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Exportação de açúcar ganha ritmo e line up dos portos brasileiros se aproxima de 1,9 milhão de toneladas

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A movimentação de açúcar nos portos brasileiros segue intensa neste início de safra 2026/27. Levantamento da agência marítima Williams Brasil mostra que o line up de exportação alcançou 1,898 milhão de toneladas na semana encerrada em 20 de maio, indicando avanço no fluxo de embarques do produto brasileiro ao mercado internacional.

O volume programado representa crescimento frente à semana anterior, quando estavam previstas 1,837 milhão de toneladas para exportação. Também houve aumento no número de navios aguardando carregamento nos portos do país, passando de 47 para 52 embarcações no período analisado.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar exportado

O Porto de Santos, em São Paulo, permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de açúcar, concentrando 1,470 milhão de toneladas do total programado.

Na sequência aparecem:

Paranaguá (PR): 335,970 mil toneladas;

  • São Sebastião (SP): 56 mil toneladas;
  • Recife (PE): 21,943 mil toneladas;
  • Suape (PE): 14 mil toneladas.

O relatório considera navios já atracados, embarcações fundeadas aguardando operação e aquelas com previsão de chegada até 13 de junho.

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Açúcar VHP lidera embarques brasileiros

A maior parte da carga destinada à exportação corresponde ao açúcar VHP, principal produto brasileiro comercializado no mercado internacional.

Segundo o levantamento, o line up contempla:

  • Açúcar VHP: 1,765 milhão de toneladas;
  • VHP ensacado: equivalente a 41 mil toneladas;
  • TBC: 11 mil toneladas;
  • Cristal B-150: 75,2 mil toneladas;
  • Refinado A45: 6 mil toneladas.

O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto destinado ao refino em outros mercados consumidores.

Exportações de açúcar somam mais de 1 milhão de toneladas em maio

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil já exportou 1,066 milhão de toneladas de açúcar e melaços na parcial de maio de 2026, considerando dez dias úteis.

A receita acumulada no período alcançou US$ 385,267 milhões, com média diária de US$ 38,527 milhões.

O volume médio embarcado ficou em 106,623 mil toneladas por dia, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária foi de 106,386 mil toneladas.

Queda nos preços internacionais reduz receita das exportações

Apesar da estabilidade no volume exportado, a receita do setor segue pressionada pela retração dos preços internacionais do açúcar.

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O preço médio da tonelada exportada em maio de 2026 ficou em US$ 351,90, representando queda de 19,2% frente aos US$ 447,10 registrados em maio de 2025.

Com isso, a receita média diária das exportações brasileiras recuou 19% na comparação anual.

O cenário reflete o movimento de acomodação das cotações globais do açúcar, influenciado pela expectativa de maior oferta mundial e pela recuperação produtiva em importantes países exportadores.

Mercado acompanha logística e ritmo da safra brasileira

Além das oscilações nos preços internacionais, o mercado monitora de perto a capacidade logística dos portos brasileiros diante do avanço da safra no Centro-Sul.

O crescimento do line up reforça o ritmo acelerado das exportações brasileiras, sustentadas pela competitividade do açúcar nacional e pela forte participação do país no comércio global da commodity.

Analistas avaliam que o comportamento dos embarques nas próximas semanas seguirá diretamente ligado ao avanço da moagem, às condições climáticas e à demanda internacional pelo produto brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar opera próximo de R$ 5,21 e mercado acompanha payroll dos EUA; Ibovespa busca recuperação nesta quinta-feira

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O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira (2) com investidores concentrando as atenções na divulgação do relatório oficial de empregos dos Estados Unidos (Payroll), considerado um dos indicadores mais importantes para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Após encerrar a quarta-feira em alta de 0,90%, cotado a R$ 5,2094, o dólar comercial apresenta oscilações próximas desse patamar nas primeiras negociações do dia, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano. No mercado internacional, a moeda americana permanece relativamente fortalecida diante da expectativa de manutenção dos juros elevados por mais tempo, caso o emprego continue aquecido.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tenta recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, quando fechou em 171.689 pontos, com queda de 0,20%. O desempenho da bolsa continua sendo influenciado tanto pelo cenário externo quanto pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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Payroll é o principal evento do dia

O relatório de emprego dos Estados Unidos pode alterar significativamente o comportamento dos mercados globais.

Caso os números venham acima das expectativas, aumenta a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma postura mais restritiva em relação aos juros, fortalecendo o dólar frente às principais moedas e pressionando mercados emergentes como o Brasil.

Por outro lado, um resultado mais fraco tende a ampliar as apostas de cortes de juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, incluindo ações brasileiras, commodities e moedas de países emergentes.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

Além do Payroll, investidores seguem atentos aos indicadores econômicos domésticos e ao ambiente fiscal brasileiro. O comportamento do câmbio continua sendo um dos principais fatores acompanhados pelo agronegócio, já que influencia diretamente a competitividade das exportações de soja, milho, café, carnes, açúcar, algodão e celulose.

Um dólar mais valorizado tende a favorecer as receitas dos exportadores brasileiros, enquanto a queda da moeda americana reduz custos de importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e outros insumos utilizados pelo setor.

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Fechamento da última sessão
  • Dólar Comercial
    • Fechamento: R$ 5,2094
    • Variação diária: +0,90%
    • Acumulado da semana: +0,82%
    • Acumulado do mês: +0,90%
    • Acumulado de 2026: -5,09%
  • Ibovespa
    • Fechamento: 171.689 pontos
    • Variação diária: -0,20%
    • Acumulado da semana: -0,93%
    • Acumulado do mês: -0,20%
    • Acumulado de 2026: +6,56%
Perspectivas para o dia

Os mercados devem permanecer voláteis ao longo desta quinta-feira, principalmente após a divulgação do Payroll americano. A combinação entre os dados de emprego, as expectativas para os juros nos Estados Unidos e o comportamento das commodities continuará determinando o rumo do dólar, da Bolsa brasileira e dos ativos ligados ao agronegócio nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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