles conversam.
 
Laura Meireles/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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