Agro News

ExpoApras 2026 deve movimentar mais de R$ 1,1 bilhão e reunir mais de 450 marcas expositoras

Publicado

A ExpoApras 2026 será realizada nos dias 14, 15 e 16 de abril, reunindo mais de 450 marcas expositoras em uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados. O evento projeta superar R$ 1,1 bilhão em negócios e receber mais de 60 mil visitantes, consolidando-se como um dos principais encontros do varejo alimentar no Brasil.

Crescimento da feira reforça relevância no varejo alimentar

A edição anterior registrou crescimento superior a 20%, evidenciando a importância da ExpoApras como ambiente estratégico para geração de negócios, networking e atualização profissional dos participantes.

Segundo Harri Pankratz, presidente da Apras, “a ExpoApras é o ponto de encontro do varejo alimentar, onde negócios acontecem, ideias são compartilhadas e o setor se fortalece. É um espaço que conecta todos os elos da cadeia, apoiando o desenvolvimento de empresas de todos os portes”.

Programação com foco em inovação e tendências de consumo

Nesta edição, a feira contará com palestras, fóruns e painéis sobre comportamento do consumidor, gestão, inovação, tecnologia e tendências do varejo, reunindo especialistas e lideranças do setor.

Leia mais:  Após embargo às carnes, setor teme novo bloqueio da União Europeia

O evento acontece em um momento de transformação do consumo, com clientes cada vez mais atentos ao custo-benefício e à experiência de compra. O avanço do food service dentro dos supermercados, incluindo refeições prontas, restaurantes em loja e delivery, ganha destaque na programação.

Varejo alimentar do Paraná mostra força econômica

O desempenho da ExpoApras reflete a importância do varejo alimentar paranaense, que conta com mais de 25 mil lojas, atende cerca de 1,8 milhão de consumidores por dia, gera aproximadamente 550 mil empregos e movimenta mais de R$ 65 bilhões ao ano.

Além das tendências de mercado, o evento também abordará desafios operacionais do setor, como custos, pressão sobre margens e contratação de pessoal, temas centrais para supermercadistas.

Ampliação internacional fortalece conexões comerciais

A edição deste ano amplia a participação internacional, com empresas da Argentina e do Paraguai, fortalecendo o intercâmbio de experiências e oportunidades comerciais no varejo alimentar da América do Sul.

Com uma combinação de negócios, conteúdo e networking, a ExpoApras 2026 promete consolidar-se como referência nacional e internacional para o setor supermercadista, oferecendo soluções estratégicas e atualização para todos os elos da cadeia.

Leia mais:  Entidades de exportadores e usuários de carga defendem leilão aberto do Tecon Santos 10

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Publicado

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

Leia mais:  Nova proposta pode destravar até R$ 800 bilhões em crédito para o agronegócio

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia mais:  Cartilha da Embrapa orienta irrigação e manejo da banana no Nordeste e busca elevar produtividade da fruticultura

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana