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Dólar opera próximo de R$ 5,21 e mercado acompanha payroll dos EUA; Ibovespa busca recuperação nesta quinta-feira

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O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira (2) com investidores concentrando as atenções na divulgação do relatório oficial de empregos dos Estados Unidos (Payroll), considerado um dos indicadores mais importantes para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Após encerrar a quarta-feira em alta de 0,90%, cotado a R$ 5,2094, o dólar comercial apresenta oscilações próximas desse patamar nas primeiras negociações do dia, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano. No mercado internacional, a moeda americana permanece relativamente fortalecida diante da expectativa de manutenção dos juros elevados por mais tempo, caso o emprego continue aquecido.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tenta recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, quando fechou em 171.689 pontos, com queda de 0,20%. O desempenho da bolsa continua sendo influenciado tanto pelo cenário externo quanto pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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Payroll é o principal evento do dia

O relatório de emprego dos Estados Unidos pode alterar significativamente o comportamento dos mercados globais.

Caso os números venham acima das expectativas, aumenta a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma postura mais restritiva em relação aos juros, fortalecendo o dólar frente às principais moedas e pressionando mercados emergentes como o Brasil.

Por outro lado, um resultado mais fraco tende a ampliar as apostas de cortes de juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, incluindo ações brasileiras, commodities e moedas de países emergentes.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

Além do Payroll, investidores seguem atentos aos indicadores econômicos domésticos e ao ambiente fiscal brasileiro. O comportamento do câmbio continua sendo um dos principais fatores acompanhados pelo agronegócio, já que influencia diretamente a competitividade das exportações de soja, milho, café, carnes, açúcar, algodão e celulose.

Um dólar mais valorizado tende a favorecer as receitas dos exportadores brasileiros, enquanto a queda da moeda americana reduz custos de importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e outros insumos utilizados pelo setor.

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Fechamento da última sessão
  • Dólar Comercial
    • Fechamento: R$ 5,2094
    • Variação diária: +0,90%
    • Acumulado da semana: +0,82%
    • Acumulado do mês: +0,90%
    • Acumulado de 2026: -5,09%
  • Ibovespa
    • Fechamento: 171.689 pontos
    • Variação diária: -0,20%
    • Acumulado da semana: -0,93%
    • Acumulado do mês: -0,20%
    • Acumulado de 2026: +6,56%
Perspectivas para o dia

Os mercados devem permanecer voláteis ao longo desta quinta-feira, principalmente após a divulgação do Payroll americano. A combinação entre os dados de emprego, as expectativas para os juros nos Estados Unidos e o comportamento das commodities continuará determinando o rumo do dólar, da Bolsa brasileira e dos ativos ligados ao agronegócio nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: preços futuros sobem na Bolsa de Chicago e na B3 com dólar fraco, demanda aquecida e exportações em alta

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Os preços futuros do milho iniciaram esta quinta-feira (2) em alta tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto na Bolsa Brasileira (B3), impulsionados pela desvalorização do dólar frente às principais moedas, pelo fortalecimento da demanda internacional e pelos novos dados de exportação dos Estados Unidos. Apesar da recuperação dos contratos futuros, o mercado físico brasileiro continua marcado por baixa liquidez e negociações pontuais.

Na Bolsa de Chicago, por volta das 9h17 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam valorização. O contrato para julho era negociado a US$ 4,25 por bushel, com alta de 4,75 pontos. O vencimento setembro também era cotado a US$ 4,25, avançando 3 pontos, enquanto dezembro alcançava US$ 4,44, com ganho de 2,50 pontos. Já o contrato para março de 2027 era negociado a US$ 4,59 por bushel, acumulando valorização de 2 pontos.

Dólar mais fraco favorece exportações dos Estados Unidos

O movimento positivo em Chicago reflete principalmente o enfraquecimento do dólar, fator que aumenta a competitividade dos produtos agrícolas norte-americanos no mercado internacional.

Segundo análise da Successful Farming, a queda do índice do dólar torna o milho dos Estados Unidos mais atrativo para compradores estrangeiros, estimulando novos negócios no comércio global.

Além da influência cambial, o mercado recebeu suporte dos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam forte ritmo nas vendas externas. Até o momento, compradores internacionais já assumiram compromissos para adquirir 84,7 milhões de toneladas de milho norte-americano na atual temporada comercial, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O cenário reforça a percepção de demanda internacional consistente, oferecendo sustentação às cotações na CBOT, mesmo diante da expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos.

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B3 acompanha Chicago e registra valorização dos contratos

No mercado brasileiro, a Bolsa Brasileira (B3) também abriu o dia em território positivo. Por volta das 9h21, os contratos apresentavam ganhos moderados.

O vencimento julho era negociado a R$ 65,15 por saca, com alta de 0,39%. O contrato setembro avançava para R$ 68,62 (+0,38%), enquanto janeiro de 2027 atingia R$ 73,88 (+0,22%). O contrato março de 2027 subia para R$ 75,03, com valorização de 0,11%.

A recuperação ocorre após uma sequência de sessões de pressão sobre os preços, em um momento em que o mercado busca um novo equilíbrio diante do avanço da colheita da segunda safra.

Colheita ainda limita reação dos preços

De acordo com o analista de mercado da Pátria Agronegócio, Vinícius Ferreira, o mercado brasileiro entrou em uma fase de estabilidade depois das recentes quedas, principalmente porque a colheita da safrinha ainda avança de forma gradual em várias regiões produtoras.

Na avaliação do especialista, este pode representar uma oportunidade para os produtores ampliarem a comercialização antes que a oferta aumente significativamente com o avanço da colheita.

A expectativa é que, após a colheita superar aproximadamente 60% da área cultivada, o mercado encontre espaço para uma recuperação mais consistente, impulsionada pelo fortalecimento da demanda doméstica, especialmente dos segmentos de etanol de milho e da indústria de rações.

Mercado físico segue com baixa liquidez

Apesar da recuperação observada nos contratos futuros, o mercado físico permanece travado em diversas regiões do país.

Segundo levantamento da TF Agroeconômica, produtores continuam priorizando a entrega de contratos previamente firmados, enquanto compradores mantêm postura cautelosa, adquirindo apenas volumes necessários para abastecimento imediato.

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No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11. Em Santa Catarina, vendedores mantêm pedidas ao redor de R$ 65, enquanto compradores trabalham próximos de R$ 60, reduzindo o fechamento de novos negócios.

No Paraná, a expectativa de maior oferta da segunda safra mantém os consumidores afastados do mercado, com referências próximas de R$ 65 por saca e ofertas de compra em torno de R$ 60 CIF.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilam entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca. A demanda da indústria de bioenergia continua oferecendo sustentação regional, embora as negociações permaneçam limitadas.

Estoques elevados ainda restringem altas mais expressivas

Embora os contratos futuros encontrem suporte no cenário internacional, analistas destacam que a perspectiva de uma produção robusta no Brasil e nos Estados Unidos, aliada aos estoques de passagem considerados confortáveis, continua limitando movimentos mais fortes de valorização.

Com a entrada gradual da segunda safra brasileira no mercado, compradores seguem adotando postura estratégica, aguardando maior disponibilidade de produto antes de ampliar as aquisições.

Assim, o comportamento das próximas semanas dependerá da velocidade da colheita, da evolução das exportações brasileiras, da demanda interna — especialmente dos setores de etanol e alimentação animal — e do comportamento do mercado internacional, que permanece atento às condições da safra norte-americana e ao ritmo das vendas externas dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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